Lideranças
comunitárias de várias localidades situadas no trecho entre os
municípios de Codajás e Coari estão sendo vítimas dos “piratas”, como
são chamados os bandidos que assaltam independente do horário
embarcações pesqueiras e de recreio que navegam na região do Médio
Solimões. A denuncia é do presidente da Comissão de Segurança Pública da
Assembleia Legislativa do Amazonas(CSP/ALEAM), deputado Cabo Maciel
(PR). Além de roubar as vítimas, as agridem no meio do rio, deixando-se
sem nada.
Para o Cabo Maciel os ataques de “piratas” está cada vez mais
comuns nos rios da Amazônia. Eles agem em bando e invadem barcos de
passageiros, e até de pescadores. Sem policiamento a população
ribeirinha sente-se desprotegida.
Na última terça-feira(18.12.),
várias embarcações foram atacadas pelos bandidos conforme relataram aos
membros da CSP, algumas vítimas ao desembarcarem em Manaus. Além dos
trabalhadores e moradores, turistas que decidem visitar as comunidades
também estão sendo vítimas do bando.
Disse Cabo Maciel que
nossas principais estradas para se chegar à maioria dos municípios são
os rios. Por isso, ele sugere o governo pode implantar o programa “Ronda
no Rio”, nos moldes do programa “Ronda no Bairro”, em Manaus.
Ao
abordarem as vítimas eles roubam gasolina, objetos pessoais, motor
rabeta, dinheiro e ainda agridem as pessoas. O perigo está passando os
limites no meio do rio, pois os bandidos estão começando a atacar as
comunidades. Segundo ele, os piratas usam as mesmas táticas para abordar
as embarcações. “Geralmente são três homens, em lanchas-voadeiras e
armados”, concluiu o parlamentar.
As novas casas têm projetos que
privilegiam a acessibilidade e a convivência social. Nelas serão
construídos aquecedor solar e itens de acessibilidade como rampas e
portas e janelas mais amplas.
Foto: Divulgação
MANAUS – A população do município de Coari (distante
63 quilômetros de Manaus) será beneficiada com a construção de 540
unidades habitacionais. O acordo assinado entre o Governo do Amazonas e a
Prefeitura Municipal de Coari e a Caixa Econômica Federal aconteceu
nesta terça-feira (18).
O investimento é de R$ 32,4 milhões, resultado de articulações do
Governo do Estado com o Ministério das Cidades. As habitações fazem
parte do programa Minha Casa, Minha Vida e são destinadas a famílias com
renda familiar de até R$ 1.600.
O Governo do Estado firmou Termo de Parceria com a Prefeitura por
meio do qual o Município faz a doação de uma área para o empreendimento e
o Estado oferece apoio institucional e técnico para articulação dos
financiamentos. Além de Coari, as Prefeituras do Careiro da Várzea,
Autazes, Silves e de Novo Airão também assinaram Termo de Parceria com o
Governo Estadual que viabilizará a construção de aproximadamente mil
unidades habitacionais. Os recursos também são repassados pelo
Ministério das Cidades, por meio da Caixa ou Banco do Brasil.
Projeto diferenciado
As novas unidades habitacionais têm projetos diferenciados, que
privilegiam a acessibilidade e a convivência social. As habitações terão
aquecedor solar e itens de acessibilidade como rampas e portas e
janelas mais amplas. Nas áreas comuns, o empreendimento terá
estacionamento, salão de festas, praça com playground e um salão social
com 400 metros quadrados voltados às pessoas da terceira idade, que terá
palco de apresentações e salas para atividades diversas.
Maria Luiza Picanço afirma que o programa Minha Casa, Minha Vida
beneficia diretamente famílias que têm dificuldade de acesso a
financiamentos para realizar o sonho da casa própria, além de estar
inserido no contexto da gestão Omar Aziz, que favorece o aspecto s ocial,
buscando atender prioritariamente os mais necessitados na capital e no
interior.
Trinta pescadores indígenas (entre homens e mulheres)
do município de Coari (a 370 quilômetros de Manaus) começaram a
participar, nesta terça-feira (dia 18), do Curso de Contagem do
Pirarucu. Até o próximo sábado, eles percorrerão 23 lagos da comunidade
Paraná do Duduruá para realizar a atividade, que consiste na contagem e
validação da contagem, para posterior solicitação de cota com vistas à
captura do produto em 2013.
O curso é realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da parceria
entre a Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind), a
Associação dos Povos Indígenas Tikuna do Paraná do Dururuá (Apitpad) e a
Prefeitura Municipal de Coari.
O apoio é da Associação das Comunidades de Jutaí (ACJ), que
disponibilizou um técnico para realizar a capacitação e outro, da
Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), para validação da
contagem.
A ação é da Câmara Sustentabilidade Econômica dos Povos Indígenas, do
Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a
Fundação Nacional do Índio (Funai).
Um novo caminho para fraudar as
eleições informatizadas brasileiras foi apresentado ontem (10/12) para
as mais de 100 pessoas que lotaram durante três horas e meia o auditório
da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro (SEAERJ), na
Rua do Russel n° 1, no decorrer do seminário “A urna eletrônica é
confiável?”, promovido pelos institutos de estudos políticos das seções
fluminense do Partido da República (PR), o Instituto Republicano; e do
Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Fundação Leonel Brizola-Alberto
Pasqualini.
Acompanhado por um especialista em
transmissão de dados, Reinaldo Mendonça, e de um delegado de polícia,
Alexandre Neto, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas
como Rangel por questões de segurança, mostrou como — através de acesso
ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de
Janeiro, sob a responsabilidade técnica da empresa Oi – interceptou os
dados alimentadores do sistema de totalização e, após o retardo do envio
desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou
resultados beneficiando candidatos em detrimento de outros – sem nada
ser oficialmente detectado.
“A gente entra na rede da Justiça
Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a
totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos.
Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser
fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para
fraudar resultados.
O depoimento do hacker – disposto a
colaborar com as autoridades – foi chocante até para os palestrantes
convidados para o seminário, como a Dra. Maria Aparecida Cortiz,
advogada que há dez anos representa o PDT no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) para assuntos relacionados à urna eletrônica; o professor da
Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Dourado
de Rezende, que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil,
também há mais de dez anos; e o jornalista Osvaldo Maneschy, coordenador
e organizador do livro Burla Eletrônica, escrito em 2002 ao término do primeiro seminário independente sobre o sistema eletrônico de votação em uso no país desde 1996.
Rangel, que está vivendo sob proteção
policial e já prestou depoimento na Polícia Federal, declarou aos
presentes que não atuava sozinho: fazia parte de pequeno grupo que –
através de acessos privilegiados à rede de dados da Oi – alterava
votações antes que elas fossem oficialmente computadas pelo Tribunal
Regional Eleitoral (TRE).
A fraude, acrescentou, era feita em
benefício de políticos com base eleitoral na Região dos Lagos – sendo um
dos beneficiários diretos dela, ele o citou explicitamente, o atual
presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
(Alerj), o deputado Paulo Melo (PMDB). A deputada Clarissa Garotinho,
que também fazia parte da mesa, depois de dirigir algumas perguntas a
Rangel - afirmou que se informará mais sobre o assunto e não pretende
deixar a denúncia de Rangel cair no vazio.
Fernando Peregrino, coordenador do seminário, por sua vez, cobrou providências:
“Um crime grave foi cometido nas
eleições municipais deste ano, Rangel o está denunciando com todas as
letras – mas infelizmente até agora a Polícia Federal não tem dado a
este caso a importância que ele merece porque ele atinge a essência da
própria democracia no Brasil, o voto dos brasileiros” – argumentou
Peregrino.
Por ordem de apresentação, falaram no
seminário o presidente da FLB-AP, que fez um histórico do voto no Brasil
desde a República Velha até os dias de hoje, passando pela tentativa de
fraudar a eleição de Brizola no Rio de Janeiro em 1982 e a
informatização total do processo, a partir do recadastramento eleitoral
de 1986.
A Dra. Maria Aparecida Cortiz, por sua
vez, relatou as dificuldades para fiscalizar o processo eleitoral por
conta das barreiras criadas pela própria Justiça Eleitoral; citando, em
seguida, casos concretos de fraudes ocorridas em diversas partes do país
– todos abafados pela Justiça Eleitoral. Detalhou fatos ocorridos em
Londrina (PR), em Guadalupe (PI), na Bahia e no Maranhão, entre outros.
Já o professor Pedro Rezende,
especialista em Ciência da Computação, professor de criptografia da
Universidade de Brasília (UnB), mostrou o trabalho permanente do TSE em
“blindar” as urnas em uso no país, que na opinião deles são 100%
seguras. Para Rezende, porém, elas são “ultrapassadas e inseguras”. Ele
as comparou com sistemas de outros países, mais confiáveis,
especialmente as urnas eletrônicas de terceira geração usadas em
algumas províncias argentinas, que além de imprimirem o voto, ainda
registram digitalmente o mesmo voto em um chip embutido na cédula,
criando uma dupla segurança.
Encerrando a parte acadêmica do
seminário, falou o professor Luiz Felipe, da Coppe da Universidade
Federal do Rio de Janeiro, que em 1992, no segundo Governo Brizola,
implantou a Internet no Rio de Janeiro junto com o próprio Fernando
Peregrino, que, na época, presidia a Fundação de Amparo à Pesquisa do
Rio de Janeiro (Faperj). Luis Felipe reforçou a idéia de que é
necessário aperfeiçoar o sistema eleitoral brasileiro – hoje inseguro,
na sua opinião.
Surpresos em ver os nomes na lista de doadores do prefeito Adail
Pinheiro, José Antônio e Adriane Afonso afirmam não ter doado um centavo
ao político.
LÚCIO PINHEIRO
Além de ter o nome na lista dos ‘fichas sujas’, prefeito de Coari
possui pendências no TCE e sentença condenatória do TRE-AM
(Márcio Silva)
Condenado
em processos no Tribunal de Contas da União e do Estado (TCU e TCE), o
prefeito eleito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), é acusado agora de
incluir na lista de doadores de campanha pessoas que afirmam nunca ter
doado um centavo ao político. Surpresos em ver os nomes na lista de
doadores de Adail, José Antônio Moreira Afonso e Adriane Silva Afonso,
pai e filha, denunciaram o prefeito eleito ao Ministério Público Federal
(MPF).
Na relação de financiadores
de campanha apresentada por Adail à Justiça Eleitoral, consta que José
Antônio e Adriane Silva doaram, cada um, R$ 30 mil em espécie ao
prefeito eleito. No termo de declaração que fez no MPF, José Antônio,
que é microempresário, afirma que “não fez nenhum depósito em espécie
para a campanha do candidato”. O empresário é proprietário da empresa J.
A. M. Afonso, em Coari.
Adriane
Silva, filha de José Antônio, denunciou o prefeito eleito ao MPF no
último dia 5. No termo de declaração, a microempresária também defende
que não possui sequer vínculo de amizade com Adail.
“A
declarante informa que não tem cabimento o nome de sua empresa constar
como doadora da campanha de Adail”, diz trecho do termo de declaração de
Adriane Silva. A microempresária é proprietária da empresa Adriana S.
Afonso.
O 2º parágrafo do artigo 30 a
da Lei das Eleições ( Lei nº 9.504/1997) afirma que, “comprovados
captação ou gastos ilícitos de recursos, para fins eleitorais, será
negado diploma ao candidato, ou cassado, se já houver sido outorgado”.
Brasília – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou de pauta na última hora no dia de ontem, o processo contra o prefeito eleito de Coari, interior do Estado do Amazonas, Adail Pinheiro (PRP), que é acusado de possuir ficha suja, inclusive ficar impedido de vir a ser empossado no mencionado cargo.
O processo denunciando Adail Pinheiro chegou a ser retirado de pauta, uma vez que havia sido confirmado para ser julgado no plenário do TSE, em Brasília. Ninguém chegou a explicar os motivos que levaram os membros do órgão federal tomar esta decisão. Os advogados contratados pelo candidato a Prefeitura Municipal de Coari, Raimundo Nonato Magalhães (PRB) chegaram a questionar os motivos sobre a retirada inesperada da matéria que estava pronta para ser julgada.
Diante deste quadro anunciado pelos membros do TSE, em Brasília, agora, os advogados de acusação querem saber para quanto tempo será dado o prazo para que a matéria possa ser novamente marcada a fim de ser apreciada em plenário. Esta não e a primeira vez que, o TSE consegue anunciar para imprensa, o cancelamento de processos a serem apreciados pelos membros do TSE para que, os crimes cometidos pelo prefeito eleito de Coari sejam apreciados.
O voto do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral,
indeferindo o registro de candidatura do prefeito reeleito de Barcelos,
José Ribamar Beleza, com base em decisões do TCU, poderá ser adotado em
relação ao ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro.
Toffoli é relator do recurso especial interposto
pelo Ministério Público Eleitoral contra o registro de candidatura de
Adail. O TRE-Am considerou o prefeito eleito de Coari fora do alcance
lei da “ficha suja. Mas o caso de Adail tem semelhanças com o de José
Ribamar Beleza. As condenações no TCU indicam que o ministro pode
adotar no seu voto a mesma linha usada para justificar o indeferimento
da candidatura do prefeito reeleito de Barcelos.
Caso o registro de candidatura de Adail Pinheiro seja indeferido, Coari
não terá novas eleições. O segundo colocado, Raimundo Magalhães
(PRB), é quem assume o cargo, uma vez que Adail não obteve mais de
50% dos válidos.
Frente
Parlamentar quer mais rapidez no julgamento do caso de Coari e dos
prefeitos brasileiros que foram eleitos, mas estão “pendurados” no TSE
Manaus (AM), 02 de Dezembro de 2012
ANTÔNIO PAULO/JORNAL A CRÍTICA
Morador de Coari Joel de Souza Rocha está acampado em frente ao TSE há 40 dias
(Roque de Sá/Ag. Tempo)
BRASÍLIA
(SUCURSAL) – A Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, do Congresso
Nacional, tem reunião marcada para a próxima terça-feira (11/12), e na
pauta estará uma solicitação do coordenador do grupo, deputado federal
Francisco Praciano (PT): pedir uma audiência com o ministro do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), José Dias Toffoli, relator do Recurso Especial
nº 15105 que trata do pedido de inelegibilidade do prefeito eleito de
Coari, Adail Pinheiro (PRP). Condenado em processos no Tribunal de
Contas da União e do Estado (TCU e TCE), o Ministério Público Eleitoral
quer enquadrar Adail na Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010).
Se
for confirmada a reunião com Dias Toffoli, a Frente Parlamentar vai
pedir mais rapidez no julgamento do caso de Coari e dos prefeitos
brasileiros que foram eleitos, mas estão “pendurados” no TSE.
A
proposta de Praciano, a ser levada à Frente Parlamentar de Combate à
Corrupção, surgiu depois que ele fez uma visita ao coariense Joel de
Souza Rocha, 42, que desde o dia 22 de outubro está em frente ao
Tribunal Superior Eleitoral em um protesto que pede a aplicação da Lei
da Ficha Limpa. Solteiro, com uma filha de 19 anos, Joel saiu de Coari e
chegou a Brasília com recursos próprios e ajuda de amigos. De segunda à
sexta-feira, alimenta-se somente de líquidos. Evangélico, ele diz que
não está fazendo greve de fome, mas jejum e muita oração para que o TSE
julgue favorável o pedido do Ministério Público e torne Adail Pinheiro
inelegível.
“Um
dia, a corrupção será tratada como crime hediondo, pois, para mim ela
mata e escraviza muito mais, tirando o sonho, a oportunidade de moradia,
de emprego e renda, saúde e educação. Se eu não voltar mais para minha
cidade, o que importa é que a Lei da Ficha Limpa pode dar oportunidade
aos que estão lá e que mude a vida deles”, declarou Joel. Segundo ele, o
protesto vai terminar no dia que o processo de Adail Pinheiro for
julgado pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral.
Para
Praciano, o protesto e a indignação de Joel Rocha mostram que os
filtros da sociedade e do Estado não são suficientes para barrar a
corrupção. “Primeiramente, passou pelo povo que o elegeu novamente,
depois passou pelas instâncias da Justiça. Diversas instituições como a
Igreja, OAB, Associação de Magistrados e do Ministério Público,
movimentos sociais e mais de dois milhões de pessoas pediram a aplicação
da Ficha Limpa, aí vem Coari e ratifica, a própria sociedade o libera e
o Estado não tem mecanismos mais ágeis para barrar essa triste e
lamentável história”, disse.
Casos
Adail
Pinheiro é um dos cinco prefeitos eleitos no Amazonas que aguardam o
julgamento de recursos pelo TSE sobre o registro de candidatura. Os
outros quatro são: Washington Régis, de Manacapuru; Abraham Lincoln, de
Codajás; Antônio Lima, de Boca do Acre; e Raimundo Sampaio, de Autazes.
Sem data definida, o recurso do MPE contra Adail está pronto para ser
julgado pelo ministro José Dias Toffoli.
O prefeito de Coari Arnaldo Mitouso atrasou os salários dos enfermeiros, técnicos de enfermagem e os médicos e anunciou
que só fará o pagamento no dia 20 de dezembro. E pior: Lavou as mãos
com o pagamento dos salários relativos ao mês de dezembro. "Isso não é
mais comigo", destacou Mitouso, que perdeu a melhor das oportunidades
políticas, ao ser eleito prefeito tampão para um mandato de mais de dois
anos e traiu o movimento democrático que o elegeu, rompendo
compromissos aqui e ali. Vai sair da prefeitura de forma
melancolicamente, dando calote em médicos, técnicos e enfermeiros.
Mosquitos da malária resistente a inseticida foram identicados na Amazônia (Foto: Ricardo Oliveira/Ag. FAPEAM)
Principais responsáveis pela diminuição dos casos de malária na
Amazônia, os inceticidas são aliados no combate ao Anopheles darlingi,
vetor da malária. Porém, no município de Coari foi identificada uma
resistência ao método por uma população do mosquito.
Buscando entender a eficácia do inseticida Deltametrina no combate à
doença no município, a mestre em Genética, Conservação e Biologia
Evolutiva do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Millena
Vilhena Naice, realizou um estudo que demonstrou que as ocorrências da
doença aumentaram não pela ineficiência do inseticida, mas sim pelas
condições climáticas do local.
O estudo intitulado ‘Expressão de genes de resistência a inseticidas
em Anopheles darlingi root, 1926 (Diptera: Culicidae) de Coari-AM, em
condições de estresse químico’ contou com aporte financeiro do Governo
do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do
Amazonas (Fapeam), via Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação
Stricto Sensu (Posgrad).
Naice explicou que ao longo dos dois anos de pesquisa coletou
amostras de mosquitos Anopheles darlingi para análise no município de
Coari. Após a coleta, os mosquitos foram transportados para o
Laboratório de Malária e Dengue da Coordenação de Pesquisas em Ciências
da Saúde do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (CPCS/Inpa).
“Fizemos testes para padronizar as concentrações do inseticida
Deltametrina e, desde então, foram analisados e catalogados todos os
resultados”, disse ela na dissertação.
No primeiro teste, foi verificado que o tempo médio de mortalidade do
mosquito foi em soluções letais de inseticida de 0,05% e 0,025% de
concentração. A partir do segundo teste, as soluções letais de
inseticida foram diluídas em água e ficaram em 0,0125%; 0,00625%;
0,009375% e 0,003125%. “Nesse teste, foi identificado qual a taxa de
mortalidade para cada concentração para acharmos a dosagem ideal”,
explicou a pesquisadora.
No terceiro teste, foram utilizadas soluções letais de 0,025%, além
da concentração de 0,003125% do segundo teste e a concentração de
0,0015625% feita a partir da concentração de 0,003125%. “Verificamos
assim quanto de inseticida é necessário para matar o mosquito
contribuindo para o conhecimento da resposta do Anopheles darlingi
contra o Deltametrina”, contou.
Existem quatro tipos de mecanismos de resistência dos mosquitos a
inseticidas, entre eles: aumento do metabolismo dos produtos não
tóxicos; diminuição dos sítios alvo da sensibilidade; diminuição das
taxas de penetração do inseticida e aumento das taxas de excreção do
inseticida.
O aumento do metabolismo dos mosquitos em relação aos produtos não
tóxicos e a diminuição dos sítios alvo da sensibilidade são consideradas
as formas de resistência mais importantes no combate à doença.
De acordo com a pesquisadora, no município de Coari, devem ser
consideradas ainda o impacto das alterações ambientais relativas à
intensidade e sazonalidade das chuvas na Amazônia, fato que interfere na
dinâmica de transmissão da malária.
“No município de Coari, têm ocorrido uma expansão populacional do
vetor Anopheles darlingi em decorrência de verões atípicos e períodos
chuvosos na região”, afirmou.
SOBRE A MALÁRIA
Conhecida também como impaludismo, a malária é uma das infecções que
causam mais mortes no mundo e vem sendo caracterizada como um dos
problemas de saúde pública. Essa doença tem distribuição geográfica em
cerca de 107 países e territórios de regiões tropicais dos continentes
africano, asiático e nas Américas.
Essa parasitose chegou ao Brasil por volta dos anos 1930 junto com o
Anopheles gambiae (principal vetor na África). Atualmente, pela
prevalência do clima tropical propicio à proliferação dos mosquitos a
Amazônia é alvo constante de casos da doença.
SOBRE O POSGRAD
Consiste em apoiar, com bolsas de mestrado e doutorado, e auxílio
financeiro, as instituições localizadas no Estado do Amazonas que
desenvolvem programas de pós-graduação Stricto Sensu credenciados pela
Capes.
Antes restrita aos estudantes matriculados a partir do 6º ano do
ensino fundamental a disciplina de educação física na rede pública
estadual de educação será ampliada a partir de 2013 para estudantes do
1º ao 5º ano. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28) pelo
secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva, na ocasião
da visita do bicampeão olímpico e ex-levantador da seleção brasileira de
vôlei, Maurício Lima, a escolas de Manaus.
De
acordo com o secretário da Seduc a medida visa contribuir com o
desenvolvimento integral dos estudantes das séries iniciais da educação
básica, focando no favorecimento das habilidades motoras e estímulo à
qualidade de vida por meio do esporte e orientação para uma vivência
mais saudável. Segundo ele, mais de cem mil estudantes serão
beneficiados com esta ação já no início do ano letivo de 2013. “Esta é
uma decisão do Governo do Estado que trará um grande impacto na formação
educacional das crianças. Acreditamos que o desenvolvimento da educação
física e da prática esportiva monitorada influenciará positivamente no
desempenho escolar e na qualidade de vida de centenas de estudantes”,
apontou Rossieli Silva.
O
secretário da Seduc lembrou que a decisão atende também a um antigo
anseio da classe dos professores. “Sabemos da importância dos
profissionais da educação física e acreditamos que a iniciativa do
Governo do Estado contribui para a valorização do magistério. Cabe-nos
agora, em conjunto com os professores, planejar maneiras criativas para
desenvolver projetos diferenciados voltados para o público infantil”,
frisou Rossieli Silva, mencionando que aproximadamente 250 professores
devem ser recrutados para a função.
Secretário Rossieli Silva afirmou que a medida será adotada já no início do ano escolar de 2013.
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