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sexta-feira, maio 23, 2008

Justiça começa a conceder liberdade



Ney Mendes- 20/05/2008
Sônia é dona da 3S Distribuidora e estava presa desde terça-feira no Complexo Anísio Jobim, em companhia da irmão do prefeito, Elizabeth Pinheiro

Isaac Júnior
Da equipe de A CRÍTICA

Mário Adolfo Filho
Especial para A CRÍTICA

Quase 40 horas depois de deflagrar a Operação Vorax, a Polícia Federal teve de atender a um pedido do juiz da 2ª Vara da Justiça Federal, Márcio Coelho, e soltou, por volta das 23h de quarta-feira, a proprietária da empresa 3S Distribuidora, Sônia da Silva Santos. “Ela é a primeira e única a ser solta até agora”, comemorou, ontem, o advogado da empresária, Rafael Albuquerque, da Chíxaro Cavalcante & Arantes Advogados.

Sônia estava entre os 22 presos na operação, realizada pela PF em parceria com a Receita Federal para desarticular uma organização criminosa em Coari (a 370 quilômetros de Manaus). O grupo é acusado de vários crimes, entre eles formação de quadrilha e fraude em licitações. Os outros integrantes do esquema continuam presos, distribuídos em celas especiais, da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa (homens) e da área feminina do Complexo Anísio Jobim (mulheres).

Sônia da Silva Santos estava presa com a irmã do prefeito Adail Pinheiro, Elizabeth Pinheiro, e a secretária de Finanças do Município, conhecida como Rome Sineide Gomes. “Eles alegaram não ser necessário mantê-la presa em virtude de a mesma não ter criado nenhum obstáculo para a investigação policial”, observou Rafael Albuquerque. “Sobre os outros acusados, a superintendência da PF deve pedir a prorrogação da prisão”, arriscou.

Adail prepara defesa

O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, pretende se manifestar e conceder entrevistas à imprensa, porém só depois que explicar o que realmente está acontecendo à população do Município. A informação é da assessoria de comunicação da Prefeitura, que vem recebendo vários pedidos de entrevistas com o acusado de participar de um milionário esquema investigado pela Operação Vorax.

Adail Pinheiro está em Manaus desde a noite de terça-feira, depois de a Polícia Federal ter deflagrado a operação na capital e em Coari. O prefeito se encontrava em Brasília, assinando convênios com o Governo Federal e foi o único, de 23 indiciados, a não ter a prisão decretada pela Justiça.

Por enquanto, o contato de Adail com a imprensa tem se dado, exclusivamente, por meio de comunicados oficiais divulgados pela assessoria. Em um deles, enviado aos veículos de comunicação na terça-feira, o prefeito afirmou que determinou a todos os secretários municipais que os documentos da Prefeitura de Coari e das secretarias fossem franqueados à investigação a fim de esclarecer a verdade dos fatos. Ontem, ele enviou um comunicado à Polícia Federal se colocando à disposição para explicações.

Prefeito se mune de informações

Desde que chegou a Manaus, Adail Pinheiro tem travado sucessivas reuniões com os assessores jurídicos do Município. Ele quer ter embasamento suficiente para conceder entrevista a uma rádio de Coari. A primeira manifestação do prefeito pode acontecer ainda neste final de semana. Informações dão conta de que a população do Município também vem cobrando imediatas explicações de Adail Pinheiro. “O povo está muito revoltado”, disse uma fonte de A CRÍTICA no Município e que pediu para não ser identificada. De qualquer forma, o superintendente da PF, Sérgio Fontes, já disse que Adail Pinheiro, inevitavelmente, será convocado para prestar esclarecimentos durante o processo de investigação. “Seguiremos todas as cautelas legais para chamá-lo. Sem dúvida, ele precisa falar”, disse o superintendente.

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