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sábado, abril 05, 2014

A riqueza e a miséria de Coari

Sob a gestão do prefeito Adail Pinheiro (PRP), o segundo município mais rico do Amazonas tem alguns dos piores indicadores de desenvolvimento do Estado

Com as denúncias sobre uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes no município de Coari, a 363 km de Manaus, que teria o próprio prefeito Adail Pinheiro (PRP) e funcionários da administração municipal à frente, a corrupção e a ineficiência da gestão local ficam, mais uma vez, a nu.
Dados divulgados no ano passado mostram que Coari, que possui o 2º PIB do estado, devido à exploração de gás natural e petróleo, que teriam gerado cerca de R$ 71 milhões em royalties em 2013, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a cidade está em 21º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do estado, com indicadores que o levantamento classificou como “baixos”, em julho do ano passado.

A situação contrasta fortemente com a riqueza do município. Com repasses de mais de R$ 48 milhões pelo governo estadual* e R$ 144 milhões do governo federal* – entres os quais a arrecadação dos royalties –,  para uma população de 77 mil pessoas, Coari teria recursos de sobra para investir em educação, saúde e infraestrutura. Não é o que acontece.

As denúncias de uso de veículos a serviço do poder público por particulares, entre eles o prefeito Adail, evidenciam o descaso da prefeitura no atendimento às necessidades básicas da população. No ranking do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que avaliou o IDH-M, a educação do município recebeu a classificação “muito baixo”. O perfil de Coari no levantamento mostra que pouco mais de 20% dos adultos do município chegou a completar o ensino médio – 24% da população abaixo dos 25 anos é completamente analfabeta.

Fonte: ACritica

Caso Coari: conheça as dificuldades em combater redes de exploração sexual de crianças e adolescentes

                               Créditos: Leonardo Morais 
Yuri Kiddo, do Promenino com Cidade Escola Aprendiz
 
Banhado pelo rio Solimões e no coração da floresta amazônica está o município de Coari. A pouco mais de 300 quilômetros de Manaus, na cidadezinha do interior do Amazonas, vivia Iara [nome fictício], menina de 13 anos de idade e gostos comuns. A partir de um convite, ela entrou em uma rede de exploração sexual. Aos 16 ela foi encontrada morta por overdose de cocaína em um quarto de motel na capital amazonense. O caso levantou suspeitas porque Iara “mal bebia cerveja”, segundo relatos de familiares, vizinhos e amigos. 
 
Assim como ela, outras garotas de Coari tiveram um final parecido ou estão sendo ameaçadas e sob a proteção para vítimas e testemunhas do Estado. No caso de Iara, três dias antes de morrer ela havia denunciado uma rede de exploração sexual, que envolveria o prefeito do município, Adail Pinheiro. 
 
Provisoriamente preso há quase um mês, o prefeito, membro do Partido Republicano Progressista (PRP), está em seu terceiro mandato e é réu em pelo menos 70 processos que tramitam na Justiça do Amazonas. Entre as denúncias, estão corrupção, pedofilia e exploração sexual de crianças e adolescentes. Além dele, outros cinco suspeitos também foram detidos, todos de cargos públicos da região. 
 
“Há um indício muito forte de que a rede que serve o prefeito é estimulada ou alimentada por recursos públicos”, afirma a presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Erika Kokay. Para a deputada federal é necessário uma ação mais ampla. “Só o afastamento do prefeito é insuficiente, precisamos de intervenção no município. [A rede] É um corpo muito grande que funciona sem a cabeça.”
 
Segundo a defesa de Adail Pinheiro, o ex-prefeito é inocente de todas as acusações. Em entrevista à Rádio Amazonas FM, o advogado de Pinheiro, Alberto Simonetti, afirmou que as acusações divulgadas pela mídia são “fantasia” e que há uma disputa política por trás. “O município de Coaria é estratégico no estado e ninguém pode se iludir que não há segundas intenções em tudo o que está se fazendo.” 
 
“Parados no tempo”
 
Renato Souto, do MNDH, aponta a dificuldade em desmantelar a rede e acredita somente na intervenção de órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas. “Estamos há muito tempo lutando para que isso seja apurado. O prefeito nunca foi julgado e não houve justiça. Aqui no Amazonas a lei não funciona, o que reina chama-se corrupção, suborno e outras práticas criminosas sustentadas com dinheiro público.” O Conselho Nacional de Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República solicitaram que o caso seja tratado pela Justiça Federal. 
 
Mais esperançosa, a presidente da CPI, Erika Kokay, está solicitando uma intervenção estadual para limpar a máquina pública. “Precisamos assegurar um posicionamento mais célere da própria Justiça. É difícil que aja esse nível robusto de violação e exploração sexual sem a conivência ou nível de participação – mesmo que pelo silêncio – de outros segmentos do Estado.” 
 
Como forma de prevenir novos casos, a cidade foi inclusa no Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes (Pair), do governo federal. A iniciativa traz ações voltadas para prevenção e enfrentamento de violência sexual contra crianças e adolescentes. 
 
Para os especialistas, as redes de exploração sexual só podem ser desarticuladas se a lei for cumprida. “As políticas públicas já existem, mas não são executadas em nenhum nível, seja municipal, estadual ou federal. Mas também, quando há formação e capacitação técnica, falta infraestrutura”, afirma Marlene. Benedito dos Santos ressalta a importância da isenção dos órgãos locais é fundamental entretanto, “quando há comprometimento dos órgãos de segurança e autoridades, pode-se acionar a Polícia Federal”.
 
“Enquanto os políticos não tomarem as decisões necessárias para exercer a lei e avançar no discurso e nas ações, os exploradores estão muito mais atualizados, desenvolvidos e espertos, enquanto nós estamos parados no tempo”, aponta a socióloga, que inclusive está jurada de morte em uma capital brasileira. “Eu, uma única pesquisadora, cheguei e consegui descobrir uma rede de cafetões nesta cidade e a polícia não?”
 
Infância à venda
 
Poder, fetiche, impunidade, vulnerabilidade socioeconômica das vítimas ou pura oportunidade de comércio. Para especialistas, esses são os principais fatores que favorecem o surgimento da rede de exploração sexual. “Alguns exploradores têm dinheiro e outros não, mas sempre há alguma forma de poder”, afirma a socióloga Marlene Vaz, que pesquisa o tema desde a década de 1970. 
 
Segundo o professor e pesquisador da Universidade Católica de Brasília, Benedito dos Santos, também consultor do Unicef, as redes se iniciam com a ação de um aliciador local em busca de lucro. “As pessoas se juntam, principalmente, por uma oportunidade financeira. O aliciador cria conexão com taxistas e redes hoteleiras, por exemplo.” 
 
A indústria de entretenimento também pode fomentar a exploração sexual de crianças e adolescentes. São bares, restaurantes e boates que aliciam meninas com menos de 18 anos para programas. Além disso, há ainda o turismo. Na região do Amazonas, por exemplo, o turismo de pesca é muito forte e há relatos de programas com meninas que chegam a custar R$ 10 mil para estrangeiros. “Existe muito arraigado o turismo interno de negócios, da pescaria, das convenções, por exemplo, que se beneficia e incentiva a exploração sexual. Isso acontece bastante na região central do Brasil”, explica o consultor do Unicef. 
 
Durante pesquisas sobre o tema, a socióloga relata ter percebido que o peso do poder político nas redes de exploração sexual. “Há muita facilidade e poder nas mãos desses grupos que se envolvem com exploração. Encontrei muitos anúncios em jornais, em Brasília, oferecendo acompanhantes, mas que na verdade estão oferecendo exploração sexual de adolescentes para políticos”, afirma. “Há ainda casos de desfiles de meninas em Porto Velho (RO), promovido por um vereador, para deputados e magistrados escolherem qual delas eles irão explorar.” 
 
A relação de poder também pode ser oriundo da influência do explorador sobre a vítima, não envolvendo poder econômico ou político. É o caso, explica a pesquisadora, quando há o envolvimento de professores que aliciam alunas. “O professor também utiliza a posição para exercer poder e sedução em sala de aula.” 
 
Segundo Marlene, as pessoas mais envolvidas em casos de exploração sexual são as que sofreram algum tipo de violência sexual na infância; os pedófilos - que possuem um transtorno metal --; e os circunstanciais. “Esse último grupo é o principal, são aqueles educados que o poder dele está sobre minorias, em especial meninas e mulheres”, aponta. “Então quando o cara tem sua autoestima abalada, ele cria uma pseudo autoestima exercendo poder sobre o sexo e violência em prostíbulos e em casa, no próprio lar”, analisa a socióloga. 
 
A questão cultural também pesa, de acordo com Santos. “Há muitos mitos sexuais ao redor da juventude brasileira que precisam ser revisados na nossa cultura, como o fetiche da virgindade. Uma pessoa que tem consciência de direitos e das consequências para as crianças e adolescentes não busca conforto sexual nesse tipo de relação.” Segundo os entrevistados, o comportamento de quem consome o sexo pode vir de uma sociedade de consumo e que transforma a mulher em objeto, herança da barbárie crônica medieval e coronelista ainda muito presente.

terça-feira, março 11, 2014

Coariense Herdeson Capoeira entrou para a Academia Team Nogueira



O Coariense Herdeson Capoeira entrou para a Academia Team Nogueira, no Rio de Janeiro, e assinou contrato como lutador da Equipe dos Irmãos Nogueiras, Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro.

Capoeira tem 21 anos e teve uma infância humilde em nossa cidade, mas chegou a uma das melhores equipes de MMA do mundo. Foi admitido na Academia Team Nogueira no dia 03 de março de 2014, com um card de 8 lutas, 2 derrotas iniciais e 6 vitórias consecutivas.

Agora temos dois atletas coarienses na Academia Team Nogueira, pois Di Assis já era lutador e já vem fazendo lutas pela mesma academia.

Di Assis, com 26 anos, foi admitido na Academia Team Nogueira no dia 20 de Fevereiro de 2013. Com um card de 11 lutas, 2 derrotas, 1 empate e 8 vitórias, Lutará no evento Coliseu Extreme Fight, no dia 13 de Março (quinta-feira) com transmissão ao vivo pelo canal Esporte Interativo.




sábado, março 01, 2014

Seguem abertas as inscrições para bolsas de estudo em faculdades de Coari.

Os candidatos que querem ingressar em um curso superior neste semestre, ainda têm a oportunidade de concorrer às bolsas de estudo de até 50% do Educa Mais Brasil para graduação EAD. Em todo o estado, o programa está disponibilizando mais de 1.500 bolsas.

O principal critério para participar da seleção é que o candidato não tenha condições financeiras de arcar com a mensalidade integral. “O objetivo do programa é contribuir com a inclusão educacional do país. Esse benefício é uma importante alternativa para estudantes que não teriam perspectiva de ingressar no ensino superior de qualidade sem esse benefício, afirma Andréia Torres, Diretora de Expansão e Relacionamento do programa.

Conhecido por ser o maior programa de inclusão educacional do país, o Educa Mais Brasil também oferece bolsas de estudo para o ensino básico e cursos técnicos. As inscrições para concorrer a uma das vagas são gratuitas e devem ser realizadas através do site
www.educamaisbrasil.com.br

Mais informações podem ser adquiridas também com a central de atendimento no telefone 0800 724 7202 ou 0800 724 7775.

terça-feira, fevereiro 18, 2014

Manifestação em Coari Pela Cassação de Adail Pinheiro


Com faixa, cartazes e bonecas, dezenas de cidadãos coarienses voltaram às ruas no início da noite desta terça-feira (18) para manifestar-se contra a corrupção e a pedofilia e exigir que da Câmara de Vereadores do Município, a cassação do mandato do prefeito de Coari, Adail Pinheiro, preso desde o dia 08 de fevereiro no Batalhão da Polícia Militar, em Manaus. Adail e o alto escalão da prefeitura de Coari são acusados de liderar e manter, com verba pública, desde 2001, uma rede de prostituição contra crianças e adolescentes.
Os manifestantes saíram da Praça do Estudante e caminharam cerca de três quilômetros até a Praça São Sebastião, onde está localizado o prédio da Câmara Municipal de Coari (CMC), e lá permaneceram até ao final da primeira sessão ordinária do legislativo coariense, de 2014.
Durante a caminhada e o tempo que permaneceram na frente da CMC, os manifestantes gritavam exigindo posicionamento dos vereadores diante dos escândalos que envolvem Adail Pinheiro.
A manifestação foi organizada pelo Conselho de Cidadãos de Coari (CONSICO) e teve total apoio da União de Estudantes de Coari (UNE).

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Coarienses Clamam Por Justiça e Realizam Manifestação Conta Pedofilia



Com o tema “Coari Clama por Justiça”, cerca de 2 mil pessoas foram as ruas da Cidade de Coari na noite dessa quarta-feira, 05 de fevereiro, para manifestar sua indignação contra à corrupção e os casos de pedofilia que envolvem o atual Prefeito de Coari, Adail Pinheiro, que recentemente vem sendo denunciado pela impressa nacional e manchando o nome da cidade de Coari e de seus cidadãos.


A manifestação teve início na Praça do Estudante, área periférica da cidade e percorreu as principais ruas até chegar à Praça São Sebastião, ao Lado da Catedral de Sant’Ana, no Centro da cidade, onde diversas lideranças estudantis, religiosas e de movimentos populares se pronunciaram e gritaram palavras de ordem.

Durante a caminhada, os manifestantes gritavam palavras de ordem como: “Vem Pra Rua Coari!”, “Coari Clama Por Justiça”, “Cadê os Vereadores de Coari ? e Outro Respondiam: Comeram Abiu! ”, “Tribunal de Justiça Puna o Pedófilo”. Outros manifestantes erguiam faixas e cartazes com os dizeres: “Vereadores: Vergonha de Coari !”, “Vereadores de que lado vocês estão ? O Fantástico levou Coari para o mundo, mas vocês estão mudos”, “Pedofilia em Coari: Que os Juízes e Desembargadores julguem”, “Processos de Corrupção e Pedofilia Engavetados. Até Quando ?”.


A manifestação foi organizada e convocada pelo Conselho de Cidadãos de Coari (CONCICO). O Conselho já de antemão convidou a população para voltar às ruas, na qual realizarão novas manifestações na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Coari, previsto para próxima semana.

domingo, fevereiro 02, 2014

Prefeito de Coari (AM) é acusado de usar avião da prefeitura para organizar festas com menores

Avião foi fretado para transportar pacientes em estado grave de Coari para Manaus. Prefeito Adail Pinheiro usava a aeronave para encontros com jovens e adolescentes, mesmo quando pacientes precisavam do transporte.

O Fantástico volta a tratar das acusações do envolvimento do prefeito de Coari com um esquema de prostituição infantil. Nas duas últimas semanas, nós mostramos como esse grupo montou uma rede para aliciar meninas. Agora, ele é acusado de usar dinheiro público e até um avião da prefeitura para organizar festas com menores de idade.
A reportagem é de Giuliana Girardi, Monica Marques e Walter Nunes.
Preste atenção nessa gravação.
Alzira: Oi, Haroldo, você vai ter voo amanhã? Que eu estou com um bebê...
Haroldo: Tenho sim. Logo cedo de manhã, mas está todo ocupado.
Haroldo Portela era um dos assessores do prefeito de Coari, Manuel Adail Pinheiro. A mulher é Alzira Cavalcante, então diretora do hospital municipal da cidade, em 2007. Ela pede que um avião da prefeitura transporte até Manaus um recém-nascido com um grave problema cardíaco.
Alzira: Não, Haroldo, eu tenho que mandar um bebê que nasceu cardiopata e com síndrome de down, vai ele e o médico, só.
Haroldo: É, mas infelizmente eu não posso ajudar, Alzira.
A diretora insiste.
Alzira: Meu Deus... Eu não acredito.
Haroldo: É festa... O pessoal que vai pegar avião amanhã, meio-dia.
A justificativa: o avião estava sendo usado para transportar convidados do prefeito para uma festa.
Alzira: Mano, e não dá para abrir essas vagas para mim não, Haroldo?
Haroldo: Infelizmente não, Alzira.
Ao Fantástico, por telefone, Haroldo negou ter recusado socorro.
Haroldo: A Alzira... Ela sempre tinha o meu telefone e sempre me pedia ajuda nesse sentido e eu sempre atendia prontamente.
Fantástico: Nunca, por exemplo, um paciente ficou esperando enquanto outras pessoas, convidados da prefeitura, embarcaram nesse avião no lugar desse paciente?
Haroldo: Não, não. Nunca.
Segundo investigações da Polícia federal, o avião foi fretado com recursos do fundo municipal de saúde. Por isso deveria transportar exclusivamente pacientes em estado grave de Coari para Manaus. Por exemplo, para hospitais mais equipados. Essa viagem não é rápida, nem simples. Normalmente, Coari pra Manaus, é preciso enfrentar nove horas de viagem de lancha. Por isso o avião era fundamental pra doentes em estado crítico.
A Polícia Federal localizou a ex-diretora do hospital. Maria Alzira disse que o bebezinho que não conseguiu vaga naquele voo morreu depois.
As investigações concluíram que o avião também era utilizado para encontros de Adail com jovens e adolescentes que eram aliciadas por funcionários da prefeitura para serem exploradas sexualmente.
“Algumas dessas meninas eram transportadas pelo avião da prefeitura. No avião que devia levar remédios, levar documentos, isso ocorreu e tem provas nos autos”, afirma Juliana Câmara, procuradora da República.
Fantástico: Meninas menores de idade?
Juliana Câmara: Também. Também menores.
Nessa outra gravação, o ex-secretário de administração, Adriano Salan, conversa com um dos aliciadores. Agora, para transportar algumas jovens. Nesse dia, havia avião disponível.
Adriano: Tem que ver. Porque, pô, eu vou disponibilizar aí uma aeronave só pra trazer elas, é f. Mas tem que falar com ela: "Tu vai ficar com Adriano!
Esta semana, Adail Pinheiro prestou depoimento ao Ministério Público. Ele negou as acusações. Disse que conhecia os funcionários da prefeitura, apontados pelas vítimas como aliciadores no esquema de exploração sexual infantil. Mas negou que conhecesse esse tipo de ação por parte dos servidores.
Não é o que aparece nesta gravação. Em alguns casos, Adail tratava diretamente com os aliciadores de menores. Maria Lândia dos Santos, ex-secretária de ação social da prefeitura, costumava levar meninas para o prefeito.
Adail: E aí, Lândia?
Lândia: Chefe, tem uma loirinha do estágio aqui, que ela é bonitinha; já falei com ela; ela vai, tudo direitinho. É uma gateada, verde, cabelão comprido, enrolado, toda bonitinha. A outra é colega dela também... E aí?
Adail: Tá bom.
Adail: Lândia, onde tu tá, Lândia?
Lândia: Eu tô aqui na festa.
Adail: E como é que tá o movimento aí?
Lândia: Tá bom, e outra coisa: as meninas que o Adriano apontou tudinho, estão tudo comigo aqui, entendeu?
Adail: Qual?
Lândia: Aquela altona... Pergunte pro Adriano que ele explica tudinho qual é. Ela é de menor, só que ela é liberada.
Adail: Ela é o quê?
Lândia: Ela é liberada... não tem negócio de mamãe, não.
Menores. Agora, é o ex-secretário Adriano quem faz uma encomenda:
Adriano: Queria dois filé assim pouca quilometragem.
Aliciadora: É... Tu quer 1.4 pra 1.5? É, eu tenho uma, tá até chegando aqui na casa dela, olha.
1.4 e 1.5, segundo a Polícia federal, seria o código usado para definir a idade das meninas aliciadas. 14 e 15 anos.
Adriano conversa com outro aliciador. Eles se referem a uma das meninas como "projetinho". Ela teria sido encomendada para o prefeito Adail.
Fabinho: Tá, deixa eu te falar uma coisa: está indo comigo aquela... Aquele “projetinho”, pequeninho, que o nosso amigo gostou muito. Sabe? O mais novinho...
Adriano: Ah, tá.
O "projetinho" é uma garota. Na época, a menina tinha 15 anos. Era modelo. Chegou a ser contratada pela prefeitura para trabalhar numa festa.
“Pra recepcionar os artistas que fossem para lá, e que não aconteceu isso. Fui pega de surpresa”, conta.
Fantástico: A festa era uma armação para vocês terem contato com o prefeito?
Menina: Bom, fiquei sabendo depois disso. Até então eu não sabia.
Não houve festa. As modelos foram levadas para um barco.
Fantástico: Você chegou a ficar sozinha com o prefeito?
Menina: Sim, no quarto.
Fantástico: Num barco?
Menina: No barco, que é o camarote, no caso do lado da mesa.
Fantástico: Ele te assediou?
Menina: Sim.
Fantástico: Como você conseguiu se desvencilhar disso? Fugir da situação?
Menina: Bom, como ele percebeu e eu falei também o tempo todo o nome dos meus pais, que eu não precisava disso, que eu tava achando estranha a situação, acho que ele percebeu que, sei lá, que não era garota de programa ou que não tinha nada a ver aquilo comigo. 
O prefeito não quis dar entrevista para o Fantástico. Os ex-servidores Adriano Salan e Maria Lândia também disseram, por telefone, que não iam se manifestar.
Ameaças. As vítimas que denunciaram tiveram que lidar com ameaças.
Menina: Minha vida virou um inferno depois disso. Ligações pra minha casa.
Girardi: Dizendo o quê?
Menina: Que pra eles não ia acontecer nada, e que quem ia sair prejudicada seria eu, meu pai, minha mãe, minha família, né?
“Todas as pessoas que foram ouvidas fazem alguma menção ao prefeito e diziam estar agindo em nome do prefeito ou por ordem do prefeito. Então o Ministério Público acredita que sim, que ele tinha pleno conhecimento das atividades que ocorriam na prefeitura”, afirma Juliana Câmara, procuradora da República.

Fonte: Globo.com

Dica de Balada em Coari

Descobri a melhor Noite de Sexta-feira em Coari - Duxon Lounge Bar
 
 Essa Banda Arrebenta no Pop/Rock.
 Jamile no Vocal, Emerson na Guitarra, Jander Maycon no Baixo e Alan na Bateria.

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Caridade Espiritual por Coari...

Caridade Espiritual por Coari

A População de Coari se Pergunta pelo Posicionamento dos Vereadores.


Essa semana a cidade de Coari se viu dentro de todos os meios de comunicações em nível nacional, isto depois da matéria vinculada no domingo à noite no Programa Fantástico, na rede Globo de Televisão, na qual houve as denuncias dos casos de pedofilia na esfera do Poder Executivo Municipal.

Durante a semana, os vários jornais e sites fizeram a cobertura e desdobramentos dos fatos, e principalmente a partir da chegada do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que veio sobre a determinação do Ministro Joaquim Barbosa, verificar se existe uma blindagem no Prefeito Adail Pinheiro, junto ao Judiciário do Amazonas.

Com tudo isso acontecendo, nossos vereadores, fiscais do poder executivos, não se pronunciaram sobre o assunto, deixando assim, uma lacuna para a população, pois foram eleitos para cumprir suas funções de: Legislar, Propor (indicar) e Fiscalizar.

Esse é o melhor momento para que os mesmo possam ajudar a lavar a alma da cidade. Se eles mesmos fizessem o impedimento (Impeachment) ou impugnação de mandato do Prefeito de Coari, seria muito difícil ele, Adail Pinheiro, conseguir uma liminar para voltar, uma vez que nesse clima, quem do poder judiciário quisesse se corromper, haveria uma pressão da impressa (o 4º poder) e da opinião pública, juntamente com as fiscalizações do CNJ, impediriam qualquer artimanha implícita através de compra de liminar.

O Povo esperar uma atitude em nome do resgate moral de nossa cidade. Temos respeito pelos nossos vereadores, pois sabemos das dificuldades de se manter um grupo político em Coari com os novos tempos, na qual há pouco reconhecimento pelo trabalho do vereador, e há a cultura ou subcultura de que o mesmo deva sustentar seu grupo político com empregos e favores, mas apesar disso tudo, vocês nossos representantes legais, não podem ficar indiferentes ou apáticos à situação gravíssima que nossa cidade se encontra.

Antes do golpe militar de 1964 já se ouvia a frase “Façamos a revolução antes que o povo o faça”. Em Coari, o ideal seria façamos a intervenção antes o governador o faça. Imaginem um interventor nomeado pelo governador e sem compromisso pelo com nossa cidade, nomeando pessoas que não são de Coari. E mais ainda, usando Coari como massa de manobra para a próxima eleição.

Em suma, esperamos uma posição efetiva e de responsabilidade dos nossos representantes nesse momento de decisão para a nossa cidade.

segunda-feira, janeiro 20, 2014

Resumo da Semana Passada

O Sobrevivente - Sula dos Santos
* Autor Coariense.
http://www.guiacoari.com/?p=572

O PODER DE ADAIL PINHEIRO
http://www.blogdosarafa.com.br/?p=19869

Prefeito de Coari (AM) é acusado de abusar de meninas de 9 a 15 anos.

Segundo denúncia, Adail Pinheiro oferecia dinheiro e presentes em troca de práticas sexuais com menores de idade.
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/01/prefeito-de-coari-am-e-acusado-de-abuso-sexual-em-meninas-de-9-15.html

Prefeito de Coari, no Amazonas, seria chefe de rede de prostituição infantil.
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/am/2014-01-19/prefeito-de-coari-no-amazonas-seria-chefe-de-rede-de-prostituicao-infantil.html

Rede de pedofilia no Amazonas ganha destaque no Fantástico.
http://www.d24am.com/noticias/politica/rede-de-pedofilia-no-amazonas-ganha-destaque-no-fantastico/104585

Coari: Por quê?
http://blogs.d24am.com/artigos/2014/01/16/coari-por-que/

O prefeito de Coari e a central brasileira de pedofilia. HOJE!
Adail está no Fantástico. Denúncia: Pedofilia
http://radaramazonico.com.br/adail-esta-fantastico-denuncia-pedofilia/

Ufam completa 105 anos nesta sexta-feira (17) com projetos no interior do AM
Desafios da expansão da instituição são ainda maiores pelas peculiaridades regionais de logística e de extensão territorial.
http://acritica.uol.com.br/noticias/manaus-amazonas-amazonia-Ufam-completa-aniversario-interior-educacao_0_1067893209.html

Aconteceu no Ramo Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Coari, uma festa para as crianças de todas as comunidades da paróquia.
http://ec.pastoraldacrianca.org.br/arquivos/8899

Complexo portuário de Coari tem melhorias.
http://coariemdestaque.blogspot.com.br/2014/01/complexo-portuario-de-coari-tem.html

Prefeitura de Coari “compra” R$ 21,9 milhões em material de construção e R$ 12 milhões em tubos de esgoto. E cadê as obras?
http://radaramazonico.com.br/prefeitura-de-coari-compra-r-219-milhoes-em-material-de-construcao-e-r-12-milhoes-em-tubos-de-esgoto-e-cade-obras/

Comunidades rurais de Coari recebem visita técnica do IDAM

http://www.idam.am.gov.br/comunidades-rurais-de-coari-recebem-visita-tecnica-do-idam/#.UtgXX_uKaQA

Adail quer fazer do filho deputado

http://www.jcam.com.br/noticias_livre_detalhe.asp?n=39328&tit=Adail%20quer%20fazer%20do%20filho%20deputado

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Reforma Administrativa Parcial na Prefeitura de Coari


Resumo:

• Daniel Maciel deixa a Casa Civil e assume a pasta da Secretaria de Comunicação Social.

• Walcione Tavares sai do governo e vai abrir uma empresa no Ramo de comunicação.

• José Lobo Assume Secretaria de Obras e Victor Sanchez volta para o ramo empresarial.

• Secretário de Saúde Josemar Martins, que já foi secretario em Parintins por 12 anos e vai substituir o Ex-Secretário João Luiz Ferreira Lessa.

• Margô (Margarida) assume a Secretaria de Assistência Social (com nova nomenclatura agora, de Secretaria de Desenvolvimento Social)

• Miquéias Moriz de Oliveira (Ex de Ciências e Tecnologia) assume a Secretaria de Meio Ambiente, que antes estava interinamente o Procurador Aldo.

• Secretaria de Terras e habitação Francisco Erimar Torres de Oliveira (Dirinho) passa a ser denominada Secretaria Adjunta à Secretária de Obra.

• Secretaria de Planejamento (Marcos Roland) tornou-se uma secretaria adjunta à Secretaria de Finanças (Agora denominada Secretaria de Fazenda).

• Secretaria de Governo foi extinta e o Secretário Júlio dos Santos Sales assume a Casa Civil

• Eduardo Jorge de Oliveira Alves assume a Chefia de Gabinete e continua acumulando a Secretaria de Administração interinamente até ser nomeado o novo Secretário.

• A Sra. Linduína Mendes Assume a Secretária Extraordinária de Gestão Estratégica.

• Secretaria de Infraestrutura Rural agora muda a denominação para Secretaria de Agroeconomia


No Final do mês será preenchida com a nomeação e posse dos demais secretários das pastas que se encontram com secretários interinos.