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quinta-feira, junho 21, 2012

Depoimentos de réus da Vorax comprometem ex-prefeito de Coari

Apontado pela PF como chefe da quadrilha que desviou milhões, Adail Pinheiro não depôs.
O empresário Fábio Souza de Carvalho disse que Adail cobrou dele uma comissão de R$ 500 mil.

Manaus - Em depoimento no processo da Operação Vorax à Justiça Federal, o empresário Fábio Souza de Carvalho confirmou que pagou cerca de R$ 500 mil a Adail Pinheiro, na época em que ele era prefeito de Coari.

De acordo com Fábio, o pagamento foi feito após Adail dizer que o empresário só receberia R$ 988 mil, referentes a obras executadas pela empresa Isa Construtora, se repassasse 50% do valor.
Desde a última segunda-feira, o juiz da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal, Márcio Luiz Coelho de Freitas, está ouvindo testemunhas e réus da operação, que em 2008 desbaratou, em Coari, um esquema de fraudesem  licitação.

Na manhã de quarta-feira (20), além de Fábio Souza de Carvalho, outros cinco réus da Operação Vorax, entre eles os irmãos do ex-prefeito de Coari Carlos Eduardo Amaral Pinheiro e Elizabeth Pinheiro Zuedgest prestaram depoimentos na sede do órgão.

No depoimento, o empresário informou que, ao tentar receber o pagamento por uma obra executada pela sua empresa no município, que já havia sido finalizada há alguns meses, foi informado pelo próprio Adail Pinheiro, que o pagamento só seria feito com o pagamento da “comissão”. “Ele (Adail Pinheiro) foi enfático ao dizer que eu só receberia se pagasse metade”, disse Fábio.

Ele disse ainda que foi orientado a realizar o pagamento dos R$ 500 mil por meio de diversos cheques, entregues ao secretário de Governo de Coari e homem de confiança de Adail à época, Adriano Teixeira Salan, na sede da representação do município em Manaus.

Também em depoimento na manhã de quarta, o policial militar Antônio Carlos Maia de Aguiar, que durante a administração de Adail Pinheiro chefiava a Guarda Municipal de Coari, afirmou que, a pedido de Adriano Salan, guardou em uma residência no município, o que chamou de “volumes”, pouco antes da operação ser deflagrada.

Nos pacotes transportados e guardados por Aguiar, estavam os R$ 7 milhões apreendidos pela Polícia Federal (PF) em uma casa de um conjunto habitacional da cidade, durante as prisões, buscas e apreensões feitas no município.

Antônio Carlos foi acusado de comandar uma milícia no município, denominada ‘Comando Delta’.
Outros dois empresários, donos de empresas que prestavam serviços para o município de Coari durante a administração de Adail e o ex-presidente da Comissão Geral de Licitação, Walter Braga Ferreira, também foram ouvidos e negaram fazer parte de um esquema de fraudes em licitações no município, descoberto após escutas telefônicas da PF.

O juiz Márcio Luiz Coelho de Freitas informou que após os depoimentos, que devem ser encerrados na quinta-feira (21), vem a fase das alegações finais, de defesa e acusação e então deve ser proferida a sentença. Segundo ele, não seria possível dar um prazo para o fim do processo. “Não posso precisar uma data, já que apenas para as alegações finais, as partes vão ter cerca de dois meses de prazo”, disse.


Fonte: DiárioAm

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