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quinta-feira, novembro 08, 2012

Ficha limpa, ficha suja e o exército de um homem só

Por Mário Bentes

É na história bíblica de José, o personagem que foi vendido pelos próprios irmãos para ser escravo no Egito, que Joel de Souza Rocha, de 42 anos, natural de Coari, no interior do Amazonas, busca inspiração. “A gente sabe o tamanho da força que tem quando temos de lutar dentro de nossa própria casa”, diz.
Há quase vinte dias, Joel, solteiro e pai de uma menina, emprestou dinheiro de quatro amigos da cidade de 77 mil habitantes para, escondido da família, viajar sozinho para Brasília.
Até hoje está acampado em um canteiro à frente da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “Eu vim para dar voz a Coari”, explica.
Com apenas R$ 120 no bolso, Joel ganhou hospedagem de graça da dona de uma pensão para sua estadia em Brasília. Porém, o coariense, que fez uma única refeição desde o dia em que chegou – não pelo parco dinheiro mas por protesto – ficou mesmo acampado, munido de uma faixa e alguns CDs.
A faixa traz um pedido que não está à margem da lei: “Por favor, TSE. Faça valer a lei da Ficha Limpa na minha cidade. Coari/Amazonas”.
Já os CDs contêm dados sobre o personagem que levou o coariense a dormir na rua, passar frio e fome: Adail Pinheiro.

Dossiê ‘Vorax’

São cópias de documentos e reportagens contendo gravações que a Polícia Federal fez durante a “Operação Vorax”, realizada entre 2004 e 2008, que desarticulou um esquema de corrupção, fraudes em licitações e falsificação de documentos que envolviam, entre 28 acusados, o prefeito recém-eleito de Coari, Adail Pinheiro (PRP). Pela acusação, Adail – que já administrou a cidade entre 2001 e 2008 – chegou a ter prisão preventiva decretada em 2009 – ele não havia informado à Justiça sua mudança de Coari para Manaus.
Após ser preso e recorrer a todas as instâncias possíveis – Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e Superior Tribunal de Justiça (STJ) –, Adail acabou ganhando a liberdade pelas mãos do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 28 de dezembro de 2009.
Acusado de abuso de poder econômico e desvio de dinheiro público, entre outros crimes, o então ex-prefeito de Coari permaneceu menos de três meses preso. Antes da prisão, a prestação de contas da sua administração foi rejeitada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O material que Joel Rocha reúne também conta com as gravações que apontam envolvimento de Adail e dois ex-secretários municipais – Adriano Salan e Maria Lândia dos Santos – em facilitação à prostituição de menores, abuso sexual e pedofilia. Nas reportagens, algumas delas exibidas em rede nacional, é possível ouvi-los negociar, com uso de ‘códigos’, a prostituição de meninas de 15, 14 e até 13 anos de idade. Adail e os dois servidores chegaram a prestar depoimento à CPI da Pedofilia do Senado, onde negaram as acusações.
Mas o que quer o coariense Joel? Apresentar o material ao José Antonio Dias Toffoli, do TSE, relator de um recurso especial (veja aqui) do Ministério Público Eleitoral do Amazonas (MPE) contra Adail Pinheiro. O MPE tenta reverter do tribunal regional eleitoral que liberou o prefeito a concorrer – e vencer – as eleições deste ano.
“Não é possível que ele, depois de ter sido condenado, depois de haver provas de corrupção na cidade de Coari, que ele possa concorrer nas eleições. Ele não é ficha limpa”, afirma Joel.


Ficha suja
O imbróglio envolvendo o nome de Adail Pinheiro nas eleições deste ano começou pouco depois do registro de sua candidatura, que foi deferido pela Justiça Eleitoral em Coari.
O MPE recorreu da candidatura com base na Lei da Ficha Limpa, citando duas condenações do ex-prefeito no Tribunal de Contas estadual (TCE-AM), duas no Tribunal de Contas da União (TCU), e outra pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) – nesta, Adail foi tornado inelegível por três anos.
O TCE julgou irregulares as contas municipais de 2002 e 2006. No primeiro caso, Adail foi condenado a devolver aos cofres R$ 1,2 milhões e pagar multa R$ 32.267,08; no segundo, a sanção foi de R$ 9 milhões, entre multas e ressarcimento de dinheiro público.
No TCU, Adail foi condenado por irregularidades na aplicação de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e por “malversação do dinheiro público” em convênio com o Ministério do Meio Ambiente.
A condenação na Justiça Eleitoral ocorreu por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2000.
Mas a juíza da 8ª Zona Eleitoral de Coari, Sabrina Ferreira – a mesma que aprovou a candidatura – negou o recurso de impugnação proposto pelo MPE. Ela alegou que ambas as condenações no TCE estavam suspensas por ordem judicial e que as condenações pelo TCU não comprovavam “ato doloso de improbidade administrativa”.
A juíza também descartou a condenação pela Justiça Eleitoral do Amazonas, em 2009, como impeditivo uma vez que, de acordo com a juíza, os fatos irregulares ocorreram antes da redação da Lei nº 135/2010, a lei da Ficha Limpa. Além disso, sustenta a magistrada, Adail já cumpriu os três anos de inegibilidade determinados pelo julgamento do TRE, contando a partir de 2008.

Reviravoltas

 

Após o indeferimento do recurso de impugnação, o MPE voltou a recorrer da candidatura, desta vez ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas. Em julgamento no dia 20 de junho, o pedido foi rejeitado.
Na primeira etapa, o relator do caso, o juiz Marco Antônio Costa, usou a mesma argumentação da juíza Sabrina Ferreira, da comarca de Coari: não haveria “ato doloso” nas irregularidades detectadas e julgadas pelo TCU. Para torná-lo inelegível este ano, diz o magistrado, “a condenação deveria ser, por exemplo, uma ação civil pública”.
Com todos os votos a seu favor, no dia seguinte, Adail estava livre para concorrer ao pleito. Mas o seu então candidato a vice, José Henrique de Oliveira, teve a candidatura impugnada por ter sido cassado do mandato de vereador e declarado inelegível pelo TRE-AM, no dia 9 de julho de 2009.
Em maio de 2008, ele e outros políticos – incluindo Adail – participaram de uma ação chamada “Comemoração do Dia das Mães” em que R$ 4 milhões do dinheiro público foram distribuídos à população em forma de brindes. O valor e os preparativos da ação foram interceptadas em gravações durante a “Operação Vorax”.
Ao longo do período entre a candidatura e a briga do MPE para impugná-lo, Adail obteve vitórias e derrotas. No começo de junho, o TCE acatou recurso contra a condenação das contas de 2002, em que o ex-prefeito alegava não ter tido direito à ampla defesa por não ter sido notificado. Já no mês de julho, Adail obteve liminar do presidente do TRE, o desembargador Flávio Pascarelli, que suspendeu a reprovação das contas de 2006. Em agosto, porém, a liminar foi cassada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.
No fim de julho, outra vitória: o (então) ex-prefeito conseguiu anular uma decisão de 2009 a respeito de irregularidades na aplicação de recursos do SUS. Mas, em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu um pedido de suspensão da outra condenação do TCU, também de 2009, por verbas do MMA.
Mas o Ministério Público do Amazonas não se deu por satisfeito, e ajuizou recurso especial solicitando encaminhamento do seu pedido de impugnação da candidatura ao TSE, em Brasília.
Enquanto isso, Adail Pinheiro, que teve apoio declarado do senador Eduardo Braga (PMDB), líder do Governo Federal no Senado, e do governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), venceu o pleito com 42,83% dos votos válidos, quinze pontos à frente do segundo lugar.

Riqueza, miséria


De volta à frente do TSE, Joel se preocupa com a sua Coari. “Há quatro bairros que estão sem água, energia e asfalto há doze anos”. O Bairro do Pêra, diz ele, está isolado da cidade pela falta de uma ponte que vem sendo prometida pelo grupo de Adail há doze anos.
Para provar, o coariense mostra um exemplar de um jornal de tiragem e edição únicas – “O Progresso”, de outubro de 2004.
O jornal trazia cópias de 21 contratos de obras assinados por Adail em sua primeira gestão, bem como as fotos dos locais feitas após o prazo de vigência dos contratos. Nada tinha sido feito. Entre eles, a obra da orla da cidade, jamais concluída. O jornal acabou não circulando pela cidade.
“No dia em que os jornais chegaram em Coari, pessoas ligadas a Adail já sabiam e conseguiram pegá-los. Tudo foi queimado, menos um único exemplar, retirado da pilha por um curioso”, diz Joel, mostrando, orgulhoso, o único exemplar que escapou.
O mesmo grupo se reveza no poder há anos, explica Joel. “E há anos que a população de Coari sofre com problemas do século passado. Imagine que até hoje há pessoas que vivem na base da lamparina e andam no barro, pois não há asfalto”.
“Eu fui a diversos bairros, visitei pessoas. Vi mães de família dizendo que não tinham o que comer, e que suas crianças choraram de fome”.
Nesse momento, Joel para de falar e coloca os óculos escuros, envergonhado das lágrimas que escorrem. Mas o arrastado da voz não se esconde. “Queria que ele deitasse nesse banco que deitei por uma noite, e ficassem sem comer por uma noite. Pensaria diferente”.
Coari, lembra Joel, é uma cidade rica. Apenas no ano passado, recebeu R$ 58 milhões da Petrobras referentes aos royalties do petróleo. Nos primeiros mandatos de Adail foi prefeito, entre 2001 e 2008, o município recebeu 303 milhões de royalties. Coari sustenta o título de segundo município com maior arrecadação do Amazonas, perdendo apenas para a capital, Manaus.
“Minha cidade é a mais rica da região Norte do Brasil e tem tudo para ser uma das mais ricas do país”. Mesmo assim, nos últimos doze anos, segundo ele, foram erguidas apenas 100 moradias para a população.
Resta saber se a riqueza de Coari será convertida em crescimento social e econômico, fato que poderá ser averiguado pelo próximo cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios, que será divulgado no início do ano que vem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O último relatório, divulgado em 2003 com dados do Censo 2000, colocou a cidade de Coari na posição 4.178, com IDH de renda em 0,507 – o que deixou a cidade na faixa de médio desenvolvimento humano, porém muito próximo do limite mínimo: 0,500.
O que também se manteve baixo no período de 2001 a 2008 foi o patrimônio de Adail Pinheiro, pelo menos de acordo com dados fornecidos pelo próprio candidato à Justiça Eleitoral. Mesmo depois de oito anos no poder, seja por mandatos em seu nome ou de seu grupo político, Adail declarou possuir apenas três veículos que juntos somam R$ 84 mil.
Uma casa em Coari que ocupa todo um quarteirão e que foi usada por Adail durante boa parte de seus mandatos, assim como um apartamento em Manaus (onde chegou a ser preso, em 2009), no conjunto Eldorado (zona Centro-sul da cidade) não foram declarados como de seu patrimônio pessoal.

 

‘Vagabundo’

Apesar da fatura de material e da insistência em ficar no meio da rua, Joel Rocha ainda não conseguiu passar da recepção do TSE, em quase 20 dias de Brasília. Ele tentou, já no primeiro dia de acampamento, ser recebido pelo ministro Dias Toffoli. Mas ouviu que seria necessário acionar um advogado para tentar marcar uma audiência.
Agora, Joel Rocha promete tentar, inclusive, ser recebido pela presidente do Tribunal, a ministra Carmen Lúcia. “Espero que a ministra Carmen Lúcia, pelo menos, me receba e me ouça”, lamenta.
Enquanto não é recebido pelas autoridades, Joel permanece acampado no canteiro à frente do TSE. Agora, diferente do primeiro dia, já tem uma rede pendurada entre algumas árvores, em uma cena muito comum nas cidades e comunidades do interior da região Norte. A rede foi cedida por uma senhora que vende lanches nas proximidades. Ele também improvisa, com uma lona plástica, a proteção contra a chuva, que começa a voltar neste período, em Brasília.
A sua maior preocupação, no momento, é a integridade da família. “As pessoas já comentam. Já apontam minha família na rua”, ele diz, garantindo que não arreda pé de lá. “Fico aqui até o julgamento do recurso”.
A ministra Carmen Lúcia prometeu, pouco depois das eleições do primeiro turno, que todos os processos referentes à Lei da Ficha Limpa serão julgados antes da diplomação dos eleitos em todo o país, em de dezembro.E se houver uma decisão favorável a Adail Pinheiro? Joel mira o vasto horizonte de Brasília: “Não sei o que fazer. Sei que não poderei voltar à Coari”.

Vorax: A Justiça do Amazonas também entrou na mira

A “Operação Vorax”, da Polícia Federal, não flagrou apenas servidores públicos da prefeitura de Coari e pessoas ligadas a Adail Pinheiro. Escutas da polícia, levadas à Justiça, também apontam indícios de corrupção no próprio Poder Judiciário do Amazonas.
Pelo menos cinco juízes e um desembargador estariam envolvidos na manipulação de decisões judiciais em favor do grupo político de Adail Pinheiro.
Todos os citados nas escutas da PF – o desembargador Domingos Jorge Chalub Pereira e os juízes Hugo Fernandes Levy Filho, Rômulo José Fernandes da Silva, Ana Paula Medeiros Braga, Elci Simões de Oliveira e Airton Luís Corrêa Gentil – foram submetidos a processo administrativo disciplinar pelo Conselho Nacional de Justiça, no mês passado. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a aposentadoria compulsória para Chalub, Levy Filho, Fernandes da Sailva e Ana Paula Braga.
No final, a juíza Ana Paula Braga, acusada de troca de favores com a prefeitura de Coari, acabou não sendo punida com aposentadoria compulsória – punição considerada mais grave – mas acabou “apenas” transferida de Coari. A magistrada teria sido beneficiada por Adail com passagens aéreas e vagas gratuitas em camarotes de shows e eventos culturais realizados na cidade. Seu novo destino ainda será definido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.

Fonte:  apublica.org

quinta-feira, novembro 01, 2012

STF mantém condenação de Adail Pinheiro no TCU

A decisão, dada pela juíza no dia 25 de outubro, foi publicada na edição de ontem do Diário de Justiça Eletrônico.
  Adail Pinheiro foi eleito prefeito de Coari mais uma vez.

Brasília - A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu mandado de segurança com pedido de liminar e decidiu pela manutenção da condenação do prefeito eleito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), por malversação de dinheiro público referente a irregularidades em um convênio firmado entre a prefeitura e o Ministério do Meio Ambiente, em julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU) que ocorreu em 2009. A decisão, dada pela juíza no dia 25 de outubro, foi publicada na edição de ontem do Diário de Justiça Eletrônico.

O mandado de segurança impetrado pelo prefeito foi uma forma de tentar não cair na Lei da Ficha Limpa. O prefeito, eleito ainda no primeiro turno das eleições deste ano, foi prefeito de Coari por dois mandatos (2000 a 2008) e foi condenado pelo TCU por irregularidades no convênio entre a prefeitura e o Ministério. A diplomação de Adail como prefeito de Coari vai depender do julgamento de recurso especial apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e a manutenção da condenação do TCU pode subsidiar o julgamento, que tem o ministro Dias Toffoli como relator.

Na decisão em que negou o mandado de segurança de Adail, a ministra rechaçou os argumentos do prefeito de que os ofícios do TCU referente ao processo haviam sido devolvidos pelos Correios, já que Adail havia mudado de endereço. Tal mudança de endereço foi o que levou o prefeito à prisão preventiva ainda em 2009. Os argumentos de que não teve acesso aos ofícios foram os mesmos no caso das condenações do prefeito pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) em duas ocasiões.

Rosa Weber também negou que houve, por parte do TCU, violação do amplo direito à defesa. “O presente mandado de segurança não merece ser conhecido. O Tribunal de Contas da União, ao prestar informações, corretamente ressaltou que o ato de inclusão na lista de responsáveis por contas julgadas irregulares e seu envio à Justiça Eleitoral não tem qualquer efeito que traduza lesão ou ameaça de lesão a direitos.”, diz a juíza, em trecho da decisão.

Ficha Limpa
No entendimento da ministra, a manutenção da decisão do TCU foi correta e o nome de Adail deve permanecer à disposição da Justiça Eleitoral para eventual impedimento por inegibilidade. “Compete à Justiça Eleitoral, uma vez de posse da lista, apreciar e julgar sobre eventual inelegibilidade daquele que têm o nome nela incluído. O ato do TCU, portanto, não repercute diretamente sobre os direitos políticos do impetrante.  Nesse sentido, a jurisprudência desta Corte é firme ao entender que a mera inclusão de nomes na lista de contas rejeitadas, para posterior remessa à Justiça Eleitoral, é ato declaratório e não resulta em lesão ou ameaça de lesão a direitos”.

O julgamento do recurso especial do MPE no TSE, em que é pedida a inegibilidade de Adail Pinheiro pela Lei da Ficha Limpa, ainda não possui data definida, mas deve ocorrer a partir da próxima semana. A presidente do TSE, a ministra Carmen Lúcia, informou, em entrevistas, que todos os recursos referentes à Lei da Ficha Limpa deverão ocorrer antes da diplomação dos eleitos em todo o País, em dezembro.

Fonte: www.d24am.com

quinta-feira, outubro 25, 2012

Vídeo de Coariense Fazendo Protesto em Brasília

 
Uma amiga manauara que está em Brasília, ao ver nossa postagem aqui no blog, foi ver o fato em loco e gravou este vídeo.

Coariense Faz Protesto em Brasília

O Coariense JOEL DE SOUZA ROCHA, (42 anos) está em frente o TSE (BRASÍLIA) desde segunda-feira, 22 de outubro, fazendo um JEJUM, UM CLAMOR PELA SUA CIDADE e se alimentando apenas de líquido que pessoas que se solidarizam e doam para o mesmo.

Com o objetivo de tornar publico seu pedido em favor da APLICAÇÃO DA LEI DA FICHA LIMPA EM SUA CIDADE COARI – AM.  Joel está disposto a continuar enfrentando o calor de mais de 30º durante o dia e o frio de menos de 18º à noite.

Joel nos contou que após dormir dois dias no banco em frente ao Prédio, uma senhora que tem uma banca de cafezinho nas proximidades o convenceu a aceitar uma rede para que o mesmo armasse em uma árvore em frente o TSE. Vários funcionários da referida instituição já tentaram convencer Joel a ir para casa, mas o mesmo afirma que só sai de lá depois do resultado e que dependendo do resultado nem volta mais para a sua tão querida cidade natal.

Os funcionários se sensibilizaram com Joel e não para de chegar doações. E ao ouvir os detalhes do que ocorreu em Coari ficam abismados com os relatos, afirmam que em breve Joel estará de volta e satisfeito com o resultado.








sábado, outubro 13, 2012

IX Semana Nacional de C&T em Coari


Coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será realizada, neste ano, entre os dias 15 e 21 de outubro.

O tema principal da SNCT 2012 será: “Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza”. Ele foi escolhido em função de serem estes os assuntos principais da Conferência Rio + 20, evento de enorme importância e organizado pela ONU, que ocorreu no Brasil em 2012, com a participação de quase todos os países do mundo.

A finalidade principal da SNCT é mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de Ciência e Tecnologia (C&T), valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Pretende mostrar a importância da C&T para a vida de cada um e para o desenvolvimento do país. Ele possibilita, ainda, que a população brasileira conheça e discuta os resultados, a relevância e o impacto das pesquisas científicas e tecnológicas e suas aplicações.

Em Coari, haverá uma vasta programação no período de 15 a 20 de outubro, envolvendo a Universidade Federal do Amazonas, a Universidade Estadual do Amazonas e o Instituto Federal de Ensino, e várias escolas municipais também estarão desenvolvendo atividades.

A população de Coari deve participar, pois contamos com a presença de todos vocês procure um dos locais, na programação você encontrará: palestras, minicursos, exposições, oficinas e exibição de filmes do Programa “Ver Ciência”.

Guilherme Lima Filho
guilhermme31@gmail.com

sexta-feira, outubro 12, 2012

Coari: O Dia do Basta




Coari vai ter uma semana intensa com uma manifestação cívica a favor da lei da ficha limpa, denominada o “Dia do Basta”. Movimento este organizado pelo Movimento Popular.  A Lei da Ficha Limpa ou Lei Complementar nº. 135 de 2010 é uma legislação brasileira que foi emendada à Lei das Condições de Inelegibilidade ou Lei Complementar nº. 64 de 1990 originada de um projeto de lei de iniciativa que reuniu cerca de 1,3 milhões de assinaturas com o objetivo de aumentar a idoneidade dos candidatos.

A lei torna inelegível por oito anos um candidato que tiver o mandato cassado, renunciar para evitar a cassação ou for condenado por decisão de órgão colegiado (com mais de um juiz), mesmo que ainda exista a possibilidade de recursos.

Nesse dia, os integrantes recomendam que os participantes que usem vestimentas brancas, cara pintada e apito. O movimento é pacífico e tem como tema: “Vamos Acordar Coari desse sono profundo chamado Comodismo”.

Durante a próxima semana, já se aguarda que o recurso à candidatura de Adail Pinheiro requerido pelo MPE seja julgado. E assim, tenha o mesmo destino da candidatura de Celso Giglio - PSDB (Caso parecido com Adail Pinheiro), que concorreu à Prefeitura de Osasco-SP, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por unanimidade (sete votos a zero) empregou o indeferimento ao registro da candidatura.

Para a relatora ministra Luciana Lóssio, as irregularidades são “insanáveis” e mostram dolo em ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Vê-se, portanto, que não se tratam de fatos isolados, de menor gravidade ou de mera irregularidade administrativa. Mas sim, no meu sentir, de condutas gravíssimas, capazes de comprometer as finanças do município”, disse a relatora.

O ministro Dias Toffoli, que assim como os demais ministros acompanhou a relatora, destacou que não cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal é "um dos maiores pecados" do gestor público. "Descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal é um dos maiores pecados que um administrador pode praticar porque ofende não só o município, ofende a nação brasileira."

Coari pode ter nova eleição

O ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), ganhou a eleição no município mas pode não levar, caso o Tribunal Superior Eleitoral julgue procedente o recurso do Ministério Público e indefira seu registro de candidatura. Se isso ocorrer, assume o segundo colocado nas urnas, Raimundo Magalhães (PRB).

Mas caso  o TSE também julgue procedente a representação do MP e da coligação “Coari tem Jeito”, contra o atual prefeito,  Arnaldo Mitouso, seus votos serão nulos e uma nova eleição será realizada  no município.

Em entrevista coletiva ontem à noite, a ministra Cármem Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, deixou claro que o órgão julgará todos os registros de candidatura que deram entrada no Tribunal, antes da diplomação dos chamados fichas “sujas” que foram eleitos.

Adail e Mitouso
Contra Adail Pinheiro  pesam as reprovações de contas no TCE e no Tribunal de Contas da União. O ex-prefeito já ingressou no Supremo Tribunal Federal com dois mandados de segurança para sanar o problema. Os recursos estão com  os ministros  Joaquim Barbosa e   Rosa Weber.

Já contra Arnaldo Mitouso pesa a condenação pela morte de Odair Geraldo,   em 1995. Os embargos de declaração foram julgados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, e a decisão foi mantida, mas o TSE foi provocado e analisa o caso.

Agricultores de Coari retomam a atividade após enchente

Em Coari, foram assinados 661 contratos pertencentes aos agricultores familiares prejudicados pela enchente ocorrida neste ano.
  Os agricultores já começaram a agilizar o plantio de bananeiras em 204 hectares de área.

Manaus - A agricultura de Coari é dominada pela produção de mandioca e banana, mas, neste ano a enchente prejudicou a atividade dos agricultores, que tiveram perda total da produção.
Com a iniciativa do crédito emergencial, os agricultores voltaram a ter expectativa de dias melhores para a produção. Por intermédio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), que ajudou na elaboração dos projetos, a previsão é que, num prazo de 10 meses, haja estabilidade no setor agrícola do município.
Na última quarta-feira, dia 10 de outubro, o Governo do Amazonas encerrou a ação do crédito emergencial no município de Coari (a 398 km de Manaus). Na ocasião, foram assinados 661 contratos pertencentes aos agricultores familiares prejudicados pela enchente ocorrida neste ano.
Em três dias de ação, o Banco da Amazônia, responsável pelo financiamento, liberou mais de R$ 4 milhões aos agricultores locais. O dinheiro deve ser empregado, imediatamente, na recuperação de áreas e aquisição de equipamentos e apetrechos de pesca.
Nos projetos aprovados pelo Banco da Amazônia, para financiamento, constam mais de 400 hectares de área para o plantio de mandioca. A banana também não perderá espaço, uma vez que os agricultores já começaram a agilizar o plantio de bananeiras em 204 hectares de área.
De acordo com o gerente da Unidade Local do Idam, Dimitri Portugal, a enchente não tirou o ânimo de quem trabalha na agricultura. “O crédito emergencial oferece um novo gás para a agricultura do município que foi devastada mais uma vez”, ressaltou o gerente.

Crédito emergencial
Benefício destinado a agricultores do setor primário que foram afetados com a enchente de 2012. O acesso ao crédito é intermediado pelo Governo do Amazonas com apoio do Governo Federal, por meio do Banco da Amazônia.
Para os grupos de agricultores familiares, o limite de financiamento vai até R$ 12 mil, com juros de 1% ao ano. Também há desconto de 40% para os agricultores que pagarem até a data do vencimento.

Fonte: www.d24am.com

Vítima de parto feito com lâmina de barbear pede ajuda para morar em Coari com a filha, Ana Vitória

Ana Vitória, a menina que nasceu num parto cesariano feito com lâmina de barbear, numa tentativa criminosa de tentar tirá-la da mãe, está bem e completou 16 dias neste Dia das Crianças. A mãe, Odete Pego Barreto, aparentemente recuperada, pede ajuda para comprar passagens, fraldas, colchão e outros utensílios do lar e viajar para Coari (AM), onde vai fixar residência.

Odete afirmou hoje, ao repórter Charles Fernandes, da rádio CBN Manaus, que, do momento em que foi agredida e do parto, lembra apenas da batida na cabeça, com uma tábua de cortar carne, e de ter sido enforcada com uma corda. “Só acordei quando cheguei no (pronto-socorro) João Lúcio”, disse.
Mãe e filha estão sendo assistidas por uma amiga, Deuza, que cedeu um quarto na rua Ernesto Henrique, 226, Mauazinho 2, às duas. A acusada de praticar o crime, Daiana Pires dos Santos, 21, está presa.
Quem quiser contribuir pode ligar para o telefone 9121-4110 e falar com dona Deuza ou então depositar qualquer quantia diretamente no Banco Itaú, agência 4773, conta corrente 05214-9.

Policiais seguem para Coari (AM) para garantir segurança durante manifestação pela Lei da Ficha Limpa

A ida dos policiais foi informada pelo Comando de Policiamento do Interior e atende a um pedido do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TER-AM), Flávio Pascarelli

Coari (Arquivo A Crítica)
 
Cerca de 40 policiais militares seguirão, nesta quinta (11), para Coari (a 362 quilômetros de Manaus), para garantir que não haverá violência na manifestação a ser em favor da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/20), informou o major da Polícia Militar (PM), Jander Nascimento.

De acordo com ele, a decisão informada pelo Comando de Policiamento do Interior após um pedido do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TER-AM), Flávio Pascarelli.

A assessoria do TER informou que a manifestação está sendo organizada por membros da Igreja Católica e de igrejas evangélicas. Contudo, informações fornecidas pelo Cartório Eleitoral do município apontam que a manifestação é pacífica. A motivação não foi informada.

A manifestação ocorre seis dias após a eleição municipal na qual foi eleito, com 43,01% dos votos válidos, Adail Pinheiro (PRP), o qual teve o registro de candidatura liberada no último dia 21 pelo TER-AM, mesmo após condenação por má gestão pública no Tribunal de Contas do Estado (TCE) há alguns anos.

A condenação, por sua vez, abriu precedente para que o próprio TRE, em 2009, o considerasse inelegível, decisão que foi revista recentemente.Adail também acumula outras duas condenações por parte do Tribunal de Contas da União (TCU), uma delas por superfaturamento de obras públicas, fraude em licitação e uso de notas fiscais falsas, que acarretaram na devolução de R$ 2,9 milhões aos cofres públicos, valor fruto de convênios com o governo federal. Ele foi preso durante a Operação Vorax, deflagrada em 2008 pela Polícia Federal (PF), acusado de formação de quadrilha, peculato, entre outros.

Atualmente, um recurso de autoria de Adail tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a retirada de seu nome da lista de fichas sujas.O município, conhecido por seus conflitos políticos, é gerido, atualmente, por Arnaldo Mitouso (PMN), condenado por homicídio pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam). A pena pela morte do ex-prefeito do município, Odair Carlos Geraldo, em 1995, foi de oito anos, mas, recentemente, o pleno do Tjam acatou parcialmente recurso do chefe do executivo, baixando para sete anos e seis meses a pena, considerando a confissão do mesmo.

O Tjam também pediu o afastamento de Mitouso da Prefeitura com base na Lei da Ficha Limpa e o Ministério Público Eleitoral (MPE) fez o mesmo. Contudo, o recurso não foi acatado pelo TRE-AM, o qual liberou o registro de candidatura do atual prefeito para concorrer nas eleições deste ano. No entanto, houve interposição de recurso contra a decisão que aguarda julgamento no TSE. Mitouso foi o terceiro colocado no pleito.

 Fonte: ACrítica