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domingo, junho 03, 2012

Coari nossa de cada dia

 

De acordo com o Google, Coari é um município de grande importância para o nosso Estado e para a União, além de ser também uma das cidades mais ricas da região Norte. Me perdoe o google mas durante a minha passagem pelo município eu não vi nada disso não. Cheguei em Coari no final de março, e depois de Tabatinga era a cidade que eu mais tinha curiosidade de conhecer, mas como o ditado já fala a curiosidade matou o gato e deixou  a Jamyly Macêdo aqui  no minimo frustrada com o que viu. Eu esperava uma cidade relativamente grande e bem desenvolvida, afinal não é pouco o dinheiro que entra ali, mas o que eu vi mesmo desde o aeroporto foi uma província que ainda vai demorar muito para chegar ao status de desenvolvida.
Alguns problemas se pareciam muito com o da nossa capital; ruas esburacadas, falta de planejamento urbano, a sujeira gritante na zona portuária, feira sem o menor cuidado ou atenção da tal da vigilância sanitária, os mototaxistas que são o pesadelo de  qualquer pedestre ou motorista, mas o que mais me assustou mesmo foi a falta de iluminação pública, as ruas escuras e desertas eram de deixar qualquer garota como eu em pânico.
Éramos apenas 3 garotas entre seus 23 a 25 anos e fomos a Coari claro trabalhar, ficamos hospedadas naquele que dizem ser o melhor hotel da cidade ”Alex Flat”, se era o melhor eu não sei, mas era bem confortável, cada andar tinha sua própria área de convivência, seu roteador, enfim você se sentia bem desde a portaria com recepcionistas muito bem treinados. O quarto era triplo como sempre, com uma diária de 140 $ que compreendia o café da manhã e vocês podem achar normal e dizer claro que tinha café da  manhã incluso mas não é bem assim, procurei 3 hotéis antes de fechar com o Alex e nenhum deles tinha café ou internet, apesar do preço das diárias serem bem semelhantes.
Mesmo tendo ficado na cidade apenas três dias e boa parte deles em escolas trabalhando a noite nós dedicávamos nosso tempo a gastronomia local. Na primeira noite ainda não tinha feito muita amizade então fui pedir sugestão ao recepcionista do hotel que recomendou o restaurante da frente. OK! fui lá conhecer e para minha surpresa a casa oferecia fígado com arroz, farinha e uma melancia murcha, murcha fiquei eu com essas opções. Segui ao final da rua onde disseram ter o melhor restaurante da cidade, mas lá só tinham 3 casais, eu gosto de ver pessoas então se a casa está vazia já perde pontos preciosos comigo.
Apesar de as ruas serem tenebrosas e me deixarem com medo a ponto de andar praticamente correndo, me arrisquei e percorri a cidade atrás de um local interessante para comer e encontrei a praça da igreja onde tinham várias banquinhas, parei lá mesmo e jantei um dos melhores hot dogs já experimentados por mim até hoje. A  iluminação na área da igreja era excelente, cheguei a fazer ótimas fotos do local até, o que me deixou intrigada. Porque as ruas da cidade que deveriam ser pelo menos razoavelmente iluminadas eram um breu só e a igreja tinha aquela luz toda? Só faltavam me dizer que era a luz divina que causava essa impressão.
No segundo dia com a cara de pau linda que o Senhor bom Deus me deu fiz amizades com alguns hóspedes do hotel, o nosso hotel também hospedava os funcionários da Petrobrás, metade dele na verdade era só dos laranjinhas. Uma vez amizade feita fomos jantar, os laranjinhas amigos e nós mocinhas do PCE, argumentamos boa parte da noite sobre o descaso com um município que tem tanto pra oferecer e várias formas de se desenvolver, ficamos sabendo sabendo enfim quais os melhores lugares para se comer, descobrimos curiosidades sobre a população local e várias outras coisas.
Praia durante a cheia foi impossível de conhecer então me conformei em ir até o porto fazer algumas fotos, em conhecer o Cristo da cidade, sim Coari tem um cristo redentor também. Em ir até a feira e fazer aquela já tradicional comparação de preços e produtos.
A cidade nos acolheu de braços abertos, a Seduc Coari está de parabéns, atenciosas nos recepcionaram, fizeram eventos, bem grandes por sinal, a coordenadora da Secretaria de Educação no município Marilene Maciel foi solícita em tudo o que foi pedido e até no que não foi.
As escolas estaduais não poderiam ser melhores, a escola estadual Thomé Medeiros Raposo até prêmio já recebeu, de melhor gestão escolar. A Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é referência em inclusão social, com 15 alunos especiais, divididos entre mudos, surdos e cegos, implantando a alfabetização de libras na rotina da escola.
O final da nossa passagem pelo município foi celebrado com um jantar oferecido pela coordenação da Seduc local, na casa da colaboradora Marília. Muita risada, ótima conversa e parceria marcaram o final dessa visita que com certeza ficará para a história.
Obrigada Coari, em junho estaremos juntos de novo!

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