Notícias Coari

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Sábado, Dezembro 05, 2009

Um homem deitado no chão

No dia 1 de julho, as 13:05 hs., havia um homem de aproximadamente cinquenta anos, deitado no calçadão de Copacabana. Eu passei por ele, lancei um rápido olhar, e continuei meu caminho em direção a uma barraca onde sempre costumo beber água de côco.
Como carioca, já cruzei, centenas (milhares? ) de vezes por homens, mulheres ou crianças deitadas no chão. Como alguém que costuma viajar, já vi a mesma cena em praticamente todos os países onde estive - da rica Suécia à Romenia. Vi pessoas deitadas no chão em todas as estações do ano: no inverno cortante de Madrid, Nova York ou Paris, onde ficam perto do ar quente que sai das estações de metrô. No sol escaldante do Líbano, entre os edifícios destruídos por anos de guerra. Pessoas deitadas no chão - bêbadas, desabrigadas, cansadas - não constituem novidade na vida de ninguém.
Tomei minha água de côco. Precisava voltar rápido, pois tinha uma entrevista com Juan Arias, do jornal espanhol El País. No meu caminho de volta, vi que o homem continuava ali, debaixo do sol - e todos que passavam agiam exatamente como eu: olhavam, e seguiam adiante.
Acontece que - embora eu não soubesse disso - minha alma já estava cansada de ver esta mesma cena, tantas vezes.
Quando tornei a passar por aquele homem, algo mais forte do que eu me fez ajoelhar, e tentar levanta-lo.
Ele não reagia. Eu virei sua cabeça, e havia sangue perto de sua tempora. E agora? Era um ferimento sério? Limpei sua pele com a minha camiseta: não parecia nada grave.
Neste momento, o homem começou a murmurar qualquer coisa como “pede para eles não me baterem.” Bem, ele estava vivo; agora eu precisava tira-lo do sol, e chamar a polícia.
Eu parei o primeiro homem que passou, e pedi que me ajudasse a arrasta-lo até a sombra entre o calçadão e a areia. Ele estava de terno, pasta, embrulhos, mas deixou tudo de lado e veio me ajudar - sua alma também já devia estar cansada de ver aquela cena.
Uma vez colocado o homem na sombra, fui andando em direção à minha casa - sabia que havia uma cabine de PM, e poderia pedir ajuda ali. Mas antes de chegar até lá, cruzei com dois soldados.
- Tem um homem machucado, diante do numero tal - disse. - Coloquei-o na areia. Seria bom mandar uma ambulância.
Os policiais disseram que iam tomar providências. Pronto, eu havia cumprido meu dever. Escoteiro, sempre alerta. A boa ação do dia! O problema agora estava em outras mãos, elas que se responsabilizassem. E o jornalista espanhol estaria chegando em minha casa em alguns minutos.
Não tinha dado dez passos, e um estrangeiro me interrompeu. Falou em portugues confuso:
- Eu já tinha avisado a polícia sobre o homem na calçada. Eles disseram que, desde que não seja um ladrão, não é problema deles.
Eu não deixei que o homem terminasse de falar. Voltei até os guardas, convencido de que sabiam quem eu era, que escrevia em jornais, aparecia em televisão. Voltei com a falsa impressão de que o sucesso, em alguns momentos, ajuda a resolver muitas coisas.
- O senhor é alguma autoridade? - perguntou um deles, notando que eu pedia ajuda de maneira mais incisiva.
Não tinham idéia de quem eu fosse.
- Não. Mas nós vamos a resolver este problema agora.
Eu estava mal vestido, camiseta manchada com o sangue do homem, bermudas cortadas de uma antiga calça jeans, suado. Eu era um homem comum, anônimo, sem qualquer autoridade além do meu cansaço de ver gente deitada no chão, durante dezenas de anos de minha vida, sem jamais ter feito absolutamente nada.
E isso mudou tudo. Tem um momento, que voce está além de qualquer bloqueio ou medo. Tem um momento em que seus olhos ficam diferentes, e as pessoas entendem que voce está falando sério. Os guardas foram comigo, e chamaram a ambulância.
Na volta para casa, recordei as tres lições daquela caminhada.
a] todo mundo pode parar uma ação antes de aguentar as consequencias
b] mas sempre há alguém para dizer: “agora que você começou, vá até o final.”
E finalmente:
c] todo mundo é autoridade, quando está absolutamente convencido do que faz.

Paulo Coelho

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Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Negada liberdade a Adail

Pela terceira vez pedido de relaxamento de prisão de Adail Pinheiro é negado


Aristide Furtado
Especial para A CRÍTICA


A Justiça negou, pela terceira vez,  o  pedido de liberdade de Adail Pinheiro. A juíza de Coari Sheila Jordana decidiu que o ex-prefeito e os ex-secretários municipais  Adriano Salan e Maria Lândia dos Santos devem ficar presos até o julgamento da ação penal que avalia a suposta prática de pedofilia e exploração sexual de crianças e jovens.

A decisão foi emitida na sexta-feira (27). Mas só ontem  circulou no cartório da Segunda Vara de Coari. No último dia 21, o promotor de Justiça, Alessandro Gouveia,  se posicionou contra o pedido de liberação dos três acusados. O Tribunal de Justiça do Amazonas e o Superior Tribunal de Justiça já rejeitaram pedidos semelhantes. 

Mandado de prisão

 
Foram incluídos na mesma ação penal, de acordo com a decisão da magistrada, o marido de Lândia, Eudes Azevedo, e o ex-assessor de Adail, conhecido por Canarana. Sheila Jordana também expediu mandado de prisão contra Canarana. Segundo o Ministério Público, ele estaria intimidando uma das supostas vítimas do ex-prefeito.

Eudes e Canarana serão  citados para apresentar defesa prévia. Fontes de Coari dão conta de que o ex-assessor de Adail fugiu  para Tefé. O MP, com base em investigações feita pela Polícia Federal,  acusa Canarana de ter  sequestrado uma menina de doze anos, em novembro de 2008. Conduzido  ela para Manaus em um avião fretado pela Prefeitura de Coari para se encontrar com Adail. Na capital,  a garota foi entregue a Eudes e Maria Lândia que a levaram para a representação do município e depois para um hotel.

A Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) fez a transferência de Adriano Salan, no final da tarde de ontem,  do hospital de custódia, anexo da cadeia Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus, para o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Zona Leste. A informação foi dada pelo secretário adjunto de Justiça, coronel Bernardo Encarnação Salgado. Salan foi transferido porque a  direção do hospital de custódia informou à juíza Sheila Jordana  que não havia mais necessidade mantê-lo na unidade.

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Domingo, Novembro 29, 2009

Se roubarem seu Celular...


A DICA É MUITO INTERESSANTE,  ATÉ PORQUE POUCA GENTE   TEM O HÁBITO DE LER MANUAIS.

Agora, com esta história do 'Chip', o interesse dos ladrões por aparelhos celulares aumentou. É só ele comprar um novo chip por um preço médio de R$30,00 em uma operadora e o instalar no aparelho roubado.  Por isso, está generalizado o roubo de aparelhos celulares.

Segue, então, uma informação útil que os comerciantes de celulares não divulgam. Uma espécie de vingança para quando roubarem celulares.
Para obter o número de série do seu telefone celular (GSM), digite  *#06#  Aparecerá no visor um código de algarismos.. Este código é único!!!  Anote e guarde-o  com cuidado!!!
Se roubarem seu celular, telefone para sua operadora e informe este código.
O seu telefone poderá então ser completamente bloqueado, mesmo que o ladrão mude o 'Chip'.  Provavelmente, você não recuperará o aparelho, mas quem quer que o tenha roubado não poderá mais utilizá-lo.
Se todos tomarem esta precaução, imagine, o roubo de celulares se tornará inútil.

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Verifique se o seu PenDrive Kingston é falso

Um dos grandes problemas encontrados nas Memórias Flash hoje em dia é com relação a sua qualidade e procedência. É mais do que comum encontrarmos amigos e familiares felizes com a aquisição de um super PenDrive de muitos GigaBytes de capacidade, e ao nos depararmos com o gadget verificarmos com uma simples passada de olho que trata-se de um produto falsificado.
Os PenDrives da Kingston são os mais visados, pois são conhecidos pela sua qualidade e confiabilidade. Pensando nisso, a Kingston no Brasil disponibiliza um site onde é possível registrar o seu PenDrive e verificar através do serial do produto se o mesmo trata-se de um item original.



Isso é importante, pois registrando o seu serial caso ele seja clonado outros usuários podem descobrir se possuem PenDrives falsificados que tenham um número de série idêntico ao seu, além de você mesmo poder descobrir se foi vítima de um golpe.
Procure a etiqueta com as informações mostradas na figura acima na parte de trás do blister do pendrive que você adquiriu e faça a verificação. PenDrives falsificados são um enorme risco para a integridade dos seus dados.

Clique aqui para acessar o site de verificação da Kingston, que também faz a checagem de módulos de memória RAM.

Fonte: Digital Drops

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Sábado, Novembro 28, 2009

STJ nega pedido de liberdade de Adail Pinheiro

O ex-prefeito Adail Pinheiro quando ouvido pela CPI da Pedofilia, em Brasília



Aristide Furtado
Especial para A CRÍTICA
 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade do ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro. A decisão foi emitida na quinta-feira (26) pela Quinta Turma do STJ. Por três votos a dois, os ministros do STJ entenderam que a ordem de prisão de Adail foi fundamentada.
 
Apoiaram o voto do relator do processo, Napoleão Maia Filho, pela manutenção da prisão preventiva de Adail Pinheiro, os ministros Félix Fischer e Arnaldo Lima. Votaram pela soltura do ex-prefeito os ministros Jorge Mussi e Laurita Vaz.
 
No recurso, um habeas corpus, Adail questionou o fato do desembargador Rafael Romano não ter concedido liminar para colocá-lo em liberdade. Alegou que sua prisão é ilegal. Porque a juíza Ana Paula Braga deixou de considerar outras medidas previstas no Código de Penal Brasileiro para notificá-lo, como a citação por edital, antes de emitir o mandado de prisão.
 
Para o ministro Napoleão Maia, a decretação da prisão preventiva se justificou para manutenção da ordem pública. “Além de comprovada a materialidade do delito e de indícios suficientes de autoria, extraídos de ampla investigação feita pela Polícia Federal, o decreto de prisão cautelar fundou-se, primordialmente, na necessidade de preservação da ordem pública, em vista da gravidade concreta dos delitos praticados, que visavam inclusive a menores de tenra idade (12 anos)”, diz um trecho do voto.
 
Adail Pinheiro e os ex-secretários municipais Adriano Salan e Maria Lândia dos Santos respondem a uma ação penal por pedofilia, exploração sexual de menores, favorecimento da prostituição. A ação tramita na Segunda Vara da Comarca de Coari sob responsabilidade da juíza Sheila Jordana. A primeira juíza do caso foi Ana Paula Braga, que pediu a prisão do ex-prefeito.
 
No parecer aprovado pela Quinta Turma, Napoleão Maia reproduz a decisão de Ana Paula sobre a cobrança da população de Coari por uma resposta da justiça em relação aos crimes imputados a Adail. “Não se pode esquecer que tudo teria se passado em pequena e desasistida localidade do interior do Amazonas, onde o acusado detinha poder e prestígio pessoal (...) tendo aparentemente usado de todos esses atributos pessoais para, em conjunto com outras pessoas, aliciar jovens e menores”, diz o relatório.
 
Ontem, encerrou o prazo para a juíza Sheila Jordana decidir sobre o pedido para Adail ser solto.  O Ministério Público Estadual se posicionou contra essa medida. O cartório de Coari informou, ontem à tarde, que a juíza estava em Manaus e ainda não havia informado nenhuma decisão.

Fonte: Acrítica

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Terça-feira, Novembro 24, 2009

Dono de blog é condenado a pagar R$ 16 mil por comentário de internauta

Blog de Emílio, no qual internauta postou comentário contra diretora de escola
Por conta do comentário de um internauta em seu blog, o estudante de jornalismo Emílio Moreno da Silva Neto, de 33 anos, morador de Fortaleza (CE), foi condenado pela Justiça cearense no mês de julho a pagar uma indenização de R$ 16 mil.

Emílio perdeu o prazo para recorrer e, no último fim de semana, recebeu uma notificação de penhora de bens para o pagamento do valor.

O caso começou em março do ano passado, quando o universitário repercutiu em seu blog uma briga entre dois estudantes do Colégio Santa Cecília, na capital cearense. No comentário, um internauta insultou a diretora, uma freira chamada Eulália Maria Wanderley de Lima, e criticou sua atuação na intermediação da briga dos estudantes.

No segundo semestre do ano passado, a diretora da escola abriu uma ação por danos morais contra o blogueiro. Nas quatro primeiras audiências, segundo informações do Tribunal de Justiça do Ceará, o estudante compareceu e a diretora, não. Ela alegou viagens e outros compromissos profissionais.

Na quinta audiência, foi o estudante quem faltou, mas, ao contrário da diretora, não deu justificativas. Por conta disso, o juiz aceitou a ação e o condenou ao pagamento de 40 salários mínimos, o equivalente a R$ 16,6 mil na época. Emílio perdeu o prazo para recorrer e a ação transitou "em julgado" -- ou seja, não há mais possibilidade de recursos.

No último sábado, dia 21 de novembro, Emílio foi notificado sobre o mandado da Justiça de penhora de bens para pagar a quantia e tem possibilidade de tentar reverter a penhora.

O estudante afirma que não tem bens para serem penhorados e alega que tentou resolver o caso "amigavelmente". "O que eu realmente lamento é que não tenha havido um diálogo mais tranquilo, sem que houvesse a necessidade de uma ação na Justiça. Ofereci direito de resposta, apaguei de imediato o comentário. Enfim, acho que tudo isso é fruto de um grande equívoco. Lamento realmente."

 Exclusão do comentário

O advogado Helder Nascimento, que defende a diretora da escola, porém, diz que antes de protocolar a ação pediu para que o comentário fosse retirado. "Pedimos para retirar e ele não retirou dizendo que era cerceamento da liberdade de expressão. Solicitamos que informasse quem era o titular do e-mail e ele se recusou. Não podemos deixar um cliente ser violentado."

Na versão do blogueiro, cerca de dois meses após o post e o comentário um escritório de advocacia da capital cearense entrou em contato com ele.

"Eles queriam, por telefone, que eu identificasse o autor do comentário. (...) No início achei que fosse algo muito estranho. Uma pessoa me liga e pede a identificação de um comentarista do blog. Eu não passei. Consultei o sindicato dos jornalistas do Ceará, a assessoria jurídica deles e no início de setembro chegou o mandato de citação do 11º Juizado Especial Cível."

O estudante afirma que, embora não tenha passado a identificação de imediato, retirou o comentário do ar após o primeiro contato. "A minha intenção desde o princípio foi produzir conteúdo relevante e acima de tudo, local. Nunca tive a intenção de promover ataque nenhum a ninguém."

Segundo Emílio, o e-mail dado pelo internauta era falso. O advogado da freira, Helder Nascimento, diz que a Justiça avaliou o caso como "violação do direito de imagem". "Ele (Emílio) é o responsável pelo blog e foram veiculadas matérias ofensivas à pessoa que é uma religiosa, uma freira. E isso foi interpretado como excesso na liberdade de expressão."

Mediação

Para o advogado, o blogueiro deveria ter bloqueado as ofensas. "O blog tem mediador que faz a filtragem. Se isso existe tem uma finalidade, não está ali à toa. Ele permitiu que fosse veiculada uma ofensa a outra pessoa. (...) Embora ele não se sinta responsável, tem uma responsabilidade que extrapola o querer dele."

O advogado avalia ainda que a internet "não é um campo ilimitado". "Há muita discussão sobre o uso da internet. Mas há limite técnico em todas as relações, inclusive na internet."

Emílio diz se sentir injustiçado pela sentença. "Me sinto tão vítima quanto a Irmã Eulália. Na minha inexperiência jurídica, fui usado por alguém que certamente e deliberadamente queria atacar a diretora da escola e usou meu blog e a minha boa fé pra isso. Acho importante ponderar isso. Me sinto usado por um anônimo e punido por algo que eu nunca queria que tivesse acontecido. "De acordo com o estudante, o blog existe desde 2006 e analisa a mídia local e o cotidiano de Fortaleza.

Para o blogueiro, casos como o dele poderiam ser evitados com uma legislação clara sobre a internet. "Quero mobilizar e sensibilizar as pessoas que militam nas redes sociais da importância de discutirmos e pressionarmos nossas autoridades para uma legislação clara e que possa amparar quem produz conteúdo na rede. Toda vez que conto essa história para alguém as pessoas ficam impressionadas. Há muita desinformação sobre tudo isso."

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Domingo, Novembro 22, 2009

Perito quebra sigilo e descobre voto de eleitores em urna eletrônica do Brasil

Durante os testes promovidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para testar a segurança da urna eletrônica a ser usada nas eleições de 2010, um perito teve sucesso em quebrar o sigilo eleitoral e descobrir, por meio de radiofrequência, o candidato escolhido pelo eleitor.

O consultor Sérgio Freitas da Silva compôs o grupo de 32 especialistas convocados pelo TSE e compareceu à sede do órgão na terça-feira (10/11), primeiro dia dos testes, com a estratégia de detectar a interferência eletromagnética que a urna exerce sobre as ondas de rádio.

"Fiz meu experimento em 29 minutos e obtive sucesso no escopo que estava proposto: rastrear a interferência e gravar arquivos para comprovar a materialidade do fenômeno", que sintonizam ondas longas e curtas e estações em AM e FM.

Segundo Sérgio, o equipamento usado é encontrado em rádios convencionais vendidos nas lojas, "destes que custam 10 reais". A técnica acabou dando a Sérgio a primeira posição no concurso de melhorias para urna promovido pelo TSE, o que lhe rendeu prêmio de cinco mil reais.

"Enquanto eu digitava na urna, rastreava através do rádio pra ver se detectava alguma interferência. Consegui rastrear a interferência que isto provocava na onda, gravando um arquivo WAV com estes sons", explica.

Sérgio explica que após gravar os ruídos que os botões da urna eletrônica exercem sobre a onda é possível decodificar os sons, o que levaria à descoberta dos candidatos escolhidos pelo eleitor, quebrando seu sigilo.

"É como se o teclado da urna eletrônica se transformasse em um teclado musical, conseguindo rastrear a tonalidade da interferência neste arquivo WAV que gravei", compara.

A técnica descrita por Sérgio é chamada de Van Eck Phreaking, segundo o especialista em segurança Marco Canut, que confirma a possibilidade de quebra do sigilo eleitor caso o método seja aplicado à urna eletrônica brasileira.

Canut é diretor geral da Tempest, consultoria de segurança contratada tanto pela iniciativa privada como pelo Governo para realizar testes de segurança em sistemas computacionais, mesmo intuito do TSE ao convocar os 32 especialistas que atacariam a urna eletrônica.

"Todo computador é uma pequena estação de rádio, emitindo ondas eletromagnéticas", explica Canut. Enquanto os humanos notam como um chiado, a interferência pode ser "entendida" por máquinas, demonstrando qual a tecla escolhida pelo eleitor.

No experimento realizado no TSE, o perito precisava estar a até 20 centímetros da urna para que sua interferência fosse sentida no receptor do rádio.

É o próprio Sérgio, porém, quem esclarece que o uso de antenas mais potentes podem fazer com que a captação seja feita a até dezenas de metros da urna, como demonstraram os pesquisadores Martin Vaugnoux e Sylvain Pasini.

No experimento, gravado em vídeo no Vimeo, o apertar de botões em teclados convencionais poderiam ser interceptados e decifrados a até 20 metros de distância de onde a suposta vítima usava seu computador.

Se aplicássemos o modelo para seções eleitorais brasileiras, a distância seria suficiente não apenas para eleitores ou acompanhantes longe das salas onde as urnas estão, mas também para imóveis vizinhos aos prédios onde acontecem as votações.

Sérgio explica que seriam necessárias antenas mais potentes que melhorem a recepção do sinal no sistema. A estratégia quebra o sigilo do eleitor, não podendo ser aplicada para alterar os resultados de votações.

Durante a Guerra Fria, o exército dos Estados Unidos descreveu os perigos da interceptação de ondas eletromagnéticas em documentos conhecidos como Tempest, nome que acabou se tornando o apelido da técnica, explica Canut.

Desde então, as instalações militares norte-americanas usam técnicas que as blindam do vazamento eletromagnético. O especialista não vê a blindagem da urna eletrônica como uma saída plausível já que a "tornaria mais cara, mais pesada e de manutenção mais díficil".

Possíveis alterações que poderiam minimizar a emissão de onda pela urna, sugere Canut, incluiriam o uso de teclados sensíveis a toque, menos invasivos que os mecânicos usados atualmente pelo TSE.

Procurado pela reportagem, o TSE confirmou que, ao contrário do que havia confirmado anteriormente, quando disse que nenhuma estratégia de ataque havia tido sucesso, que o teste de Sérgio foi bem sucessido, mas fez ressalvas.

"Nas condições que ele conseguiu, a repetição durante uma eleição é impraticável.  Seria necessário que a pessoa ficasse a centímetros da urna, o que não é permitido. A cabine é vigiada pelos mesários. Ninguém pode ficar próximo", afirmou o o secretário de tecnologia do TSE, Giuseppe Gianino.

Questionado sobre a possibilidade de uso de equipamento mais potente, levantada pelo próprio Sérgio, Gianino afirmou que se trata "do campo teórico".  "Se tivesse realmente a possibilidade, ele (Sérgio) teria apresentado um aparelho que faria isto"

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Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Juíza de Coari aguarda decisão sobre Adail



O ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro quando foi preso há dois meses
Aristide Furtado
Especial para A CRÍTICA
 
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) ainda não enviou à comarca de Coari a decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Napoleão Maia Filho, que autoriza a transferência do ex-prefeito Adail Pinheiro para o presídio do município.
 
No dia 11 deste mês, Napoleão Maia reconsiderou liminar que havia concedido seis dias antes, na qual dizia que Adail Pinheiro deveria ser mantido no Complexo de Policiamento Especial (CPE) da Polícia Militar em Manaus, e autorizou a remoção do ex-prefeito. A decisão  foi publicada na terça-feira (17), no Diário Eletrônico da Justiça.
 
 Ontem, o promotor de Justiça Alessandro Gouveia explicou que a juíza Sheila Jordana, responsável pelo processo contra Adail Pinheiro e os ex-secretário municipais Adriano Salan e Maria Lândia,  precisa ser informada da decisão do STJ para que faça cumprir a ordem de transferência. “Ela tem que ser informada pelo TJAM de que houve modificação no entendimento do STJ”, disse Gouveia.
 
A remoção dos  três acusados foi determinada por Sheila Jordana no dia 21 de outubro. Os advogados de Adail tentaram derrubar a medida com duas ações, uma no TJ-AM e outra no STJ. No dia 4 de novembro, o  desembargador Rafael Romano, desconsiderou o pedido. O ministro Napoleão Maia, por outro lado,  suspendeu provisoriamente a transferência. E pediu informações à juíza Sheila Jordana. Ao recebê-las voltou atrás em sua decisão.
 
Como as decisões,  no TJ-AM e no STJ, foram tomadas por apenas um magistrado a defesa de Adail entrou, em ambos os casos, com um recurso (agravo de instrumento), o que faz com o processo seja analisado por um colegiado. No TJ-AM, a decisão de Romano será julgada pela  Segunda Câmara Criminal. No STJ, a matéria vai ser apreciada pela Quinta Turma. 
 
Maria Lândia, que estava no presídio feminino, em Manaus,  já foi levada, no dia 7 de novembro, para o presídio de Coari. Adail e Salan foram conduzidos ao município na quarta-feira apenas para participar do interrogatório. No final da tarde, voltaram para Manaus. O ex-prefeito retornou ao CPE, e Salan, ao hospital de custódia.
 
Os três respondem a uma ação penal por suposta prática de pedofilia e exploração sexual infanto-juvenil. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público com base na informações levantadas pela Polícia Federal na Operação Vorax.

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Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Adail é interrogado em Coari


Adail Pinheiro, sem algemas, chega à cidade que administrou e ainda detém popularidade para ser ouvido pela Justiça
Lúcio Pinheiro
Especial para A CRÍTICA

O ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro, e seus ex-secretários, Maria Lândia e Adriano Salan, foram interrogados ontem pela juíza Sheila Jordana, da 2ª Vara daquele município, no processo em que os três são acusados de pedofilia e exploração sexual infanto-juvenil.


Adail e Salan, que cumprem prisão cautelar em Manaus, foram a Coari (a 370 quilômetros da capital) em um avião da Casa Militar. No Fórum de Justiça da cidade, os dois se uniram a Maria Lândia. Ela também está presa preventivamente, mas no presídio de Coari.

De acordo com o promotor de Justiça, Alessandro Samartin Gouvêa, no interrogatório, Adail, Salan e Lândia, individualmente, ouviram a leitura dos termos que compõem a acusação contra eles, produzida pele Ministério Público Estadual (MPE).


“Dentro da instrução do processo, este é o momento em que os réus ficam cientes dos crimes que são imputados contra eles, e são questionados sobre a veracidade ou não das acusações”, explicou Alessandro Samartin Gouvêa.

O ex-prefeito e seus ex-secretários negaram todos os crimes e se declararam inocentes perante a juíza Sheila Jordana. Maria Lândia (ex-secretária de Assistência Social) e o ex-secretário de Governo, Adriano Salan, são acusados de integrar um esquema de exploração sexual de jovens para participarem de programas sexuais em Coari, com Adail Pinheiro e amigos.

Vítima depõe

A juíza Sheila Jordana também ouviu duas testemunhas de acusação no processo. Uma adolescente, vítima de exploração sexual, e a mãe dela, informou o promotor Alessandro Samartin Gouvêa, ressaltando: “Hoje (ontem), foram arroladas só estas duas. Mas, como os depoimentos delas fazem menção a outros nomes, provavelmente, outras serão ouvidas”.

De acordo o promotor, a defesa dos réus entrou com um pedido de revogação da prisão cautelar deles. O recurso será analisado pela juíza Sheila Jordana, que vai requerer um posicionamento do MPE sobre o pedido. Depois da manifestação do MPE, a magistrada tem prazo legal de cinco dias para emitir um parecer. “Seja qual for a decisão da juíza, cabe recurso”, explicou Alessandro Gouvêa.

Nessa fase processual, ainda segundo o representante do MPE, serão ouvidas testemunhas de defesa de Adail, Salan e Lândia. “Elas (as testemunhas) moram em Manaus. A juíza vai enviar carta a um juiz da capital para que ele possa colher os depoimentos em Manaus”. O promotor de Justiça preferiu não confirmar se, com base nos depoimentos prestados ontem pelas testemunhas de acusação, outras pessoas serão convocadas.

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Sábado, Novembro 14, 2009

Como acompanhar o Twitter pelo MSN

O Twitter é mais que uma rede social, Twitter é uma forma de transmitir informação de forma rápida e eficaz a milhões de pessoas no mesmo momento em que o sucesso está acontecendo, devido ao enorme sucesso, todos os dias são lançadas inúmeras aplicações, cada vez mais as já consagradas se integram ao Twitter, agora chegou a vez do MSN.
Com esta finalidade nasce o twitonmsn.com, um robô que nos permite ler e atualizar a conta Twitter depois de adicionar como contato o endereço TwitOnMSN005@Live.com
Teste e tire suas conclusões…

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