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quarta-feira, maio 29, 2013

Conheça a história dos seis faróis localizados no interior do Amazonas

Izinha Toscano
 Farolete Jacaré, de 1924, o farol mais antigo em funcionamento no Amazonas. Foto: Acervo/CFAOC
Farolete Jacaré, de 1924, o farol mais antigo em funcionamento no Amazonas. Foto: Acervo/CFAOC
MANAUS – Em um Estado onde as distâncias são calculadas em “horas de barco”, viajar pelos rios é um hábito comum. No entanto, ao percorrer as ‘estradas fluviais’ da região quase não se percebe a existência dos seis faróis. Das estruturas, três estão nas proximidades de Manaus. Os outros três faroletes localizam-se no rio Amazonas, nas proximidades de Urucurituba; e no rio Solimões, em Coari e Manacapuru. Os sinais luminosos emitidos pelos faróis alcançam entre 5 e 10 milhas náuticas, ou 9,2 e 18,5 quilômetros.
A construção mais antiga, o Farolete Jacaré, de 1924, está localizado no rio Amazonas, próximo a Manaus  e tem 16 metros de altura. O alcance de seus sinais é de 5 milhas náuticas, ou 9,2 quilômetros. O segundo farol mais antigo, o Moronas, foi construído em 1929, e também mede 16 metros,  mas seu alcance é ainda maior: 12,9 quilômetros ou 7 milhas náuticas.

Em Urucurituba estão o Farolete Capella e Farolete Porto do Equador. O primeiro foi construído em 1976 e tem estrutura tubular, enquanto o segundo também é de 1976. Apesar da diferença estrutural, ambos medem 10 metros de altura. O alcance dos faróis é de 12,9 e 9,2 quilômetros, respectivamente.
Em Coari, os sinais do Farolete Barro Alto alcançam 10 milhas náuticas, ou 18,5 quilômetros. Com seus 12 metros de altura, a estrutura tubular foi construída em 1990. Já o Farolete Manacapuru emite sinais do alto de seus 16 metros que podem ser vistos em 14,8 quilômetros ou 8 milhas náuticas desde 1996.

Das seis construções, apenas dois estão inativos. Os faroletes Capella e Moronas, segundo a Capitania dos Portos, foram destruídos por ações da natureza. A instituição informou que já realizou um levantamento de recursos para a reconstrução e que em breve será efetuada pelo Serviço de Sinalização Náutica do Norte (SSN-4).

Funcionamento
Na lanterna dos faroletes, localizada no alto da estrutura, estão instalados equipamentos luminosos automáticos e fixos que exibem uma luz intermitente, um lampejo, com ritmo e cor definidos. Não há nenhum código específico, a não ser os lampejos e ritmo de cada farolete, que varia de acordo com a sua finalidade. A energia é proveniente de um sistema de painel solar.

Alfândega
De acordo com a historiadora Etelvina Garcia, Manaus teve um farol que, além de prestar serviços à navegação, servia de atração para os moradores da capital até início da década de 1970. O pequeno farol, que até hoje está no alto da torre da guardamoria, iluminava toda a extensão do porto, de leste a oeste.
“Era uma luz branca lindíssima que orientava a guarda aduaneira e ajudava na fiscalização dos barcos que chegavam a Manaus”, afirmou, ressaltando que a guarda da Alfândega se utilizava da iluminação do farol para identificar as embarcações que traziam contrabando para a cidade.
A iluminação atraia famílias para o Porto de Manaus, segundo a historiadora. “O farol da Alfândega fazia parte da vida da cidade. Naquela época, as famílias iam ao Porto olhar o rio iluminado pelo farol além de ver de perto navios estrangeiros”.
No alto da torre da guarda aduaneira, o Farol da Alfândega. Foto da década de 1950. Foto: Acervo/Ibge.
No alto da torre da guarda aduaneira, o Farol da Alfândega. Foto da década de 1950. Foto: Acervo/Ibge.

Localização
Farolete Barro Alto, em Coari, mede 12
metros e foi construído em 1990. Foto:Acervo/CFAOC.

Farolete Moronas (1929)
Latitude: 03°04,27’S
Longituge: 059°46,27’W
Torre de alvenaria no formato de cilindros superpostos, branca, com 16m de altura e luz de lampejo verde na altitude de 16 metros com alcance de 5M (9,2 quilômetros). Fica no extremo oeste de um banco próximo à margem direita do rio Amazonas.

Farolete Jacaré – 1924
Latitude: 03°03,23’S
Longitude: 059°47,28’W
Torre de alvenaria no formato de cilindros superpostos, branca, com 16m de altura e luz de lampejo encarnado na altitude de 16 metros com alcance de 7M (12,9 quilômetros). Fica sobre um banco junto à margem esquerda do rio Amazonas.

Farolete Capella – 1976
Latitude: 02°35,87’S
Longitude: 057°40,18’W
Torre tronco piramidal quadrangular em treliça metálica, branca, com placa de isibilidade, 10 metros de altura e luz de lampejo branco na altitude de 18 metros com alcance de 7M (12,9 km). Fica na margem esquerda do rio Amazonas.

Farolete Porto Equador – 1976
Latitude: 02°43,00’S
Longitude: 057°42,39’W
Torre com tronco piramidal quadrangular em treliça metálica, branca, com placa de visibilidade, 10 metros de altura, luz de lampejo branco com alcance de 5M (9,2 km) e setor de visibilidade de 150° (060° a 210°). Fica na margem direita do rio Amazonas, na localidade de Porto Equador.

Farolete Barro Alto – 1990
Latitude: 03°52.45’S
Longitude: 063°47.12’W
Torre tubular branca com 12 metros de altura, que emite luz com alcance de 10M (18,5 km).

Farolete Manacapuru – 1996
Latitude: 03°18.70’S
Longitude: 060°35.90’W
Torre com estrutura de treliça quadrangular branca, com 16 metros de altura, que emite sinais visíveis em por 8M (14,8 km).
Faróis Capella, Manacapuru e Porto Equador. Foto: Acervo/CFAOC.
Faróis Capella, Manacapuru e Porto Equador. Foto: Acervo/CFAOC.

Fonte: Portal Amazônia

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