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segunda-feira, maio 20, 2013

Obra no Palacete Silvério Nery é embargada por demolição irregular

O palacete foi construído como residência do político Silvério Nery (senador e governador) e serviu também, nos anos 80, como sede da Câmara Municipal de Manaus.
No embargo, a fiscalização verificou obstrução de logradouro público com exposição de madeira, com pregos fixados, pelo portão principal da casa.

Manaus
- Importante imóvel do conjunto arquitetônico do Centro de Manaus, o Palacete Silvério Nery, na Avenida Joaquim Nabuco, esquina com a Rua dos Andradas, teve a obra embargada pelo Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), nesta segunda-feira, 20.
O embargo aconteceu em razão de uma vistoria técnica onde foi constatado que houve alteração no projeto de reforma. O processo foi licenciado em outubro de 2012 e obra que em execução continha, inclusive, demolições internas não previstas na autorização concedida.

O caso chegou ao órgão a partir de uma denúncia feita no domingo, 19, de que o imóvel estava sendo demolido. Ainda no domingo, equipes de fiscalização do Implurb, da Defesa Civil e assessores da Secretaria Extraordinária de Requalificação do Centro (Semex) estiveram na Avenida Joaquim Nabuco, verificando a denúncia. No local estavam apenas pedreiros, que tiravam madeira da área interna, do teto e assoalho.

Em razão da importância histórica do antigo casarão, datado de 1899, o próprio presidente do Implurb, Roberto Moita, esteve no endereço verificando a situação da reforma. Ao revisar o projeto, a vistoria da Gerência de Levantamento Técnico (GLT) constatou que houve demolição interna da escada original, de todo o piso do primeiro e segundo pavimentos – o empreendimento tem três pavimentos –, há uma demolição de um segmento da fachada e que toda a alvenaria que estava sobre os pisos foi derrubada.
No palacete hoje só estão de pé as paredes externas e os pilares do meio da edificação, sem escoras, o que contraria os pedidos apresentados para obtenção da licença. O laudo informa ainda que foi retirado todo o madeirame: pisos, escada, vigas e pilares.

O embargo foi feito pelo desacordo com a autorização de reforma, que previa, entre outros, reconstituição da fachada histórica com recomposição dos elementos estéticos, como esquadrias, cimalhas, frisos, molduras e demais ornatos na forma original (nada iniciado); implantação de lajes pré-moldadas; aplicação de revestimento cerâmico interno para o piso dos dois pavimentos na cor bege; aplicação de revestimento em ladrilho hidráulico antiderrapante para o piso externo; aplicação de mármore carrara para as paredes divisórias dos banheiros; pintura na cor branca das portas de madeira de lei; entre outros.

A Defesa Civil alertou para a necessidade de a fachada receber um escoramento durante os trabalhos internos, a fim de reduzir qualquer possibilidade de risco e dano. Mas até a regularização da obra, a mesma deverá permanecer paralisada.

A certidão de reforma sem acréscimo foi cancelada pelo Implurb em razão da vistoria ter encontrado situação diferente do documento. No embargo, a fiscalização verificou obstrução de logradouro público com exposição de madeira, com pregos fixados, pelo portão principal da casa.

Parte de um importante conjunto arquitetônico, que incluí a Igreja Nossa Senhora dos Remédios e Faculdade de Direito da Ufam, o palacete foi construído como residência do político Silvério Nery (senador e governador) e serviu também, nos anos 80, como sede da Câmara Municipal de Manaus.

Fonte: www.d24am.com

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