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quinta-feira, maio 22, 2008

Malas milionárias

Resultado de Busca - Edição No. 2392 de 8/13/2010
Divulgação
Cédulas foram contadas durante todo o dia de ontem na empresa Transexcel. Depois de conferido, o dinheiro foi depositado em conta alienada às investigações da PF


Mário Adolfo Filho
Da equipe de A CRÍTICA

As malas com R$ 6.890,720 e mais sete notas falsas de R$ 50, que estavam sendo escondidas em uma casa abandonada na periferia de Coari (a 370 quilômetros de Manaus), chegaram à capital às 5h da madrugada de ontem. O dinheiro foi trazido em um avião e escoltado por mais de cem policiais federais que participaram das prisões na Operação Vorax.

A ação foi deflagrada na manhã de terça-feira e cumpriu 22 dos 23 mandados de prisão e 48 de busca e apreensão. De acordo com a PF, uma organização criminosa comandada pelo prefeito de Coari, Adail Pinheiro, fraudou licitações e é responsável por desvios que passam de R$ 30 milhões.

Todo o dinheiro vai ser depositado em uma conta da Caixa Econômica Federal alienada às investigações e será colocado à disposição da Justiça. Ontem mesmo o montante foi transferido em sete malas da sede da PF por dois carros-fortes escoltados por viaturas federais em operação cinematográfica que chamou atenção da população. O dinheiro foi contado na empresa Transexcel, na Praça 14, e depois depositado na conta.

“Existem indícios muito fortes de que este dinheiro é fruto das fraudes em Coari”, disse o titular da Delegacia de Prevenção e Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz) da Polícia Federal, Jocenildo Cavalcante.

Investigações

De acordo com Cavalcante, agentes tomaram conhecimento da existência da casa somente na terça-feira, quando cumpriam os mandados em Coari.“Durante as diligências e entrevistas com populares chegamos à conclusão que existiam dois endereços usados para guardar documentos, computadores e, talvez, uma grande quantidade de dinheiro”, explicou o delegado.

“O dinheiro estava guardado escondido dentro de malas e no forro da casa, bem característico de quem quer esconder algo. Na casa não tinha ninguém”, completou o delegado.

A PF ainda assinalou que no conjunto habitacional Neide Lins, onde está localizada a casa, a Prefeitura de Coari é proprietária de algumas residências, o que comprova a ligação com o Poder Público.

Deputados retomam pedido de CPI contra Adail após ação da PF

Após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Vorax desmontando esquema de corrupção em Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus), deputados estaduais voltam a propor a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito Adail Pinheiro, apontado pela PF como líder do esquema. A Operação Vorax prendeu, na última terça-feira, 23 envolvidos em fraudes em licitações públicas, prostituição infantil, desvio de dinheiro público e sonegação de impostos.


O deputado estadual Wallace Souza (PP) disse ontem que no início de junho irá reiniciar a coleta de assinaturas para o requerimento da CPI que, segundo ele, já conta com o nome do deputado Ângelus Figueira (PV). Os deputados Vera Lúcia Castelo Branco (PTB), Liberman Moreno (PHS) e Sabá Reis (PR), de acordo com Wallace, já prometeram endossar a proposta. “Vou agir de forma diferente desta vez e vou citar o nome de quem não quer assinar a CPI. Não podem dizer que é o parlamento todo que não se mobiliza. A ALE (Assembléia Legislativa do Estado) deveria ser mais participativa para que esse esquema de corrupção em Coari não continuasse”, disse Wallace. O pedido de CPI ficou para junho porque metade dos 24 deputados viaja na semana que vem ao Ceará para um encontro da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale).

Para ser instalada, a CPI precisa da assinatura de oito parlamentares, ou seja, de um terço dos 24 deputados. A Comissão tem prazo de 90 a 120 dias para concluir suas investigações. A CPI tem poder de polícia e como resultado, pode sugerir ao governador do Estado o afastamento do prefeito e a intervenção no município. Wallace disse que agora o parlamento tem a obrigação de tomar iniciativa sobre as irregularidades em Coari, sob o risco de ficar desmoralizado. “Agora está escancarado. A ALE tem a obrigação de iniciar a CPI que pode sugerir ao governador a intervenção na Prefeitura de Coari”.

A Assembléia tem recebido constantes críticas em relação à omissão diante das denúncias de irregularidades em Coari. Desde o ano passado, o parlamento estadual vem acumulando tentativas frustradas de investigar a corrupção em Coari. Em meados de 2007, Vera Lúcia Castelo Branco propôs a abertura de uma comissão especial que reuniu informações sobre as denúncias, mas foi arquivada sem nenhum resultado na prática. Em dezembro, Wallace Souza tentou apresentar um pedido de CPI, mas a proposta foi abandonada após a retirada de duas assinaturas. Na época, o pedido chegou a ser assinado por Liberman Moreno (PHS), Luiz Castro (PPS), Arthur Bisneto (PSDB), Wallace Souza (PP), Sabá Reis (PR), Ângelus Figueiras (PV), José Lobo (PCdoB) e Walzenir Falcão (PTB). Lobo e Falcão foram apontados como os que retiraram os nomes do pedido.

Para o deputado Liberman Moreno, as tentativas da Assembléia de investigar Adail são dificultadas pelas ligações entre o governador Eduardo Braga (PMDB) e o prefeito de Coari. “Todo mundo sabe da ligação do Adail com o Braga e a maioria dos deputados é da base do governo. Adail é intocável. A base está mais para abrigar o governo do que fazer seu dever de casa”, questionou.

O deputado Luiz Castro também afirmou que irá assinar o pedido de CPI, embora acredite que há pressões externas que inviabilizam o andamento de uma investigação. “A tentativa de fazer a CPI em 2007 foi abortada por uma pressão externa não sei de onde. Não sei se foi pressão do Estado ou do próprio Adail que se articulou entre alguns deputados”, comentou.



Vereadores

Os reflexos da Operação Vorax foramm sentidos também na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Ontem, os vereadores encaminharam uma indicação à ALE para convidar Braga a prestar esclarecimentos sobre a corrupção em Coari.

Casa era freqüentada por chefe da Segurança

A casa onde foram encontrados os malotes de dinheiro pela Polícia Federal (PF) durante as ações de ontem da Operação Vorax no município de Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus) era freqüentada pelo chefe de segurança do prefeito Adail Pinheiro e ex-secretário municipal de Defesa Social, sargento Antônio Carlos de Aguiar, preso na última terça-feira na casa do prefeito, em Coari. As informações são de vizinhos do local, que viram ele e agentes da segurança do prefeito entrarem no local.


A PF não informou quem é o dono da casa e deixou a cidade às 7h de ontem com o dinheiro e documentos apreendidos.

As pessoas que foram ouvidas pela reportagem não quiseram ter o nome identificado, temendo represálias, e afirmaram que Aguiar visita o local freqüentemente mais nunca chegou a morar na casa.

“Ele aparecia aqui sempre e nunca vimos movimentação que mostrasse que ele mora aí. Quase todo mundo sabe que essa casa é dele”, disse um senhor que não quis se identificar.

A PF concentrou as ações de busca e apreensão de terça-feira à noite e ontem pela manhã, nos arredores da propriedade, antes de retornar a Manaus. Foram várias diligências, que começaram depois que o avião levando as pessoas presas em Coari decolou do aeroporto da cidade.

“A (Polícia) Federal entrou aí e quando saiu veio com muitas malas com dinheiro. Um amigo meu foi chamado (pela PF) para ser testemunha para o flagrante e disse que era muita grana”, disse um professor que pediu para não ter o nome revelado.

Situada na parte de trás do conjunto Naíde Lins, a área onde está a casa é separada por um muro e tem guarita de proteção, denominada como área nobre do conjunto residencial. A outra parte do conjunto não é cercada.

A maior parte das casas é de propriedade da Prefeitura de Coari, que cede a funcionários que estão trabalhando na cidade, mas moram em outros municípios.

As construções são de classe média com casas bem acabadas e muradas. O que chama atenção do local onde foi apreendido o dinheiro, é que se trata da única casa sem muro e que está praticamente abandonada. A parte de trás está tomada pelo mato.

A casa é cercada de pessoas de confiança de Adail ou Aguiar. Do lado esquerdo da propriedade mora o ex-secretário de Comunicação e pretenso candidato a vereador, Walcione Tavares. À direita, mora o secretário de Governo, Afonso Vieira, e à frente a sogra de Aguiar, de nome não revelado.

Além da casa de Aguiar, a PF entrou em outras casas do conjunto Naíde Lins para cumprir mandados de busca e apreensão. No local moram várias pessoas de alta confiança de Adail, como o secretário de Administração Adriano Salan, a irmã de Adail e secretária–adjunta de Economia e Finanças, conhecida como Rom Cineide Gomes, e pessoas que ocupam cargos de confiança.

“Foi uma movimentação que durou quase a noite toda, com carros entrando e saindo com malas, caixas e documentos. Vimos eles entrarem na casa do ‘Salan’, do ‘Afonsinho’ e do Aguiar. Praticamente o conjunto ficou fechado”, disse o empresário Anderson Sérgio.

Em nota, a Secretaria Municipal de Comunicação de Coari informou que se reuniu ontem com sua assessoria jurídica para obter todas as informações sobre a operação ‘Vorax’, da Polícia Federal. “O prefeito reafirma sua determinação para que todos os secretários municipais fraqueassem (entregassem) os documentos da Prefeitura de Coari e suas secretarias à Polícia Federal, a fim de esclarecer a verdade”, diz a nota.

PF avalia novo pedido de prisão contra Adail


O delegado da Polícia Federal (PF) Jocenildo Cavalcante disse que está buscando elementos para elaborar um novo pedido de prisão preventiva contra o prefeito do município de Coari (a 363 quilômetros a oeste de Manaus), Adail Pinheiro (PMDB), nos próximos dias.

Cavalcante coordenou a operação ‘Vorax’ que desarticulou, na terça-feira, um esquema de corrupção, fraudes em licitações, sonegação e prostituição infantil na Prefeitura de Coari, chefiado pelo próprio prefeito da cidade.

A fraude, segundo a PF, gerou um desvio de R$ 55 milhões além de R$ 30 milhões de impostos sonegados à Receita Federal, nos últimos cinco anos. As investigações apontam que o dinheiro era oriundo de royalties pagos pela Petrobras para explorar a bacia petrolífera de Urucu e recursos do governo federal e estadual.

Na operação, a Justiça Federal emitiu 23 mandados de prisão e negou apenas o do prefeito de Coari, segundo informou Cavalcante.

Para justificar a prisão de Adail, a PF usou como provas documentos apreendidos na prefeitura e escutas de ligações telefônicas que comprovavam que o prefeito comandava o esquema.

“O Ministério Público Federal (MPF) chegou a dar o parecer favorável para a prisão do prefeito (Adail Pinheiro). Todos os outros mandados foram acatados pela Justiça, menos o dele”, disse.

Por ter foro privilegiado, o pedido de prisão de Adail só pode ser julgado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Cavalcante disse que está estudando novos elementos contra Adail, a partir dos depoimentos das 22 pessoas presas para analisar se vai pedir novamente a prisão do prefeito. “Não descarto um novo pedido de prisão preventiva contra Adail Pinheiro nem contra outras pessoas ligadas a ele”, disse.

Entre os presos na operação ‘Vorax’ estavam secretários municipais de Coari, empresários e pessoas ligadas a Adail. Ontem, Cavante disse que já tinha ouvido mais da metade dos presos.

Ainda na noite de ontem, estavam na sede da Polícia Federal o secretário municipal de Obras, Paulo Bonilha, presidente da Comissão de Licitação de Coari, Walter Braga, e o chefe de Segurança de Adail, Carlos Aguiar.

O restante dos presos foram encaminhados à Cadeia Pública Vidal Pessoa, no Centro da Cidade.

Até as 21h30, a PF aguardava a chegada do secretário de Governo do prefeito de Coari, Adriano Salan. Ele também teve a prisão preventiva decretada durante a operação ‘Vorax’. Salan estava em Brasília e viajou ontem, à noite, a Manaus para se apresentar à PF.

Dinheiro escondido

Agentes da PF terminaram, ontem, de contar o dinheiro escondido em uma das casas da Prefeitura de Coari. O valor somado foi de, aproximadamente, R$ 6,8 milhões.

A quantia estava ‘guardada’ em sete malas dentro de um armário da casa. “Esse dinheiro também faz parte do desvio de recursos estimado nas investigações”, disse o delegado.

No final da tarde de ontem, foi trazido a Manaus um iate luxuoso que Adail possuía no município. De acordo com Cavalcante, ele estava num lago próximo à área Central de Coari.

A embarcação tem dois andares e possui cerca de seis metros de altura, além de abrigar oito quartos, sendo quatro suítes. O iate também tem uma sauna, academia, sala de jogos, cozinha, sala de estar, sala de música e cinema.

Pelas características da embarcação, o Iate Náutica & Wind Loja está avaliado em R$ 15 milhões.

A morosidade da Justiça alimenta a corrupção


Os R$ 6,8 milhões em espécie apreendidos pela Polícia Federal em uma casa abandonada em Coari mostram o nível chegou a corrupção naquele município, cuja principal riqueza é a exploração do petróleo. Integrantes da quadrilha desbaratada na operação ‘Vorax’ chegavam a sacar, de uma só vez, no Banco do Brasil até R$ 1 milhão. O esquema de Coari revela também o quanto é falha a estrutura de fiscalização e controle da aplicação dos recursos públicos. O desvio do dinheiro da Prefeitura de Coari poderia ter sido identificado pelo Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), que obriga os bancos a informar qualquer saque superior a R$ 100 mil feito pelos seus clientes. Essa norma não foi cumprida, prolongando a sangria em Coari. A quadrilha que agia em Coari e suas frentes de atuação já eram de conhecimento público. Foi preciso a interferência do senador Jefferson Péres (PDT) e do deputado federal Francisco Praciano (PT) junto ao Ministério Público Federal, para que as denúncias fossem investigadas. A inércia dos órgãos fiscalizadores só contribui para a escalada da corrupção no Brasil. O caso de Coari é micro se comparado às denúncias de irregularidades e malversação de recursos na administração do governador Eduardo Braga. O pagamento de R$ 18 milhões por obras não realizadas (‘obras fantasmas’) é apenas uma das inúmeras irregularidades do governo estadual. Mesmo assim, o que prevalece é a morosidade no processo investigatório. A lentidão da Justiça resulta, invariavelmente, em impunidade. Não há desculpas plausíveis, apenas revela-se a notória displicência que envolve os Poderes Constituídos. A conta, por fim, é paga pelo cidadão que perde a oportunidade de ter serviços públicos mais eficientes e de qualidade.

Fiscalização da CGU aponta fraude superior a R$ 7 milhões


Irregularidades praticadas pela Prefeitura Municipal de Coari entre 2001 e 2006 causaram prejuízos de mais de R$ 7 milhões, sendo mais de R$ 3,1 milhões em recursos federais e outros R$ 3,8 milhões em receitas de royalties. Essa é a conclusão da fiscalização feita no ano passado pela Controladoria-Geral da União (CGU), a partir de denúncias apresentadas pelo senador Jefferson Péres (PDT-AM) e pelo deputado Francisco Praciano (PT-AM). A fiscalização foi feita com a participação da Polícia Federal, que ontem desencadeou a Operação Vorax no Município.
Os fiscais da CGU confirmaram a denúncia dos parlamentares, principalmente sobre a utilização de notas fiscais inidôneas (frias) por parte dos gestores da Prefeitura de Coari para dar cobertura a gastos de recursos públicos, transferidos pelos Ministérios da Educação, Saúde, Cidades, Desenvolvimento Social, Esporte, Meio Ambiente, Indústria e Comércio e Minas e Energia.
O montante desviado por meio do uso de notas fiscais “frias”, considerando-se somente os recursos federais diretamente transferidos ao Município, chegaram a R$ 1,579 milhão. Já o prejuízo decorrente das práticas de sobrepreço e superfaturamento chegou a R$ 1,316 milhão, o que corresponde a quase 13% dos recursos federais aplicados no Município de Coari por meio dos convênios analisados durante a fiscalização.
Os fiscais da CGU registraram casos de inexistência de empresas; nota com data anterior à emissão do talonário sem data de origem e nota fiscal com validade vencida. Outras irregularidades, como a ausência de processo seletivo para contratação de pessoal e pagamento de despesas não comprovadas, geraram prejuízos da ordem de R$ 269 mil com recursos federais transferidos ao Município de Coari.
RoyaltiesJá as irregularidades constatadas com o uso dos recursos recebidos pelo Município, a título de royalties do petróleo e gás existentes em Coari, envolveram sobrepreço e superfaturamento (R$ 2,577 milhões) e aquisição de eletrodomésticos, eletrônicos, produtos de cama, mesa e banho para distribuição no Dia das Mães, além de aquisição de brinquedos para distribuição nas festividades natalinas (R$ 1,293 milhão). “Esperamos que essa operação, mais uma entre as 400 realizadas pela Polícia Federal desde 2003, não fique somente nas prisões. Que o Ministério Público continue apurando e a Justiça puna os culpados”, disse ontem o deputado Praciano

Federal desvenda fraudes em Coari



Arquivo/AC
Adail Pinheiro não foi preso por ser prefeito e ter foro privilegiado




Mário Adolfo Filho
Especial para A CRÍTICA

“As investigações detectaram que Adail Pinheiro (prefeito de Coari) é o comandante de todo um esquema fraudulento”. A afirmação foi feita, na manhã de ontem, pelo titular da Delegacia de Prevenção e Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz), da Polícia Federal, Jocenildo Cavalcante. Ele se referiu à Operação Vorax, deflagrada pela PF em parceria com a Receita Federal para desarticular uma organização criminosa no Município localizado a 370 quilômetros de Manaus.

No total, foram expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal 48 mandados de busca e apreensão e 23 de prisão. A quadrilha é acusada, pela PF, de crimes de sonegação fiscal, fraudes em licitações, desvio de verbas e crimes contra a administração pública em Coari que superam R$ 30 milhões nos últimos cinco anos.

Estão envolvidos no esquema 75 empresas de construção civil, fornecimento de mercadorias (inclusive medicamentos) e promoções de eventos. “Muitas destas empresas foram criadas apenas para participar e vencer licitações viciadas no Município e tinham a Prefeitura de Coari como único cliente”, informou Cavalcante. Também participavam das fraudes órgãos como a Comissão de Licitações, Secretaria de Finanças, Gabinete, Secretaria de Saúde e Secretaria de Obras.

Presos

Os nomes dos presos não foram divulgados pela PF, que segue uma nova recomendação nacional para não haver exposição dos acusados. Mas A CRÍTICA conseguiu confirmar que foram presos, em Manaus, Carlos Eduardo Pinheiro e Elizabeth Pinheiro, ambos irmãos de Adail Pinheiro, Adriano Salan, ex-secretário de governo do Município, e o assessor Haroldo Portela. Na capital, também prenderam Fábio Marques Martins (Mega Models), Sônia da Silva Santos, Andréa Domingos de Abreu, Marilza Félix Barroso, Jorge Michel Pereira, Edmilson Ricardo Façanha de Carvalho, Jacson Bezerra Lopes, Ediovan Costa, Ezequiel da Rocha e o médico Durval Herculano Carriço.

Em Coari, foram presos Cezário Menezes, dono da Construtora Menezes, que prestava serviços à Prefeitura; Antônio Maria Aguiar Nascimento, segurança particular do prefeito Adail Pinheiro e ex-comandante da guarda municipal; Valter Braga Ferreira, membro da Comissão de Licitação; Paulo Bonilla, secretário de Obras; Paulo Sérgio Chagas, sub-secretário de Obras; e Rome Sineide Gomes, secretária de Finanças.

Em uma casa em um conjunto residencial de Coari, federais apreenderam R$ 7 milhões de reais guardados em sete malas que estavam em poder de um dos integrantes do bando.

quarta-feira, maio 21, 2008

CGU aponta desvios de R$ 7 milhões em Coari

20/05/2008 - 17h16
Redação 24 HorasNews

Uma grande variedade de irregularidades praticadas pela prefeitura do município amazonense de Coari entre os anos de 2001 e 2006 ocasionou prejuízos de mais de R$ 7 milhões, sendo mais de R$ 3,1 milhões em recursos federais e mais de R$ 3,8 milhões em receitas de royalties. Essa é a conclusão da fiscalização feita no ano passado, em Coari, pela Controladoria-Geral da União, a partir de denúncias apresentadas pelo senador Jefferson Peres e pelo deputado Francisco Praciano. A fiscalização foi feita com a participação da Polícia Federal, que hoje desencadeou a operação Vorax.

No relatório feito ao final dos trabalhos, os fiscais da CGU confirmaram a procedência da denúncia dos parlamentares, dando conta, entre outras irregularidades, da utilização de notas fiscais inidôneas por parte dos gestores da prefeitura de Coari, para dar cobertura a gastos de recursos públicos, transferidos pelos ministérios da Educação, Saúde, Cidades, Desenvolvimento Social, Esporte, Meio Ambiente, Indústria e Comércio e Minas e Energia.

O montante desviado por meio do uso de notas fiscais inidôneas, considerando-se somente os recursos federais diretamente transferidos ao município, chegaram a R$ 1,579 milhão. Já o prejuízo decorrente das práticas de sobrepreço e superfaturamento chegou a R$ 1,316 milhão, o que corresponde a quase 13% dos recursos federais aplicados no município por meio dos convênios analisados durante a fiscalização.

Entre as irregularidades com o uso de notas fiscais inidôneas, os fiscais da CGU registraram casos de inexistência das empresas; nota com data anterior à emissão do talonário; nota sem data no talonário de origem; e nota fiscal com validade vencida. Outras irregularidades, como a ausência de processo seletivo para contratação de pessoal e pagamento de despesas não comprovadas, geraram prejuízos da ordem de R$ 269 mil com recursos federais transferidos ao município.

Já as irregularidades constatadas com o uso dos recursos recebidos pelo município a título de royalties envolveram sobrepreço e superfaturamento (R$ 2,577 milhões) e aquisição de eletrodomésticos, eletrônicos, produtos de cama, mesa e banho para distribuição no Dia das Mães, além de aquisição de brinquedos para distribuição nas festividades natalinas (R$ 1,293 milhão).

Ao final, o relatório da CGU foi encaminhado, em setembro do ano passado, à Polícia Federal, ao Tribunal de Contas da União, ao Ministério Público, à Advocacia-Geral da União, à Assembléia Legislativa do Amazonas, aos parlamentares autores da denúncia e aos Ministérios que descentralizaram recursos ao município.

O município de Coari fica a 363 quilômetros de Manaus e tem cerca de 85 mil habitantes. É um dos municípios produtores de petróleo e gás natural do Estado do Amazonas, tendo recebido, a título de royalties, cerca de R$ 155 milhões entre os anos de 2001 e 2005.

terça-feira, maio 20, 2008

PF realiza operação contra sonegação fiscal e fraudes em licitações no AM

Folha Online
20/05/2008 - 11h46


Após mais de dois anos de investigação, a Polícia Federal realiza nesta terça-feira uma operação para prender uma quadrilha acusada de sonegação fiscal, fraudes em licitações, desvio de verbas e crimes contra a administração pública no município de Coari (AM).
A operação, batizada de Vorax, cumpre 48 mandados de busca e apreensão e 23 de prisão nas cidades de Manaus e Coari.
A Receita Federal informou que empresas --principalmente de construção civil, fornecimento de mercadorias (inclusive medicamentos) e promoções de eventos-- foram criadas para participar e vencer licitações no município, tendo a Prefeitura de Coari como único cliente.
Os crimes, segundo a PF, têm a participação de cerca de 150 pessoas físicas.
Os acusados, entre agentes públicos e empresários, são suspeitos de terem sonegado tributos federais da ordem de R$ 30 milhões nos últimos cinco anos, segundo a Receita Federal.

Leia mais
Receita inicia operação contra 37 mil suspeitos de fraude tributária
Brasil e EUA prendem 17 acusados de fraudar mercado financeiro em US$ 50 mi

Especial
Leia mais sobre sonegação fiscal
Leia mais sobre operações da PF

Endereço da página:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u403675.shtml

Links no texto:
Receita inicia operação contra 37 mil suspeitos de fraude tributária

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u378504.shtml


Brasil e EUA prendem 17 acusados de fraudar mercado financeiro em US$ 50 mi

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u375847.shtml


Leia mais sobre sonegação fiscal

http://search.folha.com.br/search?site=online&q=%22sonega%E7%E3o+fiscal%22&src=redacao

Leia mais sobre operações da PF

http://search.folha.com.br/search?site=online&q=%22opera%E7%F5es+da+PF%22&src=redacao

PF e Receita Federal combatem fraudes e desvio de verbas no Amazonas

20/05/2008 - 09:54:03
COARI - A Receita e a Polícia Federal (PF) empreendem, nesta terça-feira, a Operação Vorax para repirmir um esquema de fraudes em licitações, desvio de verbas, crimes contra a administração pública e sonegação de impostos em Coari, no interior do Amazonas. Os agentes cumprem 23 mandados de prisão e 48 de busca e apreensão na cidade e na capital, Manaus.
Conforme a Receita Federal, a prefeitura de Coari, a 240 km de Manaus, elaboraria licitações nas quais os ganhadores eram previamente definidos. As investigações concluíram que empresas foram criadas com esse fim especifico, tendo a prefeitura como único cliente. Em cinco anos, os acusados podem ter sonegado cerca de R$ 30 milhões em impostos federais.
Cento e cinqüenta pessoas, entre funcionários públicos e empresários de Coari e de Manaus, estão envolvidas nos crimes, que também abrangeriam 65 empresas ligadas à construção civil, ao fornecimento de mercadorias, como medicamentos, e, também, à promoção de eventos.
Com Agência Brasil

Receita e PF realizam 'Operação Vorax' no Amazonas

20 de maio de 2008.

MANAUS - A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram nesta terça-feira (20) 'Operação Vorax', de combate à sonegação fiscal e
fraudes em licitações no Amazonas.

A operação visa desbaratar esquema de fraudes em licitações, desvio de verbas, crimes contra administração pública e sonegação fiscal no município de Coari (370 km), no Amazonas.

Investigação

De acordo com as investigações, a Prefeitura de Coari, através de órgãos como a Comissão de Licitações, Secretaria de Finanças, Gabinete, Secretaria de Saúde e Secretaria de Obras, atuaria na elaboração de licitações viciadas, já definindo previamente os participantes e ganhadores do processo.

Em alguns casos não há nem mesmo os processos físicos, como determina a legislação.

As investigações demonstraram que empresas foram criadas com fim de participar e vencer licitações no município, tendo a Prefeitura como único cliente. Cerca de 150 pessoas participam dos crimes envolvendo agentes públicos e empresários locais e de Manaus.

As 75 empresas investigadas são vinculadas principalmente aos ramos de construção civil, fornecimento de mercadorias (inclusive medicamentos) e promoções de eventos.

Fraudes

O município de Coari tem como grande atrativo para os fraudadores a riqueza de seu subsolo, que possui grande quantidade de petróleo e gás natural. De 2002 a 2007, Coari recebeu da Petrobrás mais de R$ 200 milhões em royalties.

Os acusados são suspeitos de terem sonegado tributos federais da ordem de R$ 30 milhões nos últimos cinco anos.

Operação

A Operação Vorax é resultado de mais de dois anos de investigação e cumpre 48 mandados de busca e apreensão, bem como 23 mandados de prisão nas cidades de Manaus e Coari.

Fonte: Portal Amazonia

terça-feira, maio 13, 2008

Instalando diferentes sistemas em um único computador


Não é preciso ter um PC para cada sistema operacional que se precisa usar. Com as configurações multiboot, você pode escolher.

Você não precisa de dois computadores para executar sistemas operacionais diferentes. Claro, Windows é um dos softwares mais utilizados, mas isso não significa que você está preso ao XP ou ao Vista, ou mesmo ter que usar apenas o OS X no Mac. Vale lembrar que criar configurações multiboot pode destruir seus dados. Portanto, antes de modificar qualquer partição, faça backup.

Dúvida: Não tenho certeza se quero fazer um upgrade do XP para o Vista. Posso ter os dois?

Sim. Quando você for instalar o Windows Vista, escolha a opção Custom e então o instale em uma partição diferente de onde seu XP já está instalado. Para modificar as partições, inicie seu sistema com o disco de instalação do Vista no drive; esta ação dá a você opções adicionais para criar e apagar (mas não redimensionar) partições. Para diminuir uma partição existente e deixar espaço para uma nova, use um programa de particionamento como o gratuito Partition Logic. Após instalar o Vista, o menu de boot do sistema operante dará a opção de iniciar pelo Vista ou pela versão prévia do Windows.

Dúvida: Como mudo o sistema que inicia por padrão e o texto do menu na lista de multiboot do Vista e do XP?

No XP, abra no Painel de Controle o aplicativo Sistema, selecione a aba Avançado e clique em Configurações, abaixo de Inicialização e Recuperação. Selecione o sistema operacional padrão da lista de inicialização de sistema. Clique em Editar, para abrir o arquivo de configuração boot.ini no editor do bloco de notas; isto permite a você modificar o rótulo de cada sistema. As opções do menu de boot do Vista são similares a essas do XP, mas falta o botão de edição.

Abra uma janela de prompt como Administrador (Todos os Programas, Acessórios, clique com o botão direito em Prompt de Comando e Executar como Administrador) e digite bcdedit. Você verá uma lista de ajustes do menu de boot, com seções separadas para cada sistema operacional listado. Para modificar o texto de menu para um SO, digite bcdedit/set identifier description “Menu text”, onde identifier é o identificador listado no emissor bcdedit, e o “Menu text” é o novo texto de menu que você quer.

Por exemplo, para mudar a entrada padrão do Windows Vista pelo Windows XP para “Windows XP Professional”, digite bcdedit/set {ntldr} description “Windows XP professional” (veja imagem acima).

Dúvida: Posso instalar o Vista para atuar em conjunto com o Leopard no meu Mac?

Sim. O OS X 10.5 inclui o Boot Camp, utilitário multiboot. Para começar, abra o Boot Camp Assistant na pasta utilitários do Leopard. Você verá uma opção para imprimir uma guia de instalação antes de iniciar – o guia tem 25 longas páginas, mas sugiro que imprima mesmo assim. Por padrão, o Boot Camp Assistant cria uma nova partição Windows de 5 GB, que é bem pequena para o Vista.

Dois botões localizados abaixo do gráfico de partição permitem que você escolha entre dividir o HD igualmente entre Mac OS X e o Windows ou criar uma partição Windows de 32 GB. Para maximizar o armazenamento de seu Mac OS, mas ainda assim dar espaço suficiente para o Vista, arraste o divisor entre as duas partições para a esquerda até que a partição do Windows atinja 20 GB. Clique em Partition para continuar a instalação.

Fonte: PCWord