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sexta-feira, julho 29, 2011

Aniversário de Coari marcado por ações na área rural

O município de Coari, distante 363 kms da capital, cidade que fica no rio Solimões, entre o lago do Mamiá e o Lago de Coari, completará 79 anos de existência no próximo dia  2 de agosto. Nesta mesma data, no ano de 1932, a comarca de Coari era elevada a categoria de cidade. Segundo historiadores, Coari nasceu de uma aldeia indígena, fundada em princípios do século XVIII, pelo jesuíta Samuel Fritz. O Brasil descobriu Coari em 1986 quando seu nome tomou conta dos jornais com a descoberta de uma imensa jazida de petróleo e gás natural, cuja produção atual, somente de gás, já atingiu 10 milhões de m³/dia.
Coari veio a ocupar as manchetes de jornal novamente, em 2008, mas desta vez com notícias nada alvissareiras, desvios de recursos públicos, fraudes em licitação, sonegação fiscal e exploração sexual de menores. Os acusados eram na quase absoluta maioria, homens públicos de Coari. “Essa gente, que na sua maioria nem era de Coari, só veio para manchar o nome da nossa cidade”, lamenta o atual prefeito, Arnaldo Mitouso, eleito em setembro de 2009, após o TRE cassar o prefeito eleito e determinar novas eleições em Coari.

Começar de Novo
O prefeito diz que Coari está lutando para “ressurgir das cinzas”. Ele aponta problemas que não foram criados apenas por um grupo político que passou cerca de 10 anos no Poder e desviou recursos do munícipio, ou que não aplicou corretamente os recursos em investimentos para melhorar a qualidade de vida da população de Coari. Mitouso lembra que, a partir da descoberta do petróleo e do gás, Coari passou a ter as mazelas de cidades onde as pessoas chegam de todos os cantos, com a certeza de conseguir emprego e riqueza. “Houve um crescimento absurdo. Pessoas vieram de outros municípios e até de outros Estados. Uma ocupação desordenada, o surgimento de favelas, palafitas por todos os leitos dos nossos igarapés, como por e xemplo, do igarapé do Espírito Santo que corta a sede do município”, conta Mitouso.   
Com essa ocupação, destaca Mitouso, a consequência são problemas de saneamento básico, de saúde, déficit na educação, violência e muitos outros males próprios da falta de planejamento urbano. O que é dito por ele, através da experiência de quem nasceu e sempre viveu em Coari, é confirmado em estudos feitos pela Universidade Federal do Pará e pela Fundação universidade do Amazonas. Os registros populacionais dão conta de que a sede do município de Coari, em 1980, era ocupada por 14.787 habitantes, mas a partir das primeiras atividades relacionadas à extração de petróleo e gás natural, sua população de um salto, em 2005, para 49.633 pessoas, um crescimento de 300% em apenas 25 anos. Já a população total, camp o e cidade, no mesmo ano (2005) chegou a quase 85 mil pessoas e nos dias atuais, esse número não se modificou muito, com uma pequena redução para 79.909 pessoas que habitam Coari.
“Na prática, é só você ver que em Coari há 200 comunidades rurais, pessoas que por não acharem oportunidade na sede, se deslocaram para os beiradões e foram esquecidas por lá, sofrendo ano após ano, com a falta de água potável, de energia elétrica, educação e muitas outras coisas”, conta Mitouso

Aniversário na Área Rural
Essas explicações do prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso, fazem entender porque sua escolha de intensificar ações na área rural, durante o mês de aniversário da cidade. No final de semana passado, ele esteve na comunidade são João do Paricá, lugar distante 3 horas de voadeira da sede do município, onde entregou escola e centro social reformados e a primeira biblioteca das escolas da Zona Rural (Marisa Almeida). Esse final de semana, ele estará na comunidade rural do Boam, um vilarejo bem mais próximo, há 30 minutos da sede, habitado por 40 famílias, dez delas receberão casas populares. Mitouso vai inaugurar a escadaria de acesso à comunidade, já que antes as famílias tinham que escalar os barrancos.
Ele também dará início ao trabalho de pavimentação das ruas, entregará o centro social e a escola que foram reformados. Fará a inauguração da quadra poliesportiva e entregará à comunidade uma casa de farinha dentro de padrões higiênicos, fruto de convênio que foi firmado entre Prefeitura de Coari e Governo do Estado, representado no município pelo Instituto de Desenvolvimento do Amazonas (IDAM). O prefeito vistoria os trabalhos da instalação da rede elétrica e hidráulica da cidade e entrega um gerador de 30 kwatts.
Na comunidade do Inajá, Mitouso entrega um centro social. Na sede de Coari, Mitouso firma parceria com o comando da Polícia Militar, coronel Cosmo, para dar melhores condições de trabalho aos policiais. “Eles já tiveram seu quartel, mas nem sei dizer como, um dos ex-administradores de Coari conseguiu tomar o quartel para transformar num ginásio e jogou os policias num cubículo, apertado e sujo”, critica Mitouso. Com recursos próprios, o prefeito está fazendo o caminho inverso, transformando um ginásio que se localiza na estrada do aeroporto, ponto estratégico por estar numa área onde houve aumento da violência, em quartel onde os PMs terão a estrutura certa para ações de segurança. “Esse será um aniversário dife rente, não só de festa, mas de trabalho e investimentos”, comemora Mitouso. 

terça-feira, julho 26, 2011

Celular dentro da sala de aula é permitido?

 
 O Professo Luiz Mário dá a resposta.

TCE e TCU condenaram 57 gestores no Amazonas

Apenas no TCU, 16 ex-prefeitos foram pegos com irregularidades nas contas de convênios com o governo federal.
  Ex-prefeito de Maués e atual deputado, Sidney Leite, foi um dos condenados pelo TCU.

Manaus - Do início do ano até ontem, 57 contas públicas de prefeituras do Amazonas foram julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) e  pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O motivo geralmente é a falta de documentos que comprovem a boa aplicação dos recursos públicos. Os ex-administradores terão que devolver o dinheiro. As informações são das assessorias.
Apenas no TCU, 16 ex-prefeitos foram pegos com irregularidades nas contas de convênios com o governo federal. Juntos, os 16 terão que pagar R$ 8.259.315,90. Segundo o tribunal, o montante pode aumentar de acordo com a correção monetária.
Amilton Bezerra Gadelha, ex-prefeito de São Gabriel da Cachoeira, possui a maior condenação. Ele caiu na ‘malha-fina’ do TCU por não prestar contas de R$ 160.184,70 de um convênio com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no valor de R$ 1.374.180,83. A verba era destinada a ações de saúde da população indígena. O governo federal ainda detectou falhas na licitação organizada por Gadelha.
O ex-candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro também foi condenado pelo TCU. As irregularidades foram detectadas em 2002 durante a construção do aterro sanitário e da usina de reciclagem de lixo. Pela decisão, Adail fica inabilitado  de exercer cargo de comissão na esfera federal por cinco anos.
Neste primeiro semestre, o município de Maués teve dois ex-gestores condenados: Manoel Silva Pinto e o atual deputado Sidney Leite (DEM).
A mais recente julgada como irregular pelo TCU é a ex-prefeita de Santa Isabel do Rio Negro, Eliete  Beleza, em decorrência de irregularidades na construção de 1.750 metros de meio-fio, calçada, sarjeta e canaleta no município.

Mais contas irregulares
Das 267 contas julgadas pelo TCE até ontem, 122 foram consideradas irregulares. As reprovações alcançam a marca de 45,69% do total. A lista de sentenciados tem o nome de 41 ex-prefeitos. Entre eles, Luis Carlos Areosa (Novo Airão) que faleceu de infarto no dia 10 de julho. O relatório do TCE não divulga os valores das condenações e também não é possível verificá-los no site do tribunal.

Dupla condenação
Abrahan Lincoln Dib Bastos, Valdeci Raposo e Silva, Eliete Cunha Beleza e Raimundo Nonato Batista aparecem  na lista de condenados do TCE e do TCU.
Pelo TCE, o ex-prefeito de Tabatinga Raimundo Nonato (PTB) foi condenado a devolver R$ 17,3 milhões por não ter executado o balanço financeiro do município.
De acordo com a legislação, os sentenciados têm 15 dias para pagar as multas.

Fonte:  http://d24am.com/

Francisco Vasconcelos e Marilene Corrêa são os novos imortais da AAL

Dos 35 acadêmicos, 32 participaram. Francisco, que ocupará a cadeira 40 – tem como patrono Paulino de Brito – teve 19 votos e Marilene conquistou a cadeira 24 – que tem Joaquim Nabuco como patrono – com 25 votos.
Manaus - O poeta Francisco Vasconcelos e a socióloga Marilene Corrêa são os novos imortais da Academia Amazonense de Letras (AAL). Eles foram eleitos em votação que aconteceu no último sábado (23).  De acordo com José Braga, presidente da AAL, o resultado da eleição mostra que a academia é uma instituição versátil.

“A escolha demonstra que a arte e a ciência convivem bem na Academia Amazonense de Letras. Nós somos uma instituição eclética. E os novos confrades chegam para enriquecer  a casa por toda a bagagem cultural que têm e também pela história de vida deles”, afirma.

A eleição foi expressiva. Dos 35 acadêmicos, 32 participaram. Francisco, que ocupará a cadeira 40 – tem como patrono Paulino de Brito – teve 19 votos e Marilene conquistou a cadeira 24 – que tem Joaquim Nabuco como patrono – com 25 votos.

“Tivemos a presença maciça dos confrades. É um momento de saudade pelos colegas que perdemos, mas de alegria pelos novos que chegam com vontade de contribuir, trocar experiências com os que aqui já estão há mais tempo, além de desfrutar da convivência acadêmica”, disse o presidente.

Os novos imortais
Segundo Marilene, o resultado é o reconhecimento de seu trabalho. “Fiquei muito feliz. Dos 32 acadêmicos, 25 votaram em mim. Mostra um respeito pelo meu trabalho, minha história. Me senti acolhida. Recebo com muita humildade essa que é uma responsabilidade enorme, ocupar a cadeira de Joaquim Nabuco. Estou muito satisfeita”, afirma.

Quanto a ser mais uma representante das mulheres na AAL, ela comenta: “Tive total apoio das mulheres da academia. Vai ser muito importante conviver com pessoas de destaque dos mais diferentes segmentos intelectuais. A Mazé (Mourão, editora do Plus) é uma jornalista brilhante, combativa; a Rosa (Brito) é uma acadêmica excelente, determinada e atuante e a Carmen Novoa, outra intelectual, uma ótima escritora. Estou muito honrada”, conclui.

Ao saber do resultado, por meio de nossa equipe na tarde de sábado,  o coariense Francisco Vasconcelos (78) demonstrou surpresa. “Não fui informado oficialmente ainda, mas quero somar, vou congregar com eles na luta das atividades acadêmicas. Quero fazer algo pelo Estado do Amazonas, pela cultura regional”, afirma.
Vasconcelos não mora em Manaus há mais de três décadas, porém diz que será um acadêmico participativo. “Vivo em Brasília, mas venho sempre renovar as baterias aqui na cidade. Assim farei uma participação efetiva na academia. Todo o intelectual tem que estar a postos. Houve um tempo em que praticamente a Academia Amazonense de Letras não existia, não tinha muita atividade, mas percebo que atualmente está mais próxima da população”, pontua.

Próximo passo
Os novos imortais têm até seis meses para tomar posse na academia e até lá têm “tarefa para casa”. “Eles agora têm que estudar a vida e obra dos patronos das respectivas cadeiras e seus antecessores para construir os discursos. Além disso, precisam escolher, entre os confrades, um padrinho para recebê-los na posse”, comenta Braga.

Renovação
A academia passa por um momento de renovação. Ainda há três cadeiras a serem ocupadas (ver lista acima). “Já Encaminhamos o novo edital para o processo de preenchimento das três cadeiras que estão vagas após as mortes de Anísio Melo, Demóstenes Carminé e Rui Lins. Até o fim deste ano queremos completar o quadro com as 40 cadeiras ocupadas”, pontua Braga.

Dia do escritor
No próximo dia 28 de julho, quinta-feira, a partir das 19h, a AAL abre as portas para o público em sessão comemorativa do Dia do Escritor, com participação de José Carlos Gentili, presidente da academia de letras de Brasília.

O evento contará ainda com o lançamento dos livros ‘O sonho de Tibério’, de Jorge Tufic; ‘Construindo conhecimentos no processo educativo’, de Rosa Brito e ‘Rito selvagem’, de  Anísio Melo (obra póstuma).
De acordo com José Braga, presidente da AAL, o resultado da eleição mostra que a academia é uma instituição versátil.

“A escolha demonstra que a arte e a ciência convivem bem na Academia Amazonense de Letras. Nós somos uma instituição eclética. E os novos confrades chegam para enriquecer  a casa por toda a bagagem cultural que têm e também pela história de vida deles”, afirma.

Fonte: Diário do Amazonas