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quinta-feira, março 20, 2008

FOTOGRAFIAS QUE MUDARAM O MUNDO

A imagem de Che

A famosa foto de Che Guevara, conhecida formalmente como "Guerrilheiro Heróico", onde aparece seu rosto com a boina negra olhando ao longe, foi tirada por Alberto Korda em cinco de março de 1960 quando Guevara tinha 31 anos num enterro de vítimas de uma explosão. Somente foi publicada sete anos depois. O Instituto de Arte de Maryland - EUA denominou-a "A mais famosa fotografia e maior ícone gráfico do mundo do século XX". É, sem sombra de dúvidas, a imagem mais reproduzida de toda a história expressa um símbolo universal de rebeldia, em todas suas interpretações, (segue sendo um ícone para a juventude não filiada às tendências políticas principais).



A agonia de Omayra

Omayra Sanchez foi uma menina vítima do vulcão Nevado do Ruiz durante a erupção que arrasou o povoado de Armero, Colômbia em 1985.Omayra ficou três dias jogada sobre o lodo, água e restos de sua própria casa e presa aos corpos dos próprios pais. Quando os paramédicos de parcos recursos tentaram ajudá-la, comprovaram que era impossível, já que para tirá-la precisavam amputar-lhe as pernas, e a falta de um especialista para tal cirurgia>resultaria na morte da menina. Omayra mostrou-se forte até o último momento de sua vida, segundo os paramédicos e jornalistas que a rodeavam.Durante os três dias, manteve-se pensando somente em voltar ao colégio e a seus exames e a convivência com seus amigos.O fotógrafo Frank Fournier, fez uma foto de Omayra que deu a volta ao mundo e originou uma controvérsia a respeito da indiferença do Governo Colombiano com respeito às vítimas de catástrofes. A fotografia foi publicada meses após o falecimento da garota. Muitos vêem nesta imagem de 1985 o começo do que hoje chamamos Globalização, pois sua agonia foi vivenciada em tempo real pelas câmaras de televisão de todo o mundo.


A menina do Vietnã
Em oito de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali se encontrava Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registou a famosa imagem. Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele.Qualquer um que vê essa fotografia, mesmo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças. Hoje em dia Pham Thi Kim Phuc está casada, com dois filhos e reside no Canadá onde preside a "Fundação Kim Phuc", dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora daUNESCO.




Execução em Saigon
O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei ocoronel com minha câmara? - Palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra,autor desta foto que mostra o assassinato, em um de fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro do Vietcong. Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por estafotografia um prêmio Pulitzer; mas ficou tão emocionalmente tocado com ela que se converteu em fotógrafo paisagístico.




A menina Afegã

Sharbat Gula foi fotografada quando tinha 12 anos pelo fotógrafoSteve McCurry, em junho de 1984. Foi no acampamento de refugiados NasirBagh do Paquistão durante a guerra contra a invasão soviética. Sua foto foi publicada na capa da National Geographic em junho de1985 e, devido a seu expressivo rosto de olhos verdes, a capa converteu-senuma das mais famosas da revista e do mundo.No entanto, naquele tempo ninguém sabia o nome da garota. O mesmo homem que a fotografou realizou uma busca à jovem quedurou exatos 17 anos. Em janeiro de 2002, encontrou a menina, já uma mulher de 30 anos e pôde saber seu nome. Sharbat Gula vive numa aldeia remota do Afeganistão, é uma mulher tradicional pastún, casada e mãe de três filhos. Ela regressou ao Afeganistão em 1992.




O beijo do Hotel de Ville

Esta bela foto, que data de 1950, é considerada como amais vendida da história. Isto devido à intrigante história com a que foidescrita durante muitos anos: segundo contava-se, esta foto foi tirada fortuitamente por Robert Doisneau enquanto encontrava-se sentadotomando um café. O fotógrafo acionava regularmente sua câmara entre aspessoas que passavam e captou esta imagem de amantes beijando-se compaixão enquanto caminhavam no meio da multidão. Esta foi a história que se conheceu durante muitos anosaté 1992, quando dois impostores se fizessem passar pelo casalprotagonista desta foto. No entanto o Sr. Doisneau indignado pela falsa declaração,revelaria a história original declarando assim aquela lenda: a fotografia não tinha sido tirada a esmo, senão que se tratava de dois transeuntes quepediu que posassem para sua lente, lhes enviando uma.cópia da foto como agradecimento. 55 anos depois Françoise Bornet (a mulher do beijo) reclamou os direitos de imagem das cópias desta foto e recebeu 200 mil dólares.


O beijo da Time Square
O Beijo de despedida a Guerra foi feita por Victor Jorgensen naTimes Square em 14 de Agosto de 1945, onde um soldado da marinhanorte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. O que é fora do comum para aquela época é que os dois personagens não eram um casal, eramperfeitos estranhos que haviam acabado de encontrar-se.A fotografia, grande ícone, é considerada uma analogia da excitaçãoe paixão que significa regressar a casa depois de passar uma longa temporada fora, como também a alegria experimentada ao término de umaguerra.


O homem do tanque de Tiananmen
Também conhecido como o "Rebelde Desconhecido", esta foi a alcunhaque foi atribuído a um jovem anônimo que se tornou internacionalmentefamoso ao ser gravado e fotografado em pé em frente a uma linha de vários tanques durante a revolta da Praça de Tiananmen de 1989 na RepúblicaPopular Chinesa. A foto foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite foi capa decentenas de jornais, noticiários e revistas de todo mundo. O jovem estudante (certamente morto horas depois) interpôs se a duas linhas detanques que tentavam avançar. No ocidente as imagens do rebelde foramapresentadas como um símbolo do movimento democrático Chinês: um jovem arriscando a vida para opor-se a um esquadrão militar. Na China, a imagem foi usada pelo governo como símbolo do cuidadodos soldados do Exército Popular de Libertação para proteger o povo chinês: apesar das ordens de avançar, o condutor do tanque recusou fazê-lo se isso implicava causar algum dano a um cidadão.


Protesto silencioso
Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamitaque se sacrificou até a morte numa rua movimentada de Saigon em 11 dejunho de 1963. Seu ato foi repetido por outros monges. Enquanto seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído. Thich Quang Duc protestava contra a maneira que a sociedade oprimia a religião Budista em seu país. Após sua morte, seu corpo foi cremado conforme à tradição budista. Durante a cremação seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietnã como relíquia.



Espreitando a morte
Em 1994, o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzerde foto jornalismo com uma fotografia tomada na região de Ayod (umapequena aldeia em Suam), que percorreu o mundo inteiro. A figura esquelética de uma pequena menina, totalmentedesnutrida, recostando-se sobre a terra, esgotada pela fome, e a ponto demorrer, enquanto num segundo plano, a figura negra expectante de um abutrese encontra espreitando e esperando o momento preciso da morte da garota. Quatro meses depois, abrumado pela culpa e conduzido por uma fortedependência às drogas, Kevin Carter suicidou-se.



The Falling Man
The Falling Man é o título de uma fotografia tirada porRichard Drew durante os atentados do 11 de setembro de 2001 contra astorres gêmeas do WTC. Na imagem pode-se ver um homem atirando-se de uma das torres.A publicação do documento pouco depois dos atentadosirritou a certos setores da opinião pública norte-americana. Ato seguido,a maioria dos meios de comunicação se auto-censurou, preferindo mostrar unicamente fotografias de atos de heroísmo e sacrifício. Ah sim... Maseles passaram exaustivamente na TV a morte de Saddam...



Triunfo dos Aliados
Esta fotografia do triunfo dos aliados na segunda guerra, onde umsoldado Russo agita a bandeira soviética no alto de um prédio, demorou a ser publicada, pois as autoridades Russas quiseram modificá-la. A bandeira era na verdade uma toalha de mesa vermelha e o soldadoaparecia com dois relógios no pulso, possivelmente produto de saque. Sendo assim foi modificada para que não ficase feiopara os soviéticos.



Protegendo a cria
Uma mãe cruza o rio com os filhos durante a guerra doVietnã em 1965 fugindo da chuva de bombas americanas.



Necessidade
Soldados e aldeãos cavam sepulturas para as vítimas deum grande terremoto acontecido em 2002 no Irã enquanto um menino segura ascalças do pai antes dele ser enterrado.

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