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sexta-feira, maio 21, 2010

Microsoft lança gerenciador de downloads

Já experimentou baixar algum arquivo grande e, no meio do download, o browser fecha a conexão ou reinicia do nada, sem algum motivo aparente? Isso é muito comum e acontece em todos os browsers do mercado. Mas a Microsoft acaba de lançar o Download Manager, que gerencia o download de vários arquivos simultâneos e garante que o serviço seja feito de forma rápida e confiável.

O Gerenciador é compatível com Windows 7, Windows Server 2003, Windows Server 2008, Windows Vista, Windows XP SP2/SP3 e o download pode ser feito através do Microsoft Download Center (1.1 MB).

quarta-feira, maio 19, 2010

Pecados públicos

Não reclamo. Apenas constato. Tem ficado cada vez mais difícil a gente se reconciliar com os erros cometidos. O motivo é simples. A vida privada acabou. O acontecimento particular passa a pertencer a todos. A internet é um recurso para que isso aconteça. Os poucos minutos noticiados não cairão no esquecimento. Há um modo de fazê-los perdurarem. Quem não viu poderá ver. Repetidas vezes. É só procurar o caminho, digitar uma palavra para a busca.

Tudo tem sido assim. A socialização da notícia é um fato novo, interessantíssimo. Possibilita a informação aos que não estavam diante da TV no momento em que foi exibida.

A internet nos oferece uma porta que nos devolve ao passado. Fico fascinado com a possibilidade de rever as aberturas dos programas do meu tempo de infância. As imagens que permaneciam vivas no inconsciente reencontram a realidade das cores, movimentos e dos sons.

Mas o que fazer quando a imagem disponível refere-se ao momento trágico da vida de uma pessoa? Indigência exposta, ferida que foi cavada pelos dedos pontiagudos da fragilidade humana? Ainda é cedo para dizer. Este novo tempo ainda balbucia suas primeiras palavras.

O certo é que a imagem eterniza o erro, o deslize. Ficará para posteridade. Estará resguardada, assim como o museu resguarda documentos que nos recordam a história do mundo.

Coisas da contemporaneidade. Os recursos tecnológicos nos permitem eternizar belezas e feiúras.

Uma fala sobre o erro. Eles nascem de nossa condição humana. Somos falíveis. É estatuto que não podemos negar. Somos insuficientes, como tão bem sugeriu o filósofo francês, Blaise Pascal. O bem que conhecemos nem sempre atinge nossas ações. Todo mundo erra. Uns mais, outros menos. Admitir os erros é questão de maturidade. Esperamos que todos o façam. É nobre assumir a verdade, esclarecer os fatos. Mais que isso. É necessário assumir as conseqüências jurídicas e morais dos erros cometidos. Não se trata de sugerir acobertamento, nem tampouco solicitar que afrouxem as regras. Quero apenas refletir sobre uma das inadequações que a vida moderna estabeleceu para a condição humana.

Tenho aprendido que o direito de colocar uma pedra sobre o erro faz parte de toda experiência de reconciliação pessoal. Virar a página, recomeçar, esquecer o peso do deslize é fundamental para que a pessoa possa ser capaz de reassumir a vida depois da queda. É como ajeitar uma peça que ficou sem encaixe. O prosseguimento requer adequação dos desajustes. E isso requer esquecer. Depois de pagar pelo erro cometido a pessoa deveria ter o direito de perder o peso da culpa. O arrependimento edifica, mas a culpa destrói.

Mas como perder o malefício do erro se a imagem perpetua no tempo o que na alma não queremos mais trazer? Nasce o impasse. O homem hoje perdoado ainda permanecerá aprisionado na imagem. A vida virtual não liberta a real, mas a coloca na perspectiva de um julgamento eterno. A morbidez do momento não se esvai da imagem. Será recordada toda vez que alguém se sentir no direito de retirar a pedra da sepultura. E assim o passado não passa, mas permanece digitalizado, pronto para reacender a dor moral que a imagem recorda.

Estamos na era dos pecados públicos. Acusadores e defensores se digladiam nos inúmeros territórios da vida virtual. Ambos a acenderem o fogo que indica o lugar onde a vítima padece. A alguns o anonimato encoraja. Gritam suas denúncias como se estivessem protegidos por uma blindagem moral. Como se também não cometessem erros. Como se estivessem em estado de absoluta coerência. No conforto de suas histórias preservadas, empunham as pedras para atacar os eleitos do momento.

O fato é que o pecador público exerce o papel de vítima expiatória social. Nele todas as iras são depositadas porque nele todas as misérias são reconhecidas. No pecado do outro nós também queremos purgar o pecado que está em nós. Em formatos diferentes, mas está. Crimes menores, maiores; não sei. Mas crimes. Deslizes diários que nos recordam que somos território da indigência. O pecador exposto na vitrine deixa de ser organismo. Em sua dignidade negada ele se transforma em mecanismo de purificação coletiva. É preciso cautela. Nossos gritos de indignação nem sempre são sinceros. Podem estar a serviço de nossos medos. Ao gritar a defesa ou a condenação podemos criar a doce e temporária sensação de que o erro é uma realidade que não nos pertence. Assumimos o direito de nos excluir da classe dos miseráveis, porque enquanto o pecador permanecer exposto em sua miséria, nós nos sentiremos protegidos.

Mas essa proteção que não protege é a mãe da hipocrisia. Dela não podemos esperar crescimento humano, nem tampouco o florescimento da misericórdia. Uma coisa é certa. Quando a misericórdia deixa de fazer parte da vida humana, tudo fica mais difícil. É a partir dela que podemos reencontrar o caminho. O erro humano só pode ser superado quando aquele que erra encontra um espaço misericordioso que o ajude a reorientar a conduta.

Nisso somos todos iguais. Acusadores e defensores. Ou há alguém entre nós que nunca tenha necessitado de ser olhado com misericórida?

Fonte: fabiodemelo.com.br

domingo, maio 16, 2010

1GB (gigabyte) 20 anos atrás e 1GB hoje

No início dos anos 90 ter um HD de 100 mb em casa já era uma façanha. Ter um PC com 1 GB de espaço então era praticamente um sonho. No entanto, 20 anos depois, é difícil acreditar que a enorme peça que aparece do lado esquerdo da foto tem a mesma capacidade de um minúsculo cartão de memória usado nas máquinas fotográficas atuais. A imagem foi divulgada pelo site cnet.com.

Conheça Coari – Meios de Transporte

Publicado em 01/12/2009
Coari é considerada uma cidade de alta acessibilidade, nos padrões estabelecidos pelo Grupo VN. Para garantir o acesso diário à Coari, várias empresas atuam em duas modalidades de transporte: fluvial e aérea. São 12 barcos, 4 empresas de lanchas rápidas e 2 companhias aéreas atuando todos os dias no percurso Manaus/Coari, Coari/Manaus, além de outros destinos de menor freqüência, como Eirunepé, Parintins, Tabatinga (e todos os municípios do Alto Solimões) e São Gabriel da Cachoeira.De Manaus, os vôos saem do aeroporto Eduardinho, e têm duração de 1(uma) hora. Os barcos e lanchas rápidas saem da Manaus Moderna, de onde também saem a maioria dos barcos regionais. Alguns barcos saem do Porto de Manaus (Roadway).
A viagem de lancha rápida dura em média 8 horas, quando os rios estão cheios, e 10 horas, na vazante. Essa diferença ocorre devido aos atalhos a partir da utilização de paranás, que surgem no período das cheias dos rios. Por outro lado, na vazante, além dos paranás desaparecerem, o rio fica mais estreito com o surgimento das praias nas margens. Além disso, também surgem os bancos de areia, que dificultam significativamente a navegação.
Para os barcos regionais, cuja duração média da viagem é de 36 horas (um dia e meio), a diferença causada pela cheia e vazante dos rios pode chegar a 4 ou 5 horas a mais na duração da viagem.
A tabela abaixo mostra as informações necessárias a quem se interessar em viajar de Manaus a Coari. As balsas não foram contempladas no levantamento, mas merecem destaque devido à particularidade dos produtos transportados, normalmente produtos volumosos, ou muito pesados, como é o caso dos carros e motos, e também do cimento.
Conheça todas as rotas de transporte envolvendo Coari. Acesse os mecanismos de busca do nosso portal.
Essa grande variedade de embarcações e vôos disponíveis diariamente possibilita à população de Coari, facilidade na locomoção. A facilidade não fica restrita ao transporte de passageiros. As mercadorias adquiridas de Manaus e transportadas em barcos e balsas, chegam a Coari diariamente, possibilitando aos comerciantes locais maior agilidade nos negócios.
Além da população local, os turistas, e também os profissionais que atuam regularmente nas cidades do interior do Amazonas e fazem uso das embarcações ou vôos, são beneficiados com a alta acessibilidade de Coari. A razão disso é a facilidade em programar viagens de acordo com sua necessidade, diferentemente daquelas cidades de baixa ou média acessibilidade, que oferecem poucas opções de embarcações e nenhum vôo, prejudicando o planejamento das viagens.
Toda essa facilidade de acesso via Manaus ainda é incrementada com vôos para outras cidades, como Parintins (no Rio Amazonas), Tabatinga (Rio Solimões), São Gabriel da Cachoeira (Rio Negro), Eirunepé (Rio Juruá), além de cidades do Estado do Pará, como Altamira, Belém, Santarém, Oriximiná (Porto de Trombetas).
Infelizmente toda essa estrutura nos transportes não tem similar no serviço portuário. Embora exista terminal fluvial em Coari, o mesmo está em reforma há mais de um ano. A imagem acima, registrada em 31/11/2009, mostra as condições em que se encontra o porto. Também mostra que não há nenhum serviço em execução. As obras estão paradas. Não encontramos ninguém no local para dar alguma explicação.
Tal situação obriga os barcos e lanchas a utilizarem portos improvisados, sem estrutura e pouca segurança para embarque e desembarque de passageiros e cargas.
Por outro lado, a imagem acima mostra a ociosidade do porto (em reforma), que contrasta com o dinamismo da atividade de embarque e desembarque de passageiros na cidade (imagem abaixo).
Já a estrutura aeroportuária apresenta o mínimo exigido pela ANAC, o que classifica o “aeroporto” de Coari como aeródromo, e não aeroporto. Por esse motivo o mesmo não é administrado pela INFRAERO. O “Administrador/Interessado”, de acordo com a ANAC, é a Prefeitura Municipal de Coari.
O fato de a INFRAERO não administrar o “aeroporto” da cidade não é exclusividade de Coari. De todos os aeroportos (e aeródromos) do Amazonas, somente o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (Manaus), o Aeroporto Internacional de Tabatinga, e o Aeroporto de Tefé, são administrados pela INFRAERO. Outros como os de Parintins, Eirunepé, Carauari, Humaitá, Lábrea, que possuem vôos regulares, são administrados pelas respectivas prefeituras municipais. Já o de São Gabriel da Cachoeira é administrado pelo Sétimo Comando Aéreo Regional (7º COMAR).
Quanto ao transporte público urbano, este será tema de um dos próximos artigos sobre Coari.
Leia mais sobre Coari:
Presidente Lula inaugura gasoduto Urucu-Coari-Manaus
Conheça Coari – Economia
Amazônia: sonho antigo da Petrobras
 

Conheça Coari - Economia

Publicado em 03/11/2009
A cidade de Coari, antes conhecida no cenário regional como “Terra da Banana”, hoje é a “Terra do Gás Natural”, título concebido naturalmente depois da descoberta do gás em Urucu - entre os lagos Coari e Tefé - e início das atividades da Petrobras em terras do município.O presente artigo é o primeiro de uma série especial que mostrará Coari considerando vários aspectos. Neste, mostraremos as características econômicas e alguns impactos no modo de vida da sociedade coariense. Posteriormente abordaremos temas como a participação da Petrobras; políticas públicas da Prefeitura; custo de vida; turismo e opções de lazer; transportes; negócios nos três setores da economia; novo álbum de fotos de Coari.
Aquela cidade de características rurais, que tinha no produto “banana” importante destaque na economia do Estado, hoje passou a comprar o produto de Manaus, mas não deixou de lado a vocação no setor primário, onde o volume de produção de frutas e hortaliças atende boa parte da demanda local, sendo ainda necessário um complemento via compras, também, de Manaus, devido ao elevado consumo.
Mas o recebimento desses produtos que vêm de barco é precário, uma vez que o porto da cidade está desativado e o antigo porto, sem condições de uso, está sendo usado, tornando o embarque e desembarque de passageiros e cargas uma atividade lamentável para uma cidade como Coari.
Quem visita Coari, atualmente, vê uma cidade em constante movimento. O comércio é muito expressivo. Na área central (Praça do Cristo, Ruas Independência e 15 de Novembro), estão localizados a feira e mercado municipais; as maiores lojas como Casa Modelo, Esplanada e TV LAR; Escritório da Petrobras; Banco do Brasil, Bradesco e Casa Lotérica, além de várias outras empresas de pequeno e médio porte.
A atividade do Pólo Industrial de Urucu trouxe muitos benefícios a Coari devido, em primeiro lugar, à atividade da Petrobras, geradora de empregos e renda local. Em segundo lugar, devido aos volumosos repasses financeiros correspondentes aos Royalties da atividade de exploração.
Mas as vagas de emprego geradas localmente não foram todas preenchidas por profissionais nativos. Faltava qualificação profissional. A alternativa encontrada foi contratar profissionais nas mais variadas cidades e alojá-los em hotéis, pensões, casas, apartamentos e outros imóveis residenciais da cidade. Consequentemente, houve aumento no custo da atividade, devido a outros custos agregados às despesas com salários (no caso, custo de aluguel). Por outro lado, o que indiretamente foi custo para Petrobras (ou diretamente para as empresas contratadas), para os proprietários dos imóveis locais passou a ser uma oportunidade, uma vez que dificilmente outra atividade local demandaria tantos imóveis em Coari.
Já os recursos oriundos dos royalties (41% do total das transferências, base 09/2009) incrementaram sobremaneira as transferências governamentais, principal fonte de renda da cidade, uma vez que a arrecadação de impostos como ISS é insignificante, e os repasses estaduais (IPVA, ICMS, Royalties e IPI) correspondem atualmente a 25% do total das transferências.
Tudo isso transformou Coari no município com o maior PIB Per Capita do Estado do Amazonas, superando até mesmo a capital, Manaus, que conta com a produção das indústrias do consolidado PIM (Pólo Industrial de Manaus).
No relatório anual publicado pela SEPLAN em 2008, conhecido como “Condensado”, os técnicos da secretaria mostram a evolução do PIB Per Capita de 1998 a 2003 de cinco municípios do Amazonas, e na época comentavam com destaque a evolução do PIB de Coari. Veja abaixo o que dizia o relatório da SEPLAN:
“O PIB per capita dos cinco principais municípios do estado encontram-se detalhados no quadro abaixo:
Nota-se uma supremacia absoluta dos municípios de Manaus e Coari em termos do PIB per capita em relação aos outros três.
Ao longo do período (1998 a 2003) nos dois primeiros anos da série, destaca-se o município de Manaus como o maior PIB Per Capita do Estado. A partir de 2000 com a intensificação da exploração de gás através da PETROBRAS o município de Coari passou a comandar o PIB Per Capita do Estado em função do royalties do petróleo pagos ao município.”
Esse elevado PIB Per Capita transformou o modo de vida da população de Coari. Isto é visível nos indicadores socioeconômicos, tanto pela conseqüência natural do aumento do PIB Per Capita, como também pelo aumento do custo de vida local, face à aparente especulação gerada em vários setores da economia, como o imobiliário e o de alimentação. Mas também é visível no dia-a-dia da cidade, no movimento de veículos e pessoas nas ruas, nos comércios e repartições públicas.
Na cidade de Coari circulam diariamente profissionais de várias partes do Brasil. Esse fato é causado pela presença da Petrobras (cujos profissionais utilizam uniforme cor de abóbora e dão um colorido especial as ruas da cidade e são conhecidos como "funcionários da firma”) e de entidades públicas como UFAM, UEA, IBAMA, TRE, Correios, Forças Armadas, Tribunal de Justiça, Ministério Público, e tantas outras.
Alguns profissionais já fixaram residência na cidade. Outros utilizam os hotéis, pensões e imóveis alugados. Mas todos contribuíram e contribuem para a mudança de comportamento da sociedade, em vários aspectos como nas atividades econômicas do comércio, do setor imobiliário e dos demais serviços.
Uma curiosidade ocorre com os veículos de Coari. A maioria dos veículos são novos e ainda não há oficinas mecânicas nem auto-peças que atenda a essa demanda. Os serviços são voltados exclusivamente para motocicletas. E também, a maioria dos imóveis não possui garagem para carros. Parece que o aumento do poder aquisitivo da população aconteceu de forma tão abrupta que aqueles moradores, que antes só possuíam motocicletas, adquiriram o novo veículo mas suas residências não estavam preparadas para tanto. A alternativa encontrada foi deixar o veículo estacionado na rua, em frente da casa;
Há um problema grave relacionado à educação para o trânsito. Os cruzamentos das ruas que contam com semáforos, que são muitos, contam ainda com placas orientativas, do tipo “Obedeça a Sinalização”. Mas é comum os motoqueiros e mototaxistas, que são a maioria no trânsito, não obedecerem as indicações, avançando os sinais vermelhos, pondo em risco a vida de passageiros e de pedestres.
Se você for visitar Coari e precisar utilizar os serviços de mototáxi, é prudente orientar o mototaxista para que ele obedeça às sinalizações do trânsito.
No campo político, Coari passou por uma eleição suplementar no final de setembro e no dia 17 de outubro, o novo prefeito tomou posse com uma grande missão pela frente: assumir a administração de uma cidade que possui o maior PIB Per Capita do Amazonas, mas ao mesmo tempo com enormes problemas nas políticas públicas de geração de emprego e renda. Mas isso é tema para os próximos artigos.

Em breve mais notícias sobre Coari:
Participação da Petrobras;
Políticas públicas da Prefeitura;
Custo de vida em Coari;
Turismo e opções de lazer;
Transportes;
Negócios nos três setores da economia de Coari;
Novo álbum de fotos de Coari.