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quarta-feira, novembro 23, 2011

Advogados de Arnaldo Mitouso entrarão com recurso

Eles alegam que existem pontos na ocasião da morte do prefeito Odair Carlos Geraldo, ocorrida há 16 anos, que merecem ser revistos

Arnaldo Mitouso (Euzivaldo Queiroz)
 
Os advogados do prefeito de Coari (a 363 quilômetros de Manaus), Arnaldo Mitouso, condenado nesta terça-feira a oito anos de prisão em regime fechado pela morte do então prefeito Odair Carlos Geraldo e a perda do mandato após transitado em julgado o processo, entrarão com embargos de declaração no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) sob a alegação de “omissão de decisão”. O crime ocorreu há 16 anos. Cabe recurso da decisão.
A justificativa é que foram desconsiderados pela relatora do processo, desembargadora Maria das Graças Encarnação, alguns pontos que “merecem ser revistos”, segundo a assessoria de Mitouso. Entre eles, o de “que Mitouso estava sendo agredido por inúmeras pessoas e que levou dois tiros (na ocasião da morte de Odair). Ele também poderia ter morrido. Onde estão aqueles que deram os tiros? Ninguém respondeu ou pagou por isso”, questionam os advogados do prefeito. Washington Magalhães e Keneddy Monteiro.
Eles também apontam que a relatoria “elegeu prova de conveniência” quando somente relatou testemunhas de acusação, pessoas que eram ligadas à vítima, inimigos políticos de Mitouso. “Como a desembargadora aceita o testemunho do sr. Haroldo, que faz acusações aleatórias sem apontar uma prova sequer por exemplo, mas nem cita o depoimento do Sr. Romão, que também era ligado ao prefeito Odair, mas que inocenta Mitouso ao contar que recolheu uma cápsula de bala disparada da arma de Mitouso, constatada como um revólver calibre 32?, questionam os advogados.
Eles lembram que o prefeito Odair foi morto por tiros de revólver calibre 22. E acrescentam: “Em nenhum momento foi levado em consideração o que se chama juridicamente de presunção de inocência”.
Eles ressaltam que, segundo a relatora,  Mitouso, depois do tiroteio já estava “em segurança” detido por policiais, mesmo assim agiu com violência e entrou no carro de polícia armado, dando a entender ainda que Mitouso teria sumido com o revólver. “No processo está bem claro que Mitouso estava ferido por dois tiros, que foi detido por dois policias e três seguranças do então prefeito Odair, eles tiraram a arma de Mitouso. Há depoimento no processo que um desses seguranças, de nome Aldir, foi visto colocando algo no porta luvas do carro após ter participado da detenção de Mitouso”, esclarecem os advogados.

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