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quinta-feira, outubro 14, 2010

Adail Pinheiro e Wilson Lisboa continuam como "fichas-sujas"

Rosiene Carvalho
Adail pinheiro sendo conduzido por policiais federais após sua prisão (Foto: Antônio Lima/14.09.2009)

A Procuradoria Regional da República deu parecer por manter os candidatos Adail Pinheiro (PRP) e Wilson Lisboa (PC do B) como “fichas sujas” na Eleição de 2010 e Francisco Garcia (PP) como suplente da senadora eleita Vanessa Grazziotin (PC do B). O parecer ratifica a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) que barrou o nome dos dois. Adail e Lisboa receberam, respectivamente, 22.041 e 13.999 votos. Os processos deverão ser apreciados, agora, pelos relatores para decisão monocrática sobre o pedido de registro de candidatura.

Os advogados de Wilson Lisboa e Adail Pinheiro já manifestaram opinião anteriormente de que iriam até o Supremo Tribunal Federal para garantir o registro dos candidatos.
Lisboa teve o registro negado por ter contas desaprovadas por irregularidades insanáveis no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e no Tribunal de Contas da União (TCU). As contas são da época em que Lisboa era prefeito de Fonte Boa. Antes de ser julgado pelo TRE-AM, o deputado pediu a suspeição de cinco dos sete membros da Corte Eleitoral. Há um ano, Lisboa acusou o TRE-AM de “leiloar” sentenças e foi acionado judicialmente pelos magistrados. O deputado nunca voltou atrás no que disse.

Já Adail Pinheiro foi condenado à inelegibilidade de três anos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) por abuso do poder econômico. Em 2008, ano de eleições municipais, Adail, ainda como prefeito de Coari, distribui prêmio no Dias das Mães para eleger o sucesso, Rodrigues Alves. A decisão do TRE-AM também cassou o mandato de Rodrigues Alves. Adail Pinheiro responde a vários processos e foi apontado com um dos líderes da quadrilha desbaratada pela Polícia Federal na “Operação Vorax”. Entre os processos de Adail Pinheiro está o de pedofilia pelo qual foi preso no ano passado.

Fonte: www.acritica.com

quarta-feira, outubro 13, 2010

Encerrando ciclos


Volta e meia aparece algum texto na internet que me é atribuido, como no caso abaixo. Até hoje, não consegui comprovar seu autor, de maneira que o transcrevo com modificações que julgo pertinente.
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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor a fazer é deixar que elas realmente possam ir embora…
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Esqueça quem você era, e passe a ser quem é. 

Procuradora mantém Adail Pinheiro como ficha suja

O ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, não deverá conseguir reverter o acórdão do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas que indeferiu seu registro de candidatura a deputado estadual. Parecer da procuradora regional da república, Fátima Aparecida de Souza Borghi, negou conhecimento do recurso especial interposto pela defesa do ex-prefeito, condenado em julho de ano passado em ação de investigação judicial por conduta vedada a agente público e considerado inelegível por três anos a contar de 2008.


Outro com parecer contrário da procuradora Sandra Cureau é Wilson Lisboa, que teve o registro de candidatura negado pelo TRE-AM e tenta reverter a decisão no Tribunal Superior Eleitoral. O parlamentar teve as contas reprovadas quando era prefeito do município de Fonte Boa pelos Tribunais de Contas do Estado (TCE) e de Contas da União (TCU).



Mesmo com o registro indeferido pelo TRE-AM, Adail Pinheiro  participou do pleito e conseguiu cerca de 20 mil votos, enquanto que Wilson Lisboa, também barrado pela lei da ficha limpa, alcançou mais de 13 mil votos. Eles não se elegeram.

terça-feira, outubro 12, 2010

TROPA DE ELITE MOSTRA QUE 'TODO BRASILEIRO DEVERIA TER VERGONHA NA CARA'

O FILME TROPA DE ELITE 2 DEVERIA TER CHEGADO A MAIS TEMPO. É POSSÍVEL QUE TIVESSE EVITADO QUE O NOSSO POVO VOTASSE EM CORRUPTOS NOTÓRIOS, LADRÕES E PICARETAS, QUE ALIMENTAM E SÃO ALIMENTADOS POR GOVERNOS APODRECIDOS.
O filme Tropa de Elite 2 deveria ter sido apresentado um mês antes das eleições. É possível que muita gente tivesse votado melhor, de forma mais responsável, ou seja, apostado em candidatos verdadeiramente com a ficha limpa, com passado de lutas em favor do povo e não em notórios corruptos, figuras amorais que apóiam qualquer prefeito ou governador de plantão, desde que as sobras da mesa do poder escorreguem um pouco para os seus bolsos.

Tropa de Elite 2, rodado no Rio de Janeiro, nos mostra, com pormenores a realidade de um país apodrecido, com um povo votando nos piores elementos da sociedade, nos mais podres, em bandidos disfarçados em homens públicos. Assisti o filme e confesso que, ao longo da minha vida, nunca vi uma denúncia mais real e trágica da situação em que vive o Brasil e o seu povo.

É a arte retratando a vida. Filmes como Tropa de Elite 2 espelham e retratam a vida dos políticos brasileiros, tomando o Rio de Janeiro como exemplo. É óbvio que a podridão que inspirou o filme não está somente localizada no Rio de Janeiro, mas em todo o país, inclusive aqui, basta ver a cara de muitos dos eleitos e dos chamados fichas sujas que despudoradamente o povo elegeu, mas que, até o presente momento, ainda não tiveram os seus votos computados.
 
O pior dos exemplos é o super ficha suja Adail Pinheiro. Corrupto comprovado, preso como ladrão do dinheiro público e aliciador de menor (pedófilo). Apesar de ostentar tal currículo, ainda obteve 22 mil votos, sendo que 12 mil em Coari, onde foi prefeito e de lá saiu para a cadeia, e 10 mil em outros municípios, incluindo Manaus. Como Adail obteve tantos votos? Por que tem lindos olhos azuis? Coisa nenhuma, simplesmente porque usou o dinheiro roubado para comprar votos do povo pobre e inconsciente do nosso estado.

No momento em que assistia o filme lembrei-me que, há tempos atrás, o maior traficante de cocaína do mundo, o colombiano Pablo Escobar, apesar de procurado pelas polícias do mundo inteiro, no seu país seria, caso a justiça o permitisse, eleito a qualquer cargo eletivo, a exemplo de deputado, senador ou governador. A sua morte causou grande sofrimento ao povo, com muita gente chorando pela perda do criminoso mor do país. Os que mais sentiram a perda de Pablo Escobar foram as populações mais necessitadas, que o chamavam de paizinho dos pobres. O que elas chamavam de o paizinho dos pobres não era outro senão um criminoso que assassinou centenas de pessoas e destruiu a vida de milhões de jovens, mundo a fora.

Ao deixar o cinema, lembrei-me do historiador e pensador Capistrano de Abreu que, há cinqüenta anos, sugeriu que a constituição brasileira deveria ter apenas dois artigos: Art. 1º - Todo brasileiro deveria ter vergonha na cara. Art. 2º - Revoguem-se as disposições em contrário. Capristrano morreu sem acreditar que o Brasil pudesse ter um grande futuro. Saí do cinema com uma sensação de derrota. O que fazer para esse povo melhorar as suas escolhas na hora de votar? Por que tantos brasileiros sentem um certo fascínio pela figura do corrupto, não o olhando como um criminoso, um ladrão do seu dinheiro, mas como um vencedor, um vitorioso?

Mais brasileiros poderiam ver esse filme, em minha opinião mais importante do que muitos tratados de sociologia política. Quem sabe se na próxima eleição, em vez de votar nos Tiririca da vida, nos Adail, não votam de forma mais ajuizada, responsável? Ao contrário de Capistrano de Abreu, continuo acreditando que o Brasil tem um futuro. Talvez por ser um sonhador, continuo acreditando.

Por: vereador Mário Frota
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CMM
Líder do PDT na CMM
Fonte: mariofrota.blogspot.com