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terça-feira, outubro 08, 2013

Professora de Coari desenvolve método para controle de "praga" da agricultura


A professora do Instituto de Saúde e Biotecnologia da Ufam de Coari, da Universidade Federal do Amazonas, a bióloga Adriana Dantas Gonzaga, desenvolveu um método para controlar as formigas cortadeiras a partir de microorganismos endofíticos (aqueles que habitam o interior da planta sem causar danos aparentes, principalmente fungos e bactérias) de plantas da Amazônia.

Considerados como “pragas” na agricultura, as formigas cortadeiras, popularmente conhecidas como saúvas foram a matéria-prima da pesquisa, tese de doutoramento do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia. As formigas causam prejuízos por desfolharem inúmeras quantidades de material vegetal.

O método comumente empregado para combater as formigas cortadeiras tem sido o uso indiscriminado de iscas tóxicas, sem levar em conta a espécie ou o nível dos danos. Com isso, podem ser prejudicadas muitas formigas que não são pragas agrícolas, e até outros organismos.

“Medidas de controle que causem menor impacto ambiental são de primordial importância, o que estimula o ressurgimento do uso do controle biológico”, explicou a pesquisadora. Ela começou a desenvolver trabalhos com controle alternativo de insetos, observando a preocupação dos agricultores e sua dificuldade em controlar alguns destes animais. ”Isso me fez questionar a importância de se combater os insetos de uma maneira efetiva e sem causar prejuízos ao meio ambiente”, disse a pesquisadora.

De acordo com ela, ainda serão necessários testes para validação e verificação do interesse da indústria para realizar a comercialização.

“Podemos controlar as formigas cortadeiras com produtos alternativos como plantas inseticidas, que muitas vezes encontram-se nas residências. Não posso entrar em detalhes devido o pedido de patente”, disse Gonzaga.
A patente do produto será solicitada este ano junto à Ufam. Futuramente, ele poderá ser comercializado como uma alternativa com menor impacto ambiental para o controle de pragas , pois não utiliza produtos químicos, causadores de inúmeros problemas ao meio ambiente, prejudiciais ao homem e a outros animais e poluidores do solo e da água.

Após a conclusão da tese de doutorado, a pesquisa segue com a verificação da produção de algumas enzimas pelos fungos inoculados dos formigueiros das formigas cortadeiras, estes podem ser utilizados em inúmeras ações biotecnológicas.

As pesquisas básicas correlacionadas com o projeto estão sendo executadas em vários outros projetos de pesquisa envolvendo estudantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic e Pibic JR) que participam do grupo de pesquisa Micro-organismos associados a insetos sociais da Amazônia.

Fonte: UFAM

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